Após laudos técnicos que apontaram risco de queda, começou no último sábado (7) a retirada do mogno brasileiro do antigo Casarão da Rua 20, no Centro de Goiânia. A operação é comandada pela Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) e conta com 50 profissionais. O inicio da retirada atraiu a atenção de moradores da região e de transeuntes que passavam pelas proximidades da árvore de cerca de 30 metros de altura. Muitos deles até conseguiram obter partes da madeira, considerada nobre, para fazer itens diversos, como tábuas de corte e artesanatos, ou até mesmo para guardar de recordação parte do exemplar de 67 anos de idade. Plantado no fim da década de 1950 no local que hoje abriga a Casa de Memória da Justiça Federal em Goiás, o mogno foi condenado à extirpação em 2025, aos 66 anos de idade. A decisão foi tomada após pareceres da Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma) e Universidade Federal de Goiás apontarem comprometimento estrutural da árvore, com risco de queda, diante de indícios como presença de galhos mortos, brocas e insetos, e indícios de cavidades no tronco. Assim, a retirada foi marcada para fevereiro, e posteriormente adiada para este fim de semana.