A forte repercussão negativa pelo corte de 48 árvores no Parque Lago das Rosas, em Goiânia, dentro de um projeto de revitalização do espaço, levou a direção da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma) a participar de uma reunião de um grupo de trabalho ligado à discussão da arborização urbana no local, com especialistas e entidades ligadas à questão ambiental e paisagística. A agência defende o projeto, elaborado por ela própria, e diz que a retirada das árvores é medida preventiva necessária para evitar riscos à integridade física dos frequentadores. Ao fim da reunião com moradores, técnicos independentes e representantes de entidades ligadas ao urbanismo e à causa ambiental, no parque, ontem, a presidente da Amma, Zilma Peixoto, concordou com a elaboração de um parecer por parte dos técnicos que contestam o laudo da agência. “Caso eles façam e assinem que não há comprometimento desses ou daqueles exemplares, podemos levar a questão ao Ministério Público, para que também faça sua perícia”, declarou, reforçando que o documento precisa de urgência e tem de ter a devida anotação de responsabilidade técnica (ART). Assim, os cortes ficam suspensos, por enquanto, mas as podas de rotina seguirão no local.