A Prefeitura de Goiânia segue enviando o chorume produzido no aterro sanitário municipal para a estação de tratamento de esgoto (ETE) da Saneago, no Goiânia 2, às margens do Rio Meia Ponte, quatro meses após ter vencido o prazo dado para Justiça para o encerramento. O Paço Municipal se recusa a detalhar publicamente como está o tratamento contratado de forma emergencial por R$ 2,15 milhões em janeiro justamente para atender ao pedido judicial. A ETE não tem estrutura para dar o tratamento adequado ao material - um líquido altamente poluente, resultante da decomposição de resíduos orgânicos. A Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), responsável pelo aterro, elaborou um relatório para dizer que a administração municipal não está inerte, porém sem informar quanto tempo mais precisa para não depender da ETE. O documento não apresenta os resultados do trabalho feito pela Solos Solution, a empresa contratada para resolver isso. Em junho, o jornal mostrou que a prefeitura concluiu que o trabalho da empresa fracassou e que a Comurg chegou a abrir uma licitação para contratar um novo procedimento. Após a reportagem, o contrato foi mantido e a licitação cancelada sem explicação.