Em Goiás, pelo menos 44 municípios ainda não possuem licença para encerramento de lixões, nem comprovam que fazem a destinação correta dos resíduos sólidos a aterros sanitários licenciados junto à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad). Mesmo passado mais de um ano do prazo para implementar as medidas previstas dentro da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), muitas cidades do interior ainda enfrentam dificuldades diante do alto custo, especialmente aquelas situadas no Norte goiano. O encerramento de lixões é um dos objetivos da Política Nacional de Resíduos Sólidos, instituída por lei em 2010, dando prazo para a desativação destes espaços até 2014. Contudo, no ano seguinte, o prazo foi prorrogado por mais cinco anos, até 2020. Já naquele ano, ao ser estabelecido, o Novo Marco Legal do Saneamento Básico alterou parte da lei da década anterior, estipulando novos prazos diferenciados por porte de municípios, até 2024. Todos se esgotaram em agosto daquele ano.