No Peru, um governo local realizou algo inédito em todo o mundo: concedeu direitos a um inseto. Parte da cultura ancestral do povo indígena ashaninka, as abelhas sem ferrão nativas da amazônia são consideradas as mais antigas do mundo e passam a ser protegidas pela legislação. A decisão foi dada pelo governo de uma das 196 províncias do país, a província de Satipo, no departamento de Junín, região central do Peru. As abelhas sem ferrão e seu habitat passam a ser reconhecidas como sujeitos de direito, garantindo a sua conservação. Também passam a ser proibidos o uso de agrotóxicos prejudiciais a elas e a queima de colmeias, favos ou enxames. Ameaça à reprodução de abelhas põe em risco produção de alimentos, retrata documentário goiano Pesquisa da UFG amplia aplicações de abelhas sem ferrão A portaria, publicada no final de outubro, se baseou em uma nota técnica elaborada pelas ONGs Amazon Research Internacional, focada em pesquisa científica na amazônia, e Earth Law Center, de defensores ambientais, e aprovada por dois órgãos indígenas da região, Reserva Comunal Ashaninka e EcoAshaninka.