"Estouro do boto", quando a espécie se reúne para caçar e cerca outros peixes (Reprodução/Instagram João Neto do Araguaia e Cristiane Gonçalves/Semad) Um grande cardume cercando um barco no Rio Araguaia, no norte goiano, chamou a atenção nas redes sociais nos últimos dias. Conhecido como "estouro do boto", o fenômeno ocorre quando botos encurralam os peixes em áreas rasas do rio. Segundo o biólogo Edson Abrão, o ataque revela a organização da espécie em busca de alimento (assista acima). Eles atuam de forma ordenada, em conjunto, algumas dezenas de botos, para poder encurralar os cardumes. Por isso que esses peixes ficam desesperados saltando para fora, causando uma beleza na natureza", explicou. Ainda conforme o especialista, o "estouro do boto" é mais comum entre julho e setembro. Porém, o fenômeno também pode ocorrer em junho, visto que o período seco já começou em algumas regiões. Além da alimentação, a abundância de peixes é importante para a reprodução da espécie. Abrão citou que as fêmeas precisam acumular energia para a longa gestação, que dura de 10 a 13 meses.