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Pet Shop acusado de rejeitar ‘vira-lata’ dá resposta: ‘mal entendido telefônico’

Créditos: Andre Ligeiro/ Reprodução/ Glamurama

No dia 21 de janeiro, o Pet Shop Filhotes & Fricotes, localizado no shopping Iguatemi, em São Paulo, foi acusado pelo designer Rafael Burity de discriminar a cadela dele, Rose, por se tratar um animal sem raça definida. De acordo com uma nota enviada ao jornal Daqui, o pet shop afirmou que tudo não passou de um mal entendido.

“Tudo isso está sendo posto em xeque por causa de um mal entendido telefônico. Trinta anos de sucesso e de amor aos animais não são 30 segundos ao telefone”, diz um trecho da nota.

Segundo a nota, ao ser questionada sobre um banho em um cachorro SRD (sem raça definida) para o sábado (21), a empresa teria dito apenas que os horários já estavam preenchidos e teria sugerido à Rafael um novo horário na segunda (23), mas o dono do animal teria recusado.

De forma a esclarecer e desmistificar as acusações, a Filhotes & Fricotes elencou uma série de fatores que reafirmam o cuidado da empresa com os pets que não passa por julgamento de raça, porte ou situação.

“1) a loja, fundada em 1986, sempre atendeu animais com e sem raça definida. Temos as notas fiscais, depoimentos de clientes, vídeos e fotos que comprovam isso;

2) as funcionárias, mesmo as vendedoras (algumas com nível técnico e universitário, estudantes, inclusive, de Medicina Veterinária), não utilizam no dia a dia delas o termo “vira-latas”, não porque seja preconceituoso, mas porque o termo técnico, o que consta em nossa planilha, software e sistemas é “SRD”;

3) ainda que um funcionário tivesse dito tal coisa (o que não ocorreu), isso não reflete a filosofia e a postura da empresa e da proprietária, que cuida de 4 cachorros, 2 deles SRDs, retirados de situação de abandono e maus-tratos;

4) a loja não só atende a todos os pets sem distinção, como faz questão de colocar SRDs na vitrine, com frequência, ao lado de animais de raça para incentivar a adoção. Temos, inclusive, parcerias com ONGs como a Cães do Morro da Lua;

5) o atendimento a SRDs representa um percentual significativo de nosso faturamento. Seria uma insensatez e um suicídio empresarial recusar um serviço que custa praticamente o dobro de um cão de raça pequeno.”

A empresa terminou dizendo que “quem é cruel com os animais não pode ser um bom homem e muito menos uma boa empresa” e que, por isso, a acusação de Rafael não condiz com a boa reputação de três décadas de funcionamento do pet shop.

“Macular uma marca por causa de uma interpretação errada ao telefone é injusto, triste e revoltante. Os nossos quase 300 mil animaizinhos atendidos até hoje parecem não contar para as pessoas que – fanaticamente – nos insultam e nos ameaçam. A todas elas, gostaríamos de responder com um sincero convite: venham conhecer o nosso trabalho. Quem não tem paixão pelos animais não poderia ter sobrevivido num negócio, há 3 décadas, convivendo diariamente com eles. Quem é cruel com os animais não pode ser um bom homem e muito menos uma boa empresa”.

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