Pessoas em estado grave pela contaminação com o césio-137 partem de Goiás para o Rio de Janeiro (Lorisvaldo de Paula/O Popular) Quase 40 anos após o acidente com o césio-137, em Goiânia, a tragédia ainda é considerada o maior desastre radiológico fora de usinas nucleares no mundo. O caso deixou mortos, milhares de pessoas afetadas e consequências que seguem até hoje. O episódio voltou a ganhar repercussão recentemente após o lançamento de uma série sobre o tema, reacendendo a memória de um dos momentos mais marcantes da história do país. O acidente teve início em 13 de setembro de 1987, quando dois catadores retiraram um aparelho de radioterapia abandonado do Instituto Goiano de Radioterapia. Sem saber do risco, eles abriram a cápsula que continha o césio-137, um material radioativo que emitia um brilho azul no escuro e acabou sendo manuseado e distribuído entre moradores.