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Golpe no WhatsApp usa coronavírus para roubar dados pessoais; veja como evitar

Modificado em 24/09/2024, 05:03

Golpe no WhatsApp usa coronavírus para roubar dados pessoais; veja como evitar

( mirtmirt / Shutterstock, Inc)

Em época de pandemia de coronavírus, cibercriminosos obrigam as pessoas a se atentar além da saúde e prevenção contra a doença. Isso, porque, segundo a Kaspersky, empresa de cibersegurança, um novo golpe tem circulado no aplicativo de mensagem WhatsApp, prometendo máscaras e álcool em gel gratuitos em troca de dados pessoais dos usuários.

O golpe é assim: o usuário do app recebe uma mensagem aparentemente de alerta para a prevenção do coronavírus, com um link que direciona para um site, com logotipos e slogans do Governo Federal, contendo dicas de como se proteger da doença.

Lá, existe um campo de cadastro para preencher com dados pessoais como nome, CPF e endereço para, então, receber o kit com álcool gel e máscara em casa de forma gratuita. No site - falso - os dados são roubados e os kits nunca chegam aos usuários.

Fabio Assolini, analista sênior de segurança da Kaspersky, alerta que é necessário não descuidar da segurança nas redes sociais, mesmo em tempos de pandemia. "Existe um esforço geral para compartilhar as informações essenciais sobre o coronavírus e elas estão em diferentes lugares: órgãos de saúde, sites de empresa, veículos de comunicação entre outros.", diz o analista. "Uma coisa não muda, o usuário não deve informar seus dados pessoais em sites desconhecidos".

A recomendação é de sempre desconfiar de links enviados via WhatsApp. Observar o endereço do site - aquele que aparece na barra do navegador, na parte de cima - também é uma forma de identificar potenciais páginas falsas da internet.

Não fornecer dados para sites que possam parecer inseguros também é essencial para prevenir um golpe pela internet. Além disso, a Kaspersky orienta a sempre checar em outros meios notícias a respeito do coronavírus recebidas pelo aplicativo.

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Suspeitos de usar documentos falsos para trocar senhas bancárias e sacar dinheiro são alvos de operação da PF

Foram cumpridos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão em Palmas. Mandante aliciava pessoas vulneráveis para se passarem por clientes da Caixa Ecômica Federal

Modificado em 02/04/2025, 12:58

Polícia Federal cumpriu mandados na capital

Polícia Federal cumpriu mandados na capital (Polícia Federal/Divulgação)

A Polícia Federal (PF) cumpriu, na manhã desta quarta-feira (2), um mandado de prisão preventiva e um de busca e apreensão contra suspeitos de aplicar golpes contra a Caixa Econômica Federal. Segundo a investigação, os criminosos usavam documentos falsos se passando por correntistas e trocavam a senha de clientes para fazer saques e compras com o dinheiro das vítimas.

O principal alvo da operação é o mandante do esquema, que aliciava pessoas em situação de vulnerabilidade social, incluindo usuários de drogas, para comparecerem às agências bancárias e apresentarem os documentos falsos para cadastrar novas senhas.

Segundo a investigação, as pessoas aliciadas recebiam pagamento de pequeno valor pelo golpe praticado, enquanto o mandante ficava com a maior parte do dinheiro. Conforme a PF, o homem tentava permanecer oculto através da cooptação de outras pessoas para o esquema.

Os nomes dos suspeitos não foram divulgados e, por isso, o Daqui não obteve contato com a defesa deles. A Caixa Ecônomica Federal foi questionada a respeito da operação, mas não houve resposta até a última atualização desta reportagem.

Os mandados visam cumprir as medidas cautelares expedidas pela 4ª Vara da Justiça Federal em Palmas.

Os investigados poderão responder pelos crimes de uso de documento falso e estelionato majorado. As penas somadas podem chegar a 11 anos de reclusão.

A operação foi nomeada de Principalem, termo latim que significa "mandante", em alusão ao objetivo principal de atingir o mandante dos crimes.

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Golpe do falso Elon Musk: Inteligência artificial foi usada em áudios para convencer idosa a dar dinheiro

Segundo a polícia, a idosa fez empréstimos e ainda desejava vender a casa onde morava, no valor de R$ 500 mil, para dar dinheiro ao suspeito

Conversas do suspeito e da vítima sobre o momento da descoberta do golpe (Divulgação/Polícia Civil)

Conversas do suspeito e da vítima sobre o momento da descoberta do golpe (Divulgação/Polícia Civil)

O golpista que se passou pelo empresário bilionário Elon Musk para pedir dinheiro a uma idosa de 69 anos de Formosa, no Entorno do Distrito Federal, usou inteligência artificial (IA) em áudios que foram enviados para a vítima. Segundo o delegado José Antônio Sena, responsável pelo caso, o suspeito também trocou vídeos, sem mostrar seu rosto, com a idosa.

Em entrevista, o delegado disse que o suspeito mandava áudios com uso de IA, mas sobre a troca de vídeos, a vítima negou.

Ele mandava áudios sim, com inteligência artificial; já sobre os vídeos, ela [a vítima] negou e não toca no assunto, mas os familiares dizem que sim, que há gravações de vídeos, mas não existiam imagens", afirmou José Sena ao g1.

Segundo a polícia, a idosa fez empréstimos e ainda desejava vender a casa onde morava, no valor de R$ 500 mil, para dar dinheiro ao falso Elon Musk.

A gente viu a vítima pouco colaborativa, minimizando o golpe, dizendo que os filhos estão com interesse no patrimônio dela e que foi um golpe sim, ela assume que foi um descuido, mas quando perguntamos detalhes, ela não colabora", disse o delegado.

Relembre o caso

Uma idosa, de 69 anos, perdeu mais de R$ 150 mil acreditando que mantinha um relacionamento amoroso com o empresário bilionário Elon Musk. Segundo a Polícia Civil (PC), o caso foi denunciado pelo filho da vítima no início de dezembro de 2024 em Formosa.

Segundo a PC, o contato entre os dois era por uma rede social, eles mantinham conversas frequentes durante todos os dias que duraram por seis meses.

Após adquirir a confiança da vítima, este suposto empresário passou a fazer solicitações para a vítima, mediante promessa de encaminhar presentes como flores, joias, dentre outros; presentes estes que nunca chegaram", disse o delegado José Sena.

Conversa de idosa com golpista que se passava pelo bilionário Elon Musk (Divulgação/Polícia Civil)

Conversa de idosa com golpista que se passava pelo bilionário Elon Musk (Divulgação/Polícia Civil)

Conforme informações da PC, o suspeito solicitava valores em dinheiro inclusive para abastecer sua 'suposta aeronave'. Houve também um 'pacto de confiança' entre os dois, onde o suspeito induziu a vítima a cortar sua própria mão para provar seu amor por ele.

A vítima, emocionalmente envolvida, realizou inclusive alguns empréstimos para poder realizar o pagamento dos valores solicitados a ela", disse.

Segundo a PC, os relatos dos familiares contam que a idosa realizou um empréstimo de R$ 62 mil e um outro no valor de R$ 92 mil para enviar o dinheiro.

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Investigações

Segundo a polícia, as investigações estão andando rápido e eles estão no aguardo da decisão judicial dos pedidos que podem levar ao fechamento deste caso. Poucos detalhes foram divulgados sobre a investigação, mas de acordo com a polícia, o suspeito pode ser de outro estado.

O caso está sendo investigado como um estelionato amoroso virtual, segundo o delegado José Antônio Sena.

(Com informações do g1 Goiás)

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Jovem é estuprada e roubada após suspeito ajudá-la a consertar moto e receber Pix de R$ 50 como agradecimento, diz PM

O homem tem passagem pelos crimes de furto, roubo e estupro de vulnerável, segundo a polícia. Caso aconteceu em Porto Nacional, a cerca de 60 km de Palmas

Modificado em 05/02/2025, 19:59

Suspeito acabou preso pela Polía Militar

Suspeito acabou preso pela Polía Militar (Ascom 5º BPM)

Um homem foi preso suspeito de estuprar e roubar uma mulher de 22 anos, em Porto Nacional. O caso foi registrado nesta quarta-feira (5). Segundo a Polícia Militar, a jovem foi violentada e assaltada após receber ajuda do suspeito para consertar a moto, que havia apresentado problemas.

O nome do homem não foi divulgado, por isso o Daqui não conseguiu contato com a defesa dele.

O crime aconteceu durante a madrugada. A mulher contou aos policiais que após sua moto apresentar problemas, o suspeito se aproximou e ofereceu ajuda. Como ele conseguiu consertar o veículo, ela transferiu R$ 50 para conta dele, por meio do Pix.

Conforme a PM, no momento em que a vítima tentou deixar o local, o homem anunciou o assalto, levando anéis e correntes. Em seguida ele a estuprou. Ainda na madrugada, policiais militares e civis fizeram patrulha e localizaram o suspeito no setor Jardim América.

A polícia informou que o homem já tinha passagem pelos crimes de roubo, furto, além de reincidência por estupro de vulnerável, praticado em 2021. Na época, ele foi preso e chegou a usar tornozeleira eletrônica. Conforme a Polícia Civil, o homem tinha cinco passagens pelo crime de estupro.

O suspeito foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil, onde foi autuado em flagrante por roubo e estupro, segundo a PM. Os policiais também identificaram que o homem tinha um mandado de prisão em aberto pelos mesmos crimes.

O caso será investigado pela 8ª Delegacia de Atendimento à Mulher de Porto Nacional.

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Golpe da modelo: Entenda como agia grupo preso em hotel de luxo suspeito de aplicar golpe com promessa de carreira

Vítimas contaram para a polícia como foram atraídas por agência paulista com promessas de comercial para TV de marcas famosas de cosméticos; confira prints

Modificado em 04/02/2025, 14:24

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O grupo, que foi preso em um hotel de luxo em Goiânia, atraía vítimas com anúncio falso de seleção de pessoas para comerciais de TV para marcas famosas de cosméticos, disse a Polícia Civil de Goiás. De acordo com o delegado Humberto Teófilo, propagandas impulsionadas na internet direcionaram as vítimas para um chat e, posteriormente, para agendamento de ensaio fotográfico.

O POPULAR entrou em contato com a defesa dos suspeitos, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

Teófilo conta que durante a ação policial no hotel foram identificadas três vítimas. Entre as pessoas estava um adolescente de 13 anos. Uma dessas vítimas, uma cuidadora de idosos de 55 anos, relatou como caiu no golpe.

Segundo a mulher, ela estava navegando em uma rede social e se deparou com o anúncio. Ao clicar na propaganda foi direcionada para uma conversa com um perfil identificado como "Maria Todimo".

No diálogo, em prints feitos por ela, o contato convida a vítima para fazer um ensaio fotográfico no hotel e cita que o cachê pelo trabalho do comercial varia entre R$ 500 e R$ 3,9 mil (veja prints das supostas conversas).

Prints de supostas conversas de vítimas com a agência foram anexadas à ocorrência (Divulgação/PC-GO)

Prints de supostas conversas de vítimas com a agência foram anexadas à ocorrência (Divulgação/PC-GO)

No local, a polícia constatou que as vítimas tinham que assinar um contrato e adquirir produtos das marcas de cosméticos para maquiagem. Além de pagar pelo ensaio fotográfico.

Chegando até o local, as vítimas tiravam fotos, se maquiavam, mas eram surpreendidas com a venda de produtos que jamais seriam entregues, tal como um 'book', revelou Humberto Teófilo.

Foram presos na ação policial quatro mulheres e um homem com documentos de São Paulo (Divulgação/PC-GO)

Foram presos na ação policial quatro mulheres e um homem com documentos de São Paulo (Divulgação/PC-GO)

Nesta terça-feira (4), o POPULAR entrou em contato novamente com uma das marcas de cosméticos citada na ocorrência e com a agência, mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem.

Entenda o caso

Quatro mulheres, de 41, de 29, de 26 e de 25 anos; e um homem de 26 anos, todos com documentos de São Paulo, foram presos no domingo (2). Uma das mulheres, Cintia Aparecida Rafael Pinto da Silva, de 41, foi identificada pela polícia como proprietária da agência.

Ao POPULAR , Teófilo disse que os suspeitos alegaram que contrataram o serviço de um homem para gerir as redes sociais e que não tinham conhecimento desses anúncios sobre comerciais para TV com marcas de cosméticos.

O delegado ressaltou que os alvos do grupo eram mulheres com idades entre 40 e 60 anos. Ao todo, ele estima que cerca de 100 pessoas foram vítimas. Teófilo calcula, com base em mais de 90 contratos apreendidos, que o golpe praticado pelo grupo ultrapassa os R$ 200 mil em prejuízos às vítimas.

PC-GO divulgou idade da proprietária da agência, Cintia Aparecida Rafael Pinto da Silva, de 41, para identificar novas vítimas (Divulgação/PC-GO)

PC-GO divulgou idade da proprietária da agência, Cintia Aparecida Rafael Pinto da Silva, de 41, para identificar novas vítimas (Divulgação/PC-GO)

Teófilo aponta que os suspeitos devem responder pelos crimes de tentativa de estelionato qualificado e associação criminosa. A PC-GO informou que a autorização de divulgação da imagem de Cintia Aparecida Rafael Pinto da Silva está de acordo com os termos da lei nº 13.869/2019 e com a portaria nº 547/2021, "visto que a referida publicação poderá auxiliar no surgimento de novas vítimas".