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Covid-19 pode causar problemas cognitivos e acelerar demência

Prefeitura de Goiânia/Divulgalção
Testagem da Covid-19

Pesquisadores identificaram sintomas de demência parecidos com os de Alzheimer em pessoas que tiveram Covid-19. O estudo avalia as consequências da doença a longo prazo no sistema nervoso central. Ele foi divulgado por um consórcio internacional de cientistas, nessa quinta-feira (29), na Conferência Internacional da Associação de Alzheimer, em Denver, nos Estados Unidos.

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Segundo a pesquisa, além dos sintomas respiratórios já conhecidos, muitas pessoas que foram infectadas pelo novo coronavírus apresentam sintomas neuropsiquiátricos de curto ou longo prazo, incluindo perda de olfato e paladar e déficits cognitivos e de atenção. Em alguns casos, esses sintomas neurológicos persistem.

Entre as pessoas que perderam o olfato, a probabilidade de desenvolver problemas cognitivos é maior. De acordo com os cientistas, de três a seis meses após a infecção, mais da metade das pessoas apresentou problemas persistentes de esquecimento. Cerca de 1/4 delas teve problemas adicionais de cognição, como linguagem e disfunção executiva.

“Estamos começando a ver conexões claras entre a Covid-19 e problemas com cognição meses após a infecção”, disse em nota o Dr. Gabriel de Erausquin, professor de neurologia do Centro de Ciências da Saúde da Universidade do Texas, um dos realizadores da pesquisa.

Os problemas cognitivos detectados são semelhantes aos identificados em pacientes com Alzheimer.

Alzheimer é uma doença autodegenerativa que provoca queda progressiva da função mental, causando perda de memória e atenção, esquecimento de palavras, dificuldade de realizar tarefas simples, perda de noção de tempo e espaço, entre outros sintomas.

De acordo com o estudo, a gravidade dos sintomas da Covid-19 não está relacionada com os impactos neurológicos de longo prazo.

Foram analisados 200 voluntários, com 60 anos ou mais, residentes da Argentina, que foram infectados pelo novo coronavírus.

Erausquin salienta que ainda não se sabe se os problemas cognitivos vão piorar com o tempo, como acontece com quem tem Alzheimer, ou se os pacientes vão se recuperar. “É imperativo que continuemos a estudar essa população, e outras ao redor do mundo, por um longo período de tempo para entender melhor os impactos neurológicos de longo prazo da covid-19“, explicou.

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