Investigações indicam que policiais militares de várias patentes tiveram participação na chacina de Miracema do Tocantins, com atuação em diferentes etapas da ação criminosa, que envolveu os crimes de sequestro, execução e ocultação de provas. Nesta sexta-feira (8), a Justiça determinou a prisão preventiva de 23 policiais e a aplicação de medidas cautelares. O grupo é investigado por suposto envolvimento em uma sequência de crimes violentos que envolveu seis assassinatos, em 2022. Os crimes ocorreram logo após a morte do policial militar Anamon Rodrigues de Sousa durante um confronto em uma plantação de mandioca. Ao todo, sete pessoas morreram em dois dias. Os militares investigados se apresentaram nesta sexta-feira na sede do Comando Geral da PM, em Palmas. A medida foi negociada entre o Ministério Público Estadual (MPTO) e o comando da polícia. Depois, eles foram levados para a Delegacia Geral da Polícia Civil.