O Hospital de Urgências de Goiás Dr. Valdemiro Cruz (Hugo) demorou 16 horas para avisar a família que um paciente faleceu. A ligação, como determina um protocolo, foi afeita na hora do almoço do domingo de Páscoa, por volta das 11h45, mas a morte foi registrada no sábado (4), às 20 horas. A técnica de enfermagem Marinilde da Silva Almeida, de 63 anos, recebeu uma ligação pelo WhatsApp, pedindo que fosse até a unidade para uma conversa com os médicos. Seu esposo, Aurimar Santana Rosa, de 63, estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital desde o dia 26 de março. O chamado era para falar que o pintor automotivo havia morrido. Na quarta-feira (1º), a família preencheu uma ficha de identificação e residência de pacientes internados na UTI e deixou quatro telefones para contato. O primeiro era o da nora de Aurimar, Cristina Lucena de Andrade, o segundo, de Marinilde, o terceiro e o quarto eram, respectivamente, dos filhos do casal, Cleomar Almeida, de 35, e Warley Almeida, de 45. Nenhum deles recebeu ligações do hospital entre as 20 horas de sábado e às 11h45 de domingo.