Esporte

Na Superliga, times goianos de vôlei torcem por investimentos e revelação de jogadores

Wesley Costa
Ataque da Neurologia Ativa encara bloqueio do Goiás Vôlei na final

Finalistas da Superliga B, Goiás Vôlei (campeão) e Neurologia Ativa (vice-campeão) torcem para que duas consequências positivas surjam após a conclusão da inédita decisão goiana na competição nacional: que jovens se interessem pelo esporte e que investidores ajudem no crescimento da modalidade. As equipes entram de férias, sem deixar de lado a preparação para a disputa da Superliga A.

Goiás Vôlei e Neurologia Ativa decidiram a Superliga B em jogo único decisivo na última quarta-feira (24), em Goiânia, com vitória do Goiás por 3 sets a 1.

“Eu saí de Anápolis com 13 para 14 anos para São Paulo, minha mãe me colocou em um ônibus para eu buscar um sonho e deu certo. Estou aqui (no Goiânia Arena) com 7, 8 mil pessoas pela primeira vez na carreira. Esta final, os acessos, talvez isso nos ajude a revelar uma nova safra de jogadores que não precise sair daqui para praticar voleibol”, comentou o ponteiro do Goiás Vôlei, Henrique Batagim, que atuou entre 2009 a 2023 em São Paulo, Minas Gerais e na Europa antes de retornar para vôlei goiano.

Quem não saiu do Estado e construiu carreira no vôlei goiano foi o líbero Murylo Almeida, da Neurologia Ativa. Goianiense, o jogador de 30 anos atuou por Monte Cristo, Anápolis Vôlei, Vila Nova e está na Neurologia desde 2020.

“Queríamos o acesso, conseguimos. Chegamos na final e óbvio que queríamos terminar com o título, mas não apaga nada do que fizemos desde o início em 2020. Mostramos que, em Goiás, existe voleibol de alto nível. Nosso objetivo também era mostrar que aqui há atletas. Muitos tiveram que sair daqui para jogar. Hoje, podem jogar em casa. Jovens podem ver que é possível jogar aqui”, reforçou o atleta vice-campeão da Superliga B.

Para o técnico Derivaldo Mota, da Neurologia Ativa, as duas equipes estão subindo degraus há alguns anos e vivem um momento único. Agora, o foco é buscar ajuda financeira.

“O processo para jogar a Superliga A é difícil, os valores mudam, o investimento é maior e nós precisamos de apoio. Há investidores em Goiás, esperamos que nos ajudem a crescer. Estamos conversando muito sobre isso, não é um processo fácil. Nós fizemos nosso papel de buscar o acesso. Vamos trabalhar sem parar para encontrar as verbas necessárias para tocarmos na Superliga A”, disse o treinador vice-campeão da Superliga B.

A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) ainda divulgará detalhes, mas a temporada 2024/25 da Superliga A deve começar no final deste ano.

“Todo esse grupo de atletas e a gestão do projeto não deixaram de trabalhar. A parceria com o Goiás é um sucesso, tem muito a crescer e, agora, é pensar na Superliga A. Nós trabalhamos muito para criar uma mentalidade vencedora. Somos muito fortes nos finais dos sets, e eles (jogadores) se prepararam para viver momentos de pressão. Nosso grupo é muito bom, nível alto de qualidade técnica”, completou o técnico Hítalo Machado, do campeão Goiás Vôlei.

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