O grande desafio do Brasil hoje, apontam especialistas, é fazer com que o país não seja um mero exportador de minerais para países desenvolvidos. Justamente por isso, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) tem apostado em algumas mineradoras de metais críticos para desenvolver cadeias de valor no Brasil. Em junho, por exemplo, a Serra Verde informou que foi selecionada pelo banco para participar de um projeto de crédito a essas empresas - os detalhes do empréstimo ainda não foram divulgados. Outro programa em andamento é liderado pela Fiemg e o Senai em Minas Gerais. Nele, 28 empresas, sendo 12 mineradoras, tentam encontrar formas de desenvolver ímãs permanentes de Neodímio em larga escala. As pesquisas são custeadas pelo Mover, do governo federal. O conhecimento já existe no Brasil, mas o que estamos tentando fazer é a verticalização; ou seja, sair desse status de exportador de commodity para exportador de tecnologia. Queremos transformar terras raras em ímãs permanentes”, afirma André Pimenta, coordenador do projeto. A Serra Verde não faz parte do programa.