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Governo de Goiás propõe Lei Seca para frear contaminação de Covid-19

Douglas Schinatto
Proposta inicial era para que bares deixassem de vender bebidas alcoólicas a partir das 20h

O governador de Goiás Ronaldo Caiado (DEM) promoveu na tarde desta segunda-feira (25) uma conferência com  prefeitos, parlamentares, representantes do setor produtivo, poder Judiciário e sociedade civil para tratar sobre a pandemia do novo coronavírus em Goiás.

Isso para expor a situação da saúde e propor medidas intermediárias ao lockdown. A proposta do Estado é que se inicie uma Lei Seca em todos os municípios, com a proibição de venda e consumo de bebidas alcoólicas a partir das 22 horas. Além disso, haverá um reforço na fiscalização quanto à realização de eventos.

O secretário da Saúde, Ismael Alexandrino, afirmou no evento online, que foi transmitido pelas redes sociais do governador, que não há discussão sobre lockdown, mas que há necessidade de ação de restrição “de forma urgente para não sermos surpreendidos”.

A possibilidade de adotar a Lei Seca foi levantada por ele como saída para evitar aglomerações. A superintendente de Vigilância Sanitária da SES-GO, Flúvia Amorim, propôs que a proibição se iniciasse às 20 horas.

“Não está batido o martelo, a reunião é para ouví-los”, afirmou ao ressaltar o risco de colapso mesmo com expansão de leitos nos hospitais, disse Ismael. Ele fala em 30 dias de desafio devido à segunda onda da Covid-19 no Estado. “Temos afeição ao diálogo e ouvimos o comércio.”

A evolução acelerada da doença é justificativa para a proposta e o governo diz que não adianta só cuidar da estrutura para atendimento aos pacientes. O governador Ronaldo Caiado foi o primeiro a elevar o horário da proibição para 22 horas, o que foi acatado pela maioria dos prefeitos. Ao todo, 141 prefeitos ou representantes estiveram na reunião. 

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