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Estações do BRT Norte-Sul terão nomes de plantas do Cerrado

Iniciativa reforça o compromisso de Goiânia em construir o BRT mais verde do Brasil

Modificado em 17/09/2024, 16:30

Estações do BRT Norte-Sul terão nomes de plantas do Cerrado

(Divulgação)

Em homenagem à biodiversidade e a riqueza do patrimônio nacional do Brasil, as estações do BRT Norte-Sul receberão nomes de plantas nativas do Cerrado. Um patrimônio do nosso estado que é o segundo maior bioma do Brasil, cobrindo cerca de 25% do território nacional.

A proposta não apenas valoriza a flora, mas também cria uma conexão emocional entre os cidadãos e o bioma. A iniciativa impulsiona um desenvolvimento verdadeiramente sustentável e reforça o compromisso de Goiânia com a proteção do Cerrado.

O batismo das plataformas foi feito levando em consideração diversos fatores, o nome precisa ser de espécies nativas e próprias da região; como a sonoridade e a facilidade de memorização, com nomes curtos; e também a ordem alfabética, para proporcionar um senso de localização, indicando a proximidade ou distância de uma estação em relação ao ponto inicial no Norte, seguindo a direção Norte-Sul.

O BRT Norte-Sul é um pilar essencial para o desenvolvimento sustentável de Goiânia e Região Metropolitana, e deve trazer inúmeros benefícios econômicos, sociais e ambientais significativos. Ao acolher a proposta de batizar as estações com nomes da flora do Cerrado, o projeto se aproxima ainda mais do conceito de "BRT mais verde do Brasil".

Conheça as estações e seus nomes

Terminal Recanto do Bosque

Estação Angelin

Estação Angico

Estação Aroeira

Estação Babaçu

Estação Baru

Estação Buriti

Estação Cajá

Estação Gabiroba

Estação Ingá

Estação Ipê

Terminal Hailé Pinheiro

Praça do Violeiro

Estação Jacarandá

Estação Jatobá

Estação Jenipapo

Terminal Paulo Garcia

Estação Mangaba

Estação Murici

Estação Pitanga

Estação Cívica Avenida Araguaia

Estação Cívica Avenida Tocantins

Estação Cívica Rua 85

Estação Cívica Rua 83

Estação Rua 84

Estação Cruzeiro Rua 87

Estação Cruzeiro Rua 86

Estação Pequi

Estação Sucupira

Estação Tamboril

Estação HUGO

Terminal Isidória

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Cobra de 'bigode' e que vive em árvores: biólogos descobrem nova espécie de serpente no cerrado tocantinense

Materiais da nova espécie foram coletados em 2017, no Tocantins, e foram comparados com outras espécies já existentes ao longo dos últimos anos. A cobra não é peçonhenta, segundo especialistas

Modificado em 22/02/2025, 13:16

Nova espécie de cobra-papagaio é descoberta no Tocantins (Leandro Alves da Silva / Divulgação)

Nova espécie de cobra-papagaio é descoberta no Tocantins (Leandro Alves da Silva / Divulgação)

Uma nova espécie de cobra-papagaio foi descoberta no Tocantins e em Minas Gerais. Com cores vibrantes de verde, branco e amarelo, a Leptophis mystacinus é encontrada apenas no bioma cerrado. Seu nome faz referência à faixa preta que percorre a cabeça, próximo aos olhos e acima da boca, formando uma espécie de 'bigode', segundo os pesquisadores.

O biólogo Diego Santana é um dos pesquisadores que trabalhou na descoberta da serpente mystacinus. Em conversa com o g1, ele explicou como foi feito o estudo que identificou a espécie e a diferença entre ela e as outras cobras do grupo Leptophis. Como a descoberta da mystacinus é recente, outros estudos devem ser feitos para saber mais sobre seu comportamento. Segundo o biólogo, a cobra não é peçonhenta .

Antes da nova espécie ser identificada, apenas 19 do gênero eram catalogadas em todo o mundo, sendo que cinco são encontradas no Brasil. A descoberta foi realizada a partir de comparações de materiais coletados no Tocantins em 2017, com outros 1.625 espécimes.

"O professor Nelson [um dos pesquisadores envolvidos] e eu, analisamos vários materiais que estavam tombados em museus de zoologia, em coleções zoológicas. Esse material fica nessas instituições. E os meus alunos coletaram alguns exemplares, esses do Tocantins, em 2017. E o professor Nelson veio para Campo Grande entre 2021 e 2022. E aí quando ele chegou aqui a gente começou a avaliar esse material", disse.

Segundo o artigo científico 'Uma nova espécie de cobra-papagaio, Leptophis (Serpentes: Colubridae) do Cerrado brasileiro', publicado na revista PeerJ, a cobra-papagaio é encontrada no México, América Central e do Sul. No Tocantins, a nova espécie foi identificada na região norte e central do estado, nas cidades de Araguaína, Caseara e Pium .

"Essa espécie até agora é conhecida só para áreas de cerrado. Só que no Tocantins tem uma área que é de cerrado, mas é numa área de transição. Na transição entre o cerrado e a amazônia que é ali em Caseara. Mas as áreas que a gente pegou esse bicho foi em áreas de cerrado", explicou.

Leptophis mystacinus é a nova espécie identificada das cobras-papagaio (Leandro Alves da Silva / Divulgação)

Leptophis mystacinus é a nova espécie identificada das cobras-papagaio (Leandro Alves da Silva / Divulgação)

A espécie é uma serpente e pode estar presente em outros estados da região centro-oeste do país. "A gente acredita que ela possa ocorrer no meio do caminho, então deve ter ido no leste do Mato Grosso. Ela provavelmente deve ocorrer em Goiás também. No nosso artigo a gente encontrou exemplares para o Tocantins e Minas, e sabemos que tem registros para Goiás e para o leste do Mato Grosso", explicou Diego.

"A gente conhece pouco, ela acabou de ser nomeada, então agora começam os estudos ecológicos, os estudos de comportamento. Ela pertence a um grupo de serpentes e não é peçonhenta. Elas são mais fininhas mesmo, porque elas são um tipo de cobra cipó também, tanto que tem gente que chama elas de cobra-cipó. Ela tem outros nomes como cobra-papagaio, ela também é conhecida como cobra-cipó verde ou azulão-boia", explicou.

Essa serpente se chama colubridae e são conhecidas por viverem em árvores. Seus parentes mais distantes, que são da mesma família, são as cobras caninana e papa-pinto.

A gente sabe que as serpentes desse gênero, as cobras-papagaios, no geral, gostam de comer lagartos, algumas aves pequenas também, e elas dormem nas árvores. Elas até ficam no chão também, podem rastejar no chão, mas elas sobem nas árvores também, que chamam de serpente arborícola", disse o biólogo.

O nome científico da cobra deriva do grego e faz referência a faixa preta que fica acima da boca. Desse forma, a identificação dela vem de mystax, que significa 'lábio superior' ou 'bigode' e do sufixo latino inus, que significa 'semelhança' ou 'pertencente a'. Segundo o biólogo, é justamente esse bigode que a diferencia de outras espécies como ahaetulla e dibernardoi.

"Além disso, ela também tem uma faixa preta escura depois do olho (pós-ocular) que vai até o corpo dela. Nas outras quando tem essa faixa é um menor e mais discreta", explicou.

Todas as cobras-papagaios possuem a coloração verde, com uma faixa branca, marcas pretas e algumas vezes amareladas. Conforme Diego, os padrões dessas colorações variam de acordo com a espécie.

Veja quem são os pesquisadores envolvidos na descoberta:

  • Nelson R. Albuquerque
  • Roullien H. Martins
  • Priscila S. Carvalho
  • Donald B. Shepard
  • Diego J. Santana
  • Cobra-papagaio é a nova espécie descoberta no Tocantins (Leandro Alves da Silva / Divulgação)

    Cobra-papagaio é a nova espécie descoberta no Tocantins (Leandro Alves da Silva / Divulgação)

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    Mabel diz que vai instalar nos eixos do BRT tecnologia que pode dar mais fluidez ao transporte público

    Segundo o prefeito, sistema de priorização semafórica será implantado a partir do mês de março em todos os semáforos do eixo BRT de Goiânia

    Sistema de priorização semafórica será implantado a partir do mês de março em todos os semáforos do eixo BRT Norte-Sul

    Sistema de priorização semafórica será implantado a partir do mês de março em todos os semáforos do eixo BRT Norte-Sul (Diomício Gomes/O Popular)

    O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (União Brasil), nessa sexta-feira (24), durante a solenidade de entrega da reforma do Terminal Novo Mundo, na região leste da capital, disse que vai instalar nos eixos do BRT uma tecnologia que pode dar mais fluidez aos ônibus.

    Nos eixos do BRT, nós vamos instalar a metronização. O que é a metronização? Os ônibus saem das plataformas de BRT, o semáforo enxerga ele (o ônibus) e garante que o ônibus não pare em nenhum entroncamento. A ideia é aumentar a velocidade que hoje está em torno de 15 km/h para 21 km/h. A nossa meta é fazer isso depois, com a instalação de semáforos inteligentes em todas as vias principais para os ônibus e, até o meio do ano que vem, em toda a cidade de Goiânia", declarou.

    De acordo com Mabel, a metronização, sistema de priorização semafórica, será implantada a partir do mês de março em todos os semáforos do eixo BRT Norte-Sul. A metronização funcionará com a detecção do veículo BRT por meio de uma Tag (chip que emite sinais de radiofrequência); sensores inteligentes do controlador; abertura de semáforos inteligentes; e tempos de espera zerados.

    O secretário municipal de Engenharia de Trânsito, Francisco Tarcísio Ribeiro de Abreu, disse que essa tecnologia trará qualidade ao usuário do transporte coletivo, pois priorizará um sistema de semáforos integrados e inteligentes, para que os ônibus parem apenas nas estações, dando mais fluidez ao trânsito.

    "É uma marco para a cidade, por se tratar de um sistema similar ao metrô, ou seja, quando o ônibus chegar em cruzamentos com semáforos, ele terá prioridade. A metronização trará qualidade e dignidade ao usuário do transporte coletivo. O transporte coletivo tem a possibilidade de transportar até 200 pessoas e com a metronização do sistema BRT, o ônibus irá parar apenas nas estações. Dessa forma, o tempo (de viagem) será reduzido. Estamos projetando 30% redução do tempo de viagem do BRT", afimou o secretário.

    Novos ônibus e terminal

    O Governo de Goiás realizou uma reforma completa do Terminal Novo Mundo, que revitalizou os espaços de embarque e desembarque. Foram investidos R$ 18,5 milhões na obra. O local foi ampliado de 5,3 para 6,4 mil metros quadrados e ganhou um Centro Comercial Popular, que abrigará 84 permissionários. Durante o ato, o governador Ronaldo Caiado (União Brasil) anunciou a entrega de 46 novos ônibus do transporte coletivo padrão Euro 6, que entrarão em operação imediatamente.

    De acordo com o governador todas as cinco estações do Eixo Anhanguera vão ser reformadas e adotado o modelo feito no Terminal Novo Mundo. "Todas as cinco estações (do Eixo Anhanguera) serão feitas neste padrão com 84 boxes, lanchonetes e a parte de transporte dos passageiros. É um momento muito importante na minha gestão, pois quando entramos no governo em 2019, esses terminais estavam completamente destruídos e não existia um ambiente minímo para as pessoas poderem fazer um translado no transporte público", disse.

    O terminal do Novo Mundo, que integra o Eixo Anhanguera, possui 34 linhas de ônibus e atende 40 mil usuários por dia. A nova estrutura recebeu catracas inteligentes com sistema antievasão, portão eletrônico de acesso, novos bancos, lixeiras, bebedouros e sanitários.

    Além disso, foram implantadas todas as escadas, rampas, piso tátil, comunicação em braille e demais itens de acessibilidade. O terminal também ganhou novo piso, iluminação e painéis informativos oferecem aos usuários a previsão do tempo de chegada dos ônibus em tempo real e os itinerários das linhas.

    O Terminal Novo Mundo será monitorado 24 horas por dia por 36 câmeras de segurança, ligadas à Secretaria de Segurança Pública, com o objetivo de inibir a prática de crimes como: roubo, vandalismo, brigas e pequenos furtos.

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    Animal raríssimo e ameaçado de extinção, cachorro-vinagre é visto em Goiás

    Registro foi feito no Parque Estadual da Mata Atlântica (Pema), que fica no município de Água Limpa. Essa é a segunda aparição da espécie no local

    undefined / Reprodução

    Uma matilha de cachorros-vinagre foi vista no Parque Estadual da Mata Atlântica (Pema), localizado no município de Água Limpa, no sul goiano. Segundo especialistas do Programa de Conservação Mamíferos do Cerrado (PCMC), a espécie é considerada rara e está ameaçada de extinção no Brasil. O registro foi publicado em uma rede social do projeto nessa terça-feira (17) (assista acima) .

    O vídeo mostra três cachorros-vinagre passando pelo parque. O caso foi celebrado pelos profissionais que fizeram a filmagem. "A equipe do Projeto Detetives Ecológicos comemora com alegria o privilégio de registrar essa espécie em nossas armadilhas fotográficas", diz a legenda da publicação.

    Segundo os ecologistas do PCMC, essa é a segunda aparição do cachorro-vinagre no parque. A primeira aconteceu em 2022. A presença dessa espécie indica a qualidade ambiental da região, conforme explicaram os especialistas. Além disso, o cachorro-vinagre é uma das espécies-alvo do Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Canídeos Silvestres Brasileiros.

    Ainda segundo os profissionais do projeto, o cachorro-vinagre é, dentre os canídeos silvestres brasileiros, o único que caça em bando. O nome do animal foi escolhido devido à sua urina, que tem cheiro de vinagre. Eles são mais registrados em ambientes próximos a corpos d'água, onde conseguem encontrar suas presas. A espécie possui membranas interdigitais - adaptações nas patas que facilitam a locomoção na água.

    Cachorro-vinagre, espécie ameaçada de extinção no Brasil. (Frederico Gemesio Lemos)

    Cachorro-vinagre, espécie ameaçada de extinção no Brasil. (Frederico Gemesio Lemos)

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    Paço faz proposta final a moradores por desapropriação

    Prefeitura oferece área no Setor Faiçalville a ocupantes irregulares da Avenida Rio Verde, no Parque Amazônia, para abrir espaço para corredor exclusivo

    Modificado em 04/11/2024, 08:59

    Área na Avenida Rio Verde, no Setor Parque Amazônia, entre a Rua Muiraquitã e a Avenida José Rodrigues de Morais Neto, onde cerca de 20 famílias estão em situação irregular

    Área na Avenida Rio Verde, no Setor Parque Amazônia, entre a Rua Muiraquitã e a Avenida José Rodrigues de Morais Neto, onde cerca de 20 famílias estão em situação irregular (Wesley Costa)

    A Prefeitura de Goiânia fez a última oferta por um acordo com os moradores de uma área na Avenida Rio Verde, no Setor Parque Amazônia, entre a Rua Muiraquitã e a Avenida José Rodrigues de Morais Neto. As moradias são irregulares, mas as ocupações ocorrem há cerca de 40 anos. No entanto, há a necessidade de retirar as construções do local para a realização do trecho 1 do BRT Norte-Sul, entre os terminais Isidória, em Goiânia, e Cruzeiro do Sul, em Aparecida de Goiânia. O Paço Municipal se comprometeu a ceder uma área no Setor Faiçalville, a 6,5 quilômetros do local. A área, de 4 mil metros quadrados (m²), geraria lotes de 200 m² para cerca de 20 famílias que estão em situação irregular.

    Os moradores têm até o próximo dia 7 para responder se aceitam ou não a proposta. No entanto, eles relatam que não possuem condições financeiras para construir novas residências e que, por isso, receber apenas o lote faria com que eles tivessem que morar com situações improvisadas, como barracas de lona. "A Prefeitura está criando uma favela, praticamente. Essas pessoas vão morar em pedaços de madeira ou lona, não possuem condições de construir. Muitas famílias lá recebem auxílios do governo. Vão dar um lote seco e mais nada", conta Wagner Ferreira, advogado de três moradores do local. Ele relata que ainda tenta que as pessoas recebam casas prontas ou um recurso financeiro para a construção.

    A dona de casa, Eula dos Santos Cordeiro da Silva, de 53 anos, está há 42 no local, onde se mudou ainda criança com sua mãe. "Quando me casei, morei de aluguel aqui perto, mas quando minha mãe faleceu, me mudei para a casa dela porque não conseguia pagar mais o aluguel", conta ela, que recebe Bolsa Família, além da renda do trabalho do marido e do filho mais velho. "É difícil eles darem só o lote e mais nada. A gente não consegue construir, não temos dinheiro para o material e teria que pagar alguém para construir também", relata. O irmão, Edvaldo dos Santos Cordeiro, também mora no mesmo lote, em uma casa no fundo. "Ele também não consegue construir, tem enfisema pulmonar. A gente queria ter uma casa, para sair daqui e ir direto para lá."

    Eula relata que a maioria dos moradores dos lotes na região não possuem condições de construir uma casa do zero, e que muitos possuem problemas de saúde. "Coloquei nas mãos de Deus e estou confiando nele. Não vamos resolver nada mesmo, não adianta preocupar. Minha casa está toda rachando, não iam pagar nem R$ 20 mil por ela", diz a moradora. Ferreira explica que se os moradores não aceitarem a proposta do Paço, os processos voltam para as áreas de origem, em que muitos já possuem ordem de despejo. O procurador geral do município (PGM), José Carlos Issy, lembra que o cadastro municipal para moradia tem 40 mil pessoas e que ceder residências para os moradores da Avenida Rio Verde seria injusto com as que estão esperando.

    Negociação

    "Existe um limite do que a gente consegue conceder, se não vou estimular invasões. A proposta é para que a gente resolva isso mais rápido e sem que ocorra traumas", salienta o procurador ao explicar que, juridicamente, não haveria necessidade de ceder nada aos moradores do local, já que ocupam uma área pública irregularmente. O procurador que acompanha o caso, Brenno Kelvys, reforça que o município ofereceu lotes com infraestrutura já instalada para as famílias, além do devido acompanhamento social. "Lembrando que é uma conciliação, sendo que se as partes não aceitarem, os processos de reintegração de posse retomarão seu regular trâmite. É uma boa possibilidade de acordo para as famílias afetadas para que haja uma desocupação voluntária."

    Kelvys ressalta que não há condições do município ceder algo além do que está propondo. "A região é bem localizada e, em regra, quem invade área pública não tem direito a indenização, nos termos da súmula 619 do Superior Tribunal de Justiça. O que o município tem por objetivo é conciliar e conceder imóvel a essas famílias para que a desocupação seja voluntária e menos traumática. Infelizmente, não há recursos orçamentários e também não há possibilidade na lei local de concessão de valores para essas situações", explica. Issy afirma ainda que o BRT Norte-Sul é uma construção metropolitana, como o sistema de transporte coletivo, que beneficia toda a região, mais especificamente Aparecida de Goiânia.

    "Nós estamos cedendo a parte mais cara, que é o lote. Estamos tentando chamar os outros entes para essa situação, acho que tem de ser um esforço coletivo. Seria mais fácil se o judiciário fizesse essa convocação, do Estado e até da União, que ambos possuem programas para essa situação", afirma o procurador geral sobre a expectativa dos moradores de ter algo além do lote. A área cedida pela Prefeitura, caso seja aceita pelos moradores, é localizada na Rua F51, com destinação inicial para ser um bosque. Mais abaixo há outra área municipal, de cerca de 7 mil m² com a previsão de ser uma praça.

    Obra

    Para a construção deste trecho do BRT Norte-Sul, já foi desapropriada área do antigo Colégio Estadual Parque Amazônia, também na Avenida Rio Verde, ainda em 2015. O caso foi polêmico à época, já que o local havia acabado de receber uma nova quadra de esportes e, além disso, os estudantes tiveram de mudar de localização para estudar e nem todos para uma mesma instituição. A negociação para a desapropriação da área ocupada irregularmente pelos moradores já ocorre há tempos e o município alega que esta é uma das razões para a demora da construção do trecho 1 do BRT Norte-Sul.

    A obra, no entanto, chegou a ser licitada e iniciada em 2020, mas abandonada em dezembro de 2021, com 8% de execução. Desde então, o Paço Municipal trabalha para lançar um novo processo licitatório. Apenas em abril deste ano houve a aceitação da Caixa Econômica Federal para que o certame fosse realizado, já que ele possui verba federal, via Orçamento Geral da União (OGU). O processo está na Secretaria Municipal de Administração para ser publicado.