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Goiânia tem nove casos confirmados de Monkeypox

Agência Brasil
Goiás já possui quatro casos confirmados da doença

O número de casos de Monkeypox (varíola dos macacos) subiu de quatro para nove em Goiânia nesta quinta-feira (21). A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) da capital acompanha outros 14 casos suspeitos da doença. Os resultados dos exames para confirmar o diagnóstico costumam demorar aproximadamente 15 dias, porque a análise só é feita na Universidade Federal do Rio de Janeiro.

O superintendente de vigilância em Saúde da SMS, Yves Mauro Ternes, relatou em entrevista à rádio CBN Goiânia nesta tarde que, embora a quantidade de confirmações tenha aumentado, a cidade ainda não considera que se trata de transmissão comunitária – quando não é possível rastrear a origem da infecção.

Os dois primeiros casos da doença na cidade foram confirmados no dia 13 de julho. Um dos pacientes possui histórico de viagem para São Paulo, onde já foi confirmada a circulação comunitária do vírus. 

Estado

Até o momento, com o acréscimo, a quantidade de confirmações da doença em Goiás sobe para 11. A Secretaria Estadual de Saúde de Goiás (SES-GO) deve atualizar os dados ainda hoje. O último boletim disponível, dessa quarta-feira (20), mostrava 9 casos confirmados no estado e seis suspeitos.

O Brasil contabiliza 592 pessoas infectadas pela varíola dos macacos, segundo os dados do Ministério da Saúde. Até esta quinta-feira (21), a Organização Mundial de Saúde (OMS) já havia sido notificada de mais de 14 mil casos em 72 países.

Suspeita de infecção: como agir e onde ir

De acordo com a Secretaria de Saúde, aqueles com suspeita de terem contraído a Monkeypox “devem ser isolados, receber máscaras de proteção e os profissionais devem fazer o rastreio dos contatos, bem como se protegerem com Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), visto que o contato prolongado deles com os pacientes os tornam fontes de possível contágio.”

“Os pacientes serão tratados na Atenção Primária de Saúde com diagnóstico diferencial, assistência, coleta de amostra para teste laboratorial e monitoramento. Caso o paciente apresente sinais de gravidade e/ou condições especiais para indicação de internação hospitalar, deve-se contatar o Complexo Regulador Estadual (CRE) para solicitar internação, e logo que liberada a vaga, o mesmo deverá ser removido ao hospital, utilizando as medidas pertinentes de precauções no transporte”, detalhou a SES.

A pasta informou que os hospitais destinados à internação, conforme as macrorregiões são: Hospital Estadual de Doenças Tropicais Dr. Anuar Auad (HDT), em Goiânia, para toda região Central, Oeste e Nordeste, bem como o Hospital Estadual da Criança e da Adolescente (Hecad) e o Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia (HMAP), em Aparecida de Goiânia, para a região Central e Sudeste do estado.

Já na região Sudoeste, o Hospital Estadual de Santa Helena de Goiás (Herso), em Santa Helena, e o Hospital Estadual de Jataí Dr. Serafim de Carvalho. Para as regiões Centro Norte e Nordeste, as unidades são o Hospital Estadual de Anápolis (Heana) e o Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano (HCN), em Uruaçu.

 

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