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Amor e Sexo enaltece orgulho LGBT e emociona

Teve direito a beijo de Fernanda Lima em "drag queen misteriosa" e o cantor Liniker pedindo fim à violência contra LGBTs em uma interpretação emocionante de "Geni e o Zepelim"

Modificado em 27/09/2024, 01:27

Amor e Sexo enaltece orgulho LGBT e emociona

(Foto: Reprodução/ Amor & Sexo)

Na última quinta-feira (2), o Amor & Sexo enalteceu o orgulho LGBT e emocionou, surpreendeu e deu voz a uma classe que é oprimida constantemente e diariamente nos espaços públicos e dentro da própria casa. Em meio a um time profissional de drag queens, o ator, apresentador e marido de Fernanda Lima, Rodrigo Hilbert, se misturou. Produzido da cabeça aos pés, ele se manteve durante todo o programa como uma "drag misteriosa", até que, para surpresa de todos, Fernanda Lima o pegou de jeito e lhe deu um beijo de língua, revelando a identidade do ator e causando o maior alvoroço na plateia.

Ninguém, fora a apresentadora e a produção do programa, sabia da participação de Hilbert. "Ninguém percebeu. Nem as pessoas que me conhecem, com quem eu bati papo, conversei, não perceberam. A surpresa, no final, foi ótima", disse Rodrigo.

"Acho que a gente precisa fazer isso e eu me sinto na obrigação de defender o orgulho LGBT. Não é só o gay que tem que lutar por isso e foi o que pesou bastante na decisão de estar ali", explicou o ator ao Emais. "Espero que as pessoas de casa também aprendam e que esse show que fizemos no palco possa ser levado para a vida e sirva de exemplo", completou.

Na edição do programa também esteve presente o cantor Liniker. Com uma interpretação fantástica e emocionante de "Geni e o Zepelim", de Chico Buarque, o cantor interrompeu o refrão da canção que incita a violência à Geni e levou ao conhecimento do público dados absurdos sobre a violência contra LGBTs. Em sua narrativa, o cantor pediu um basta e disse que esta seria a única forma de nos redimirmos.

Assista:

NÃO JOGA! #AmorESexo pic.twitter.com/iOQfGv3YKJ --- Liniker (@Liniker) 3 de março de 2017

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Liniker é a primeira artista trans brasileira a ganhar um Grammy

A cantora venceu a categoria de Melhor Álbum de Música Popular Brasileira no Grammy latino com o álbum "Borboleta Anil"

Modificado em 20/09/2024, 06:20

A cantora venceu a categoria de Melhor Álbum de Música Popular Brasileira no Grammy latino com o álbum "Borboleta Anil".

A cantora venceu a categoria de Melhor Álbum de Música Popular Brasileira no Grammy latino com o álbum "Borboleta Anil". (Redes Sociais/Divulgação)

Liniker, de 27 anos, se tornou nesta quinta-feira (17) a primeira artista transgênero brasileira a ganhar um Grammy e se emocionou ao receber o gramofone.

A cantora venceu a categoria de Melhor Álbum de Música Popular Brasileira no Grammy latino com o álbum "Borboleta Anil".

Em seu discurso, Liniker agradeceu: "Olá. Eu sou a Liniker, sou uma cantora, compositora e atriz brasileira e hoje algo histórico acontece na história do meu país. É a primeira vez que um artista transgênero ganha um Grammy".

"Muito obrigada a toda a minha equipe, que está comigo desde o início, sonhando comigo. Obrigada a meus produtores, a todas as compositoras que trabalharam comigo nesse álbum. Estou muito feliz. Muito obrigada", finalizou.

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Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+: Entenda o que significa cada letra da sigla

A evolução da sigla para designar diversas minorias sexuais e de gênero é uma resposta ao tamanho do espectro e das demandas da comunidade composta por lésbicas, gays, bissexuais, travestis, trans, queers, pansexuais, agêneros, pessoas não binárias e intersexo por mais visibilidade

Modificado em 21/09/2024, 00:41

Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+: Entenda o que significa cada letra da sigla

(missbutterflies)

No Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+, celebrado anualmente em 28 de junho, a dúvida de muita gente se concentra na "sopa de letrinhas" que não para de crescer.

A evolução da sigla para designar diversas minorias sexuais e de gênero é uma resposta ao tamanho do espectro e das demandas da comunidade composta por lésbicas, gays, bissexuais, travestis, trans, queers, pansexuais, agêneros, pessoas não binárias e intersexo por mais visibilidade.

O movimento se constituiu na Revolta de Stonewall, em Nova York, em 1969. Gays, lésbicas e travestis colocaram fim às agressões que sofriam em batidas policiais ocorridas naquele ano em um bar da cidade, o Stonewall Inn. O grupo resistiu por três dias, e o ato virou um marco por mais igualdade de direitos.

Na primeira sigla, GLS, o "S" representava os simpatizantes, pessoas aliadas à causa LGBTQIA+. Mas logo o acrônimo se mostrou ultrapassado e excludente porque deixava de fora as demais identidades.

A grande mudança na sigla ocorreu, depois, com o "L" passando a encabeçar a sequência de letras para dar mais visibilidade às demandas de mulheres lésbicas. A abreviação também ganhou o "B", para bissexuais.

O "Q" ("questionando", para uns; "queer", termo genérico antes pejorativo, para outros) também surgiu, e o amontoado de letras continua a crescer.

Atitudes continuam a mudar, e a linguagem para orientação sexual e identidade de gênero também.

Eis, abaixo, um glossário incompleto.

Gay e lésbica

Quando "homossexual" passou a soar clínico e pejorativo, no fim dos anos 1960, "gay" virou o termo para pessoas atraídas por parceiros do mesmo sexo. Com o tempo, "gays e lésbicas" se popularizou para frisar questões distintas das mulheres, e "gay" hoje é mais usado para homens

Bissexual

Alguém atraído por pessoas de seu gênero e de outros. Estereótipos de que seria uma transição ou camuflagem para promiscuidade são alvo de debate nos círculos LGBTQIA+. Defensores criticam o questionamento da identidade bissexual, mas há pessoas que veem no prefixo "bi" o reforço do binômio masculino/feminino

Pansexual

Quem sente atração por gente de todas as identidades de gênero ou pelas qualidades de alguém independentemente da identidade de gênero. Antes termo acadêmico, ganhou aderência com visibilidade de celebridades como Miley Cyrus

Assexual

Alguém que sente pouca ou nenhuma atração sexual. Não equivale à falta de atração romântica (os "arromânticos")

Cisgênero

Alguém cuja identidade de gênero se equipara ao sexo que lhe foi designado ao nascer

Transgênero

Termo amplo para pessoas cuja identidade ou expressão de gênero difere do sexo biológico designado ao nascer

Não conformidade de gênero

Quem expressa o gênero fora das normas convencionais de masculinidade ou feminilidade. Nem todos são transgênero, e alguns transgêneros se expressam da forma convencional masculina/feminina

Não binário

Pessoa que não se identifica como homem nem mulher e se vê fora do binômio de gênero, como o personagem Taylor Mason, da série "Billions"

Genderqueer

Outro termo para quem não se vê no binômio feminino/masculino e exibe características de um, de ambos ou nenhum

Fluidez de gênero

Termo usado por pessoas cuja identidade muda ou flutua. Às vezes podem se expressar como mais masculinas em um dia e mais femininas em outro

Neutralidade de gênero

Alguém que não se descreve por um gênero específico e opta pelo uso de pronomes neutros [em português, prevalece o uso de "x" ou "e" no lugar de "a" e "o", como "elx"]

Intersexual

Pessoa com características sexuais biológicas não associadas tradicionalmente a corpos femininos ou masculinos

+

O sinal denota tudo no espectro do gênero e sexualidade que as letras não descrevem.

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Peter Quill, o Senhor das Estrelas, é bissexual em nova edição de 'Os Guardiões da Galáxia'

Nos cinemas, o personagem é interpretado por Chris Pratt, 41, que na vida real é ligado à Hillsong Church, considerada por muitos anti-LGBTQ+, algo que o ator nega

Modificado em 24/09/2024, 00:15

Peter Quill

Peter Quill (Reprodução)

A Marvel Comics confirmou que Peter Quill, também conhecido como o Senhor das Estrelas em "Os Guardiões da Galáxia", é bissexual. Nos cinemas, o personagem é interpretado por Chris Pratt, 41, que na vida real é ligado à Hillsong Church, considerada por muitos anti-LGBTQ+, algo que o ator nega.

Quill vai aparecer como um homem que se relaciona com homens e mulheres na edição de número 9 dos quadrinhos da série, que ser lançada neste mês, segundo o site Screen Rant. Na trama, ele vai ter um relacionamento com Aradia e Mors, dois humanóides de pele azul que não acreditam em monogamia.

Inicialmente, ele vai recusar as investidas do casal e explicar que ainda tem esperanças de voltar para casa e retomar o namoro com Gamora (vivida por Zoe Saldana nos cinemas). Após 12 anos sem retornar para casa, ele afirma: "Vocês são minha casa". Os três, então, se abraçam.

Ainda de acordo com a publicação, o relacionamento entre o trio dura mais de 100 anos. Porém, por outras circunstâncias, ele acaba tendo que voltar para sua realidade. "Só não se esqueça de nós, estranho", pede Aradia". "Só não esqueça."

Ainda não há indicação de que a história vá ser explorada no cinema. O personagem foi criado em 1976 por Steve Englehart e Steve Gan, e apareceu pela primeira vez na quarta edição da "Marvel Preview". Híbrido entre humano e extraterrestre, ele foi abandonado na Terra pelo pai e tem participação em boa parte dos eventos cósmicos do universo da Marvel.

Esta não é a primeira história LGBTQ+ introduzida no universo dos quadrinhos pelo autor Al Ewing. Também foi ele quem criou a história que tinha os personagens Hércules e Marvel Boy se beijando durante uma batalha.

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Rodrigo Hilbert diz que precisou passar por término com Fernanda Lima no passado

Pais dos gêmeos Francisco e João, 12, e da Maria Manoela, de um ano, os dois já separaram ao longo dos 18 anos de relacionamento

Modificado em 24/09/2024, 00:19

Rodrigo Hilbert diz que precisou passar por término com Fernanda Lima no passado

(Reprodução / Instagram)

Rodrigo Hilbert, 40, e Fernanda Lima, 43, são considerados exemplos para muitos, há que sempre brinque sobre a "perfeição" do casal. Pais dos gêmeos Francisco e João, 12, e da Maria Manoela, de um ano, os dois já separaram ao longo dos 18 anos de relacionamento.

Em entrevista à coluna de Patricia Kogut, do O Globo, o apresentador do programa Tempero de Família (GNT), afirmou que os dois ficaram um tempo distantes, e até hoje não souberam o motivo. "A gente não tinha a menor dúvida, nem sei por que se separou. Mas tivemos que passar por isso", disse ele.

Lima e Hilbert, que estão juntos desde o fim de 2003 - e casados desde 2006 -, aumentaram a família ano passado. O casal, que morava em Los Angeles (EUA), voltou a viver no Brasil também em 2019, por conta dos projetos profissionais do apresentador de culinária.

Ainda na publicação, o artista disse que a paternidade o fez crescer muito como homem e também a "olhar para a vida de forma diferente, com mais responsabilidade."

Rodrigo Hilbert completou 40 anos em abril deste ano, já disse que nem a idade e nem o cansaço o alcançaram. Ele possui uma alimentação regrada e é atleta amador de mountain bike. "A idade passa, não adianta sofrer. Mas envelhecer ao lado da minha mulher e dos meus filhos está sendo um aprendizado que nem nos meus maiores sonhos imaginei", afirmou ele ao jornal O Globo em agosto.

Em julho deste ano Hilbert perdeu o sogro para a Covid-19. O pai de Fernanda Lima, Cleomar Lima, morreu aos 84 anos após contrair a doença e ficar internado durante quatro meses em um hospital particular no Rio de Janeiro.