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Príncipe Philip foi rei das gafes ao tentar fazer piadas de cunho racista e sexista; veja lista

The Royal Family/Instagram/Divulgação
Príncipe Philip

 O Príncipe Philip, morto aos 99 anos nesta sexta (9), participou de mais de 22 mil eventos oficiais ao longo de sete décadas. Em vários deles, soltou frases ácidas e piadas, muitas vezes de cunho racista ou sexista.

Na Austrália, perguntou se indígenas ainda lançavam flechas. Ao ver um presidente da Nigéria em trajes tradicionais, disse que ele parecia estar de pijama. E ao elogiar a gravata de uma política escocesa, perguntou se ela tinha alguma calcinha do mesmo tecido.

Philip também foi alvo de críticas por outras ações, como praticar caça esportiva ao mesmo tempo em que defendia a preservação ambiental.

Em janeiro de 2019, ele bateu o carro enquanto dirigia, aos 97 anos. Apesar dos questionamentos de que poderia gerar riscos a outras pessoas, o monarca voltou ao volante dois dias depois e sem usar cinto de segurança. Mas, após algumas semanas, cedeu à pressão e entregou sua carteira de motorista.

"As pessoas têm a impressão de que príncipe Philip não se importa em nada com o que pensam dele, e têm razão", escreveu o ex-premiê Tony Blair em suas memórias. Abaixo, uma lista de frases ditas por Philip ao longo de sua trajetória:



"Ele parece um pudim de ameixa."

Ao comentar o nascimento do príncipe Charles, seu filho, em 1948.



"Nunca fui reticente ao falar sobre assuntos sobre os quais eu não sei nada."

A um grupo de industriais, em 1961.



"Mulheres britânicas não podem cozinhar."

Durante visita a um instituto de mulheres, em 1961.



"Isso parece o tipo de coisa que minha filha traria da aula de artes da escola."

Durante uma exibição de arte da Etiópia, em 1965.

 

"Adoraria visitar a Rússia, mas estes caras assassinaram metade de minha família."

Em 1967, durante uma entrevista, em referência a conflitos do século 19.

 

"Com o que você gargareja? Pedras?"

Ao cantor Tom Jones, em 1969, após um show.

 

"Não viemos aqui por nossa saúde. Podemos pensar em outras formas de aproveitarmos."

Ao chegar ao Canadá, em 1976.



"Todo mundo estava dizendo que devemos ter mais tempo livre. Agora se queixam de estar desempregados."

Durante uma crise econômica, em 1981.



"Você é uma mulher, não é?"

A uma queniana que lhe deu um presente, em 1984.



"Se vocês ficarem aqui mais tempo, ficarão todos com olhos rasgados."

A estudantes britânicos na China, em 1986.



"Eu não acho que uma prostituta tem mais moral que uma esposa, mas elas estão fazendo a mesma coisa."

Ao ser questionado se matar animais para comer tinha mais valor moral do que matar animais na caça esportiva, em 1988.



"Não, eu posso pegar alguma doença horrível."

Ao ser perguntado se queria tocar em um coala, na Austrália, em 1992.



"A maioria de vocês não descende de piratas?"

A um morador das Ilhas Cayman, em 1994.



"Como você faz para manter os nativos (escoceses) suficientemente longe da bebida para aprová-los no exame?"

A um instrutor de auto-escola escocês, em 1995.



"Você conseguiu que não o comessem?"

A um jovem britânica que viajara a Papua-Nova Guiné em 1998.

 

"Você está muito gordo. Poderia perder um pouco de peso."

A um menino que sonhava em ser astronauta, em 2001.



"Ah, é você que é o dono daquele carro horrível."

Ao cantor Elton Jonh, que dirigia um Aston Martin dourado, em 2001.



"Vocês ainda atiram flechas uns nos outros?"

A indígenas australianos, em 2002.



"Então, quem usa drogas aqui? Ele parece que usa drogas."

A um garoto de 14 anos, durante uma visita a um clube de jovens em Bangladesh, em 2002.



"Você parece que está pronto para ir para a cama."

Ao presidente da Nigéria, que vestia um traje tradicional, em 2003.



"É uma bonita gravata. Você tem alguma calcinha desse mesmo material?"

A Annabel Goldie, política escocesa, em 2007.



"Você consegue distinguir uns dos outros?"

Ao presidente Barack Obama, depois que ele esteve com o então primeiro ministro Gordon Brown, David Cameron e o russo Dmitri Medvédev.



"Se eu abrir este zíper, vou ser preso"

Ao ver uma mulher com um vestido com zíper frontal, em um evento, em 2012.



"Vão colocá-la no forno?"

Ao ver uma senhora em cadeira de rodas, que se protegia do frio com um material parecido com alumínio, em 2012.



"As Filipinas devem estar meio vazias, porque vocês estão aqui o tempo todo trabalhando."

Durante uma visita a um hospital perto de Londres, em 2013.



"Você não pode pedir nenhum deles de volta. Nós checaremos sua bagagem antes de você ir."

Ao mostrar relíquias orientais ao dirigente chinês Xi Jinping, em 2015.

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