Profissionais que atuam na área têm percebido um aumento de conflitos em condomínios nos últimos anos. Muitos desses episódios acabam sendo levados a meios extrajudiciais de solução de impasses ou chegam até o Judiciário. O tema voltou à tona após o caso envolvendo a corretora Daiane Alves de Souza, de 43 anos, que foi morta pelo síndico Cléber Rosa de Oliveira, de 49, em Caldas Novas. Proprietários de empresas que atuam com gestão condominial e síndicos profissionais defendem que os conflitos internos fizeram aumentar a procura pela terceirização do serviço. O homicídio ocorrido no Condomínio Golden Thermas Residence, no município do Sul goiano, ocorreu após uma sequência de processos judiciais movidos por Daiane contra Cléber no último ano, com denúncias de crimes contra honra, lesão corporal leve e perseguição. Ele, por outro lado, alegava que a corretora infringiu regras internas. No dia 17 de dezembro passado, a mulher desapareceu depois de sair de seu apartamento para ir até o subsolo, após a energia elétrica da residência ter sido desligada. O corpo dela foi localizado após 42 dias em uma área de mata fechada.