Geral

Preço médio da gasolina sobe pela 6ª semana seguida em Goiás

Ricardo Rafael
Prefeituras calculam perdas com eventual abatimento do imposto

Pela sexta semana consecutiva o preço médio cobrado pelo litro da gasolina nos postos de combustíveis subiu em Goiás. Passou de R$ 6,216 na primeira semana de agosto para R$ 6,363 na semana encerrada no dia 11 de setembro, uma elevação de 2,36% para o período. Os dados são do levantamento realizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Ao todo, 108 postos foram pesquisados.

Os dados da última semana, inclusive, colocam Goiás na sexta posição entre os Estados com os preços médios mais elevados do País, ficando atrás do Rio Grande do Norte (R$ 6,625), Piauí (R$ 6,605), Rio de Janeiro (R$ 6,560), Acre(R$ 6,485) e Distrito Federal (R$ 6,411).

Na última semana, o consumidor encontrou a gasolina sendo comerciada a R$ 5,78 no preço mínimo encontrado no levantamento e a R$ 6,599 no valor máximo identificado pelos pesquisadores.

No Brasil, o preço médio também subiu pela sexta semana seguida. Subiu para R$ 6,059 por litro, contra R$ 6,007 por litro na semana anterior, o que representa uma alta de 0,86%. Foram 4.434 postos pesquisados.

Para especialistas, a desvalorização do real frente a outras moedas tem impactado no aumento do preço dos combustíveis. 

Discussão sobre ICMS

Como mostrou O POPULAR recentemente, ocorreu troca de farpas entre o presidente Jair Bolsonaro e o governador Ronaldo Caiado em relação ao ICMS. Na época, Bolsonaro havia declarado que o "grande problema" sobre o preço dos combustíveis é a "ganância" de governadores na cobrança de ICMS. Segundo o presidente, o preço da gasolina está "barato" nas refinarias, mas chega às bombas com excesso de tributos e de custos para transporte.

Sem citar nomes, Bolsonaro também falou especificamente sobre dois governadores, um deles do Centro-Oeste: “Tem dois governadores, não vou falar o nome, que estão mentindo, falando  que estou mentindo. Fala grosso o cara: ‘Tá 32% o preço fixo’. Mas ele não fala que 30% é em cima do valor total na bomba, e tinha que ser em cima do preço da usina”. Em Goiás, a alíquota do ICMS é de 30% e não 32%, como disse o presidente. 

Caiado contrariou a fala do presidente. “A alíquota que é cobrada em Goiás é a mesma desde 2016. Não fizemos nenhum reajuste. O imposto é o mesmo do ano passado, por exemplo, em que a gasolina custava até menos de R$ 4,00", escreveu o governador, sem citar o nome do presidente ou o governo federal.

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