Mulheres negras, mortas dentro de casa e, na maioria das vezes, pelo próprio parceiro ou ex-companheiro. Esse é o retrato predominante dos feminicídios registrados no Brasil, segundo levantamento divulgado nesta quarta-feira (4) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Em 2025, o país contabilizou 1.568 vítimas, um aumento de 4,7% em relação ao ano anterior. A análise de 5.729 registros de feminicídio ocorridos entre 2021 e 2024 mostra que 62,6% das vítimas eram negras (3.587 mulheres), enquanto 36,8% eram brancas (2.107). A sobrerrepresentação de mulheres negras entre as vítimas indica que a violência letal de gênero também está associada a desigualdades raciais e sociais. Feminicídios crescem 54% no Tocantins em 2025, diz secretaria Casos de feminicídio crescem 6,4% em Goiás Segundo o relatório, mulheres negras estão, em média, mais expostas a condições de vulnerabilidade socioeconômica e têm menor acesso a serviços públicos de proteção.