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Policiais só deixaram casa invadida por engano após vizinha ser presa, diz família

Reprodução

O empresário Thassio Silva que teve a casa invadida por policiais civis por engano, durante uma operação em Aparecida de Goiânia, região metropolitana de Goiânia, afirmou que os agentes só deixaram o local depois que a vizinha, alvo do mandado de prisão, apareceu para ajudar. Câmeras de fora da casa invadida registraram o momento em que os policiais arrombam o portão e, posteriomente, aparece a advogada.

Segundo o morador da casa, a vizinha não sabia que era o alvo da operação.

Minha esposa chamou pela vizinha que é advogada, mas até então, a gente não sabia o nome dela. Por coincidência, era justamente a advogada que eles [policiais civis] queriam prender. De tanto ela escutar o barulho e a minha esposa chamando, ela veio para tentar ajudar. Nem ela sabia que ia ser presa", explicou Thassio

Segundo o empresário, o casal registrou um Boletim de Ocorrência (B.O.), notificaram o caso para a Corregedoria da Polícia Civil (PC) e o Ministério Público de Goiás (MPGO).  

Em nota nesta sexta-feira (12), a Polícia Civil de Goiás disse que os mandados de prisão, busca e apreensão foram cumpridos dentro da legalidade e que eventuais abusos cometidos durante a operação já estão sendo apurados pela Superintendência de Correições e Disciplina da PCGO (confira a nota na íntegra ao final da reportagem). 

A reportagem não conseguiu localizar a defesa da mulher que foi alvo da operação da PC para que ela pudesse de posicionar até a última atualização desta reportagem. 

O empresário ainda disse que, no momento da ação, só passava na cabeça dele que 'era bandido'.

Entenda o caso

O caso aconteceu na quinta-feira (11). Os moradores gravaram o momento em que os policiais entram na casa durante a madrugada. Nas imagens é possível ver os agentes conversando com os moradores da casa em tom de voz alterado. 

A proprietária do imóvel reclama que eles acordaram um bebê. Sem entender a razão da ação policial, ela e o companheiro questionam o motivo deles terem estragado o portão para entrar na casa.

Uma das agentes aparece apontando uma arma de fogo para a mulher enquanto ela argumenta: "Vocês acordaram minha filha de nove meses e minha filha de nove anos está chorando", disse a moradora. A policial ainda parece empurrar a mulher. Outro policial aparece acenando com a mão e pede que a moradora fale baixo.

A confusão continua até que um dos agentes mostra a ordem de busca e apreensão e fala que tem um mandado de prisão. Mas o nome que consta no documento é de uma mulher que, de acordo com o casal, não mora no endereço. Nesse momento a mulher e o homem se mostram mais indignados com o erro dos policiais.

"Vocês bateram na casa errada. Vocês vão entrar em uma enrascada grande. Pode filmar isso aí, vocês estão ficando doidos?", diz o morador.

"Eu quero a identificação de todo mundo", diz a moradora da casa enquanto filma os agentes. "E ela meteu a mão no meu pescoço", completa em referência à policial. Depois aponta para o portão mostrando o estrago deixado.

Mesmo argumentando que eles estão na casa errada, o policial que segura a ordem judicial eleva o tom de voz com o morador e quando a mulher pede para ver o documento perguntando qual a casa está escrita na ordem é impedida de pegar o papel.

Nota Polícia Civil

A Polícia Civil de Goiás reafirma que os mandados de prisão e busca e apreensão foram cumpridos dentro da legalidade, conforme deferimento de ordem judicial, sendo o alvo da operação localizada e presa. Eventuais abusos cometidos durante a operação já estão sendo objeto de apuração pela Superintendência de Correições e Disciplina da PCGO.

 

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