Juristas afirmam que o fim da escala 6x1 também deve beneficiar trabalhadores domésticos. Isso por que, apesar de o trabalho destes profissionais ser regido pela Lei Complementar nº 150/2015, a chamada “Lei das Domésticas” não se sobrepõe à Constituição, que será alterada pela PEC 221/2019, caso a proposta seja também aprovada no Senado. Com isso, quem emprega domésticas, babás e cuidadores de idosos mensalistas deve ser obrigado a fazer alterações nas jornadas destes trabalhadores, o que deve resultar em aumento de custos para as famílias. A PEC do fim da escala 6×1 foi aprovada pela Câmara dos Deputados em dois turnos e chegou ao Senado em maio. É comum no comércio e em serviços, mas também aparece em arranjos domésticos, quando o profissional trabalha de segunda a sábado. Hoje, o limite é de 44 horas semanais. Mas, se a PEC for aprovada, a jornada máxima será de 40 horas e serão dois dias de descanso para cada cinco dias trabalhados, a chamada escala 5×2, mas sem redução de salário. A redução seria gradual, em um período de transição de cerca de 14 meses: a jornada cairia primeiro para 42 horas e, depois, chegaria às 40 horas semanais.