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Governo vai distribuir absorventes a estudantes e população de rua após ser obrigado pelo Congresso

Programa é lançado oito meses após veto de Bolsonaro a medida semelhante ser derrubado

Folhapress

Modificado em 20/09/2024, 05:18

A iniciativa beneficia 4 milhões de mulheres de 3.500 municípios brasileiros no âmbito do SUS.

A iniciativa beneficia 4 milhões de mulheres de 3.500 municípios brasileiros no âmbito do SUS. (burin kul/Pixabay)

O Ministério da Saúde lançou um programa para garantir a distribuição gratuita de absorventes higiênicos a estudantes de baixa renda em escolas públicas, adolescentes internadas para cumprimento de medida socioeducativa e mulheres em situação de rua.

O programa foi instituído oito meses após o Congresso derrubar um veto do presidente Jair Bolsonaro (PL) ao projeto de lei aprovado que previa a distribuição gratuita de absorvente. Em uma tentativa de diminuir sua rejeição junto às mulheres, no ano em que buscaria se reeleger, o presidente editou em março um decreto prevendo a medida.

"O presidente Bolsonaro não podia sancionar a lei porque ela foi aprovada [no Congresso] sem saber de onde vem o dinheiro, o recurso público", disse o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, ao explicar nesta quarta (23) o veto.

A iniciativa beneficia 4 milhões de mulheres de 3.500 municípios brasileiros no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde). A pasta fará a distribuição do recurso, e caberá ao gestor local fornecer os itens.

Pesquisa divulgada no ano passado revelou que 28% das mulheres brasileiras deixaram de ir à aula por não conseguirem comprar o item de higiene menstrual. Destas, 48% dizem que tentaram esconder o real motivo da ausência e 45% disseram acreditar que a conduta impactou negativamente seu desempenho escolar.

Além desses dados, relatório do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e do UNFPA (Fundo de População das Nações Unidas) mostrou que, no Brasil, 713 mil meninas não têm acesso a banheiro ou chuveiro em seu domicílio e mais de 4 milhões não possuem itens mínimos de cuidados menstruais nas escolas.

Segundo o Ministério da Saúde, serão contempladas 17,2 mil mulheres em situação de rua ou em situação de vulnerabilidade social extrema, na faixa etária de 8 a 50 anos.

Além disso, serão atendidas pelo programa 3,5 mil estudantes de baixa renda, matriculadas nos níveis de ensino fundamental e médio, EJA (Educação de Jovens e Adultos) e ensino profissional, em escolas pactuadas na adesão ao Programa Saúde da Escola.

Há também 291 mil adolescentes internadas em unidades de cumprimento de medida socioeducativa na faixa etária de 12 e 21 anos.

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Receita abre nesta segunda (24) consulta a lote da malha fina do Imposto de Renda

Fisco informou que vai pagar R$ 253,8 milhões de restituição a cerca de 120 mil contribuintes que corrigiram pendências

Receita citou que só faz o pagamento da restituição em conta bancária no nome do contribuinte

Receita citou que só faz o pagamento da restituição em conta bancária no nome do contribuinte (Reprodução)

A Receita Federal abrirá, a partir das 10h desta segunda-feira (24), a consulta ao lote residual do Imposto de Renda do mês de março.

Para saber se está neste lote, o contribuinte deve acessar o site do órgão, neste link. É preciso informar CPF e data de nascimento. Também é possível fazer a consulta no site ou aplicativo Meu Imposto de Renda.

Serão pagos R$ 253,8 milhões a cerca de 120 mil segurados que saíram da malha fina do IR. O depósito da restituição será feito no dia 31 de março (segunda-feira seguinte), na conta informada pelo contribuinte ao declarar o IR.

Do total, R$ 168,8 milhões serão destinados a contribuintes que possuem prioridade legal, sendo:

3.163 idosos acima de 80 anos 16.215 contribuintes entre 60 e 79 anos 2.405 contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou doença grave 4.013 cuja maior fonte de renda seja o magistério 75.790 contribuintes que não possuem prioridade legal, mas que receberam prioridade por terem utilizado a declaração pré-preenchida ou optado por receber a restituição via Pix. O restante do valor será para pagar restituições a 18.453 contribuintes que não têm prioridade legal.

Outra forma de checar informações sobre a situação fiscal é por meio do e-CAC (Centro de Atendimento Virtual da Receita Federal), que exige senha do portal Gov.br nível prata ou ouro.

A Receita diz que só faz o pagamento da restituição em conta bancária no nome do contribuinte. Dessa forma, as rotinas de segurança impedem o pagamento caso ocorra erro nos dados informados ou algum problema na conta de destino.

Se o contribuinte identificar alguma pendência na declaração, é possível retificá-la, corrigindo as informações que estejam equivocadas.

A Receita também disponibiliza aplicativo para tablets e smartphones que possibilita consultar diretamente informações sobre liberação das restituições do IR e a situação cadastral de uma inscrição no CPF.

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Caiado lança obra do Complexo Oncológico de Goiás

Governo estadual deverá investir R$ 424,7 milhões na construção da unidade. Atendimento especializado começará pelas crianças e adolescentes

Modificado em 19/09/2024, 00:16

O Cora será erguido com recursos estaduais.

O Cora será erguido com recursos estaduais. (Diomício Gomes / O Popular)

O governador Ronaldo Caiado (União Brasil) assinou na manhã desta segunda-feira (13) a ordem de serviço para o início da obra do Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás (Cora), em Goiânia. A previsão é de que sejam investidos R$ 424,7 milhões. Inicialmente, o serviço especializado será ofertado às crianças e adolescentes.

O Cora será erguido com recursos estaduais. Ele ficará localizado em um terreno cedido pelo governo federal que fica nas proximidades da Central de Abastecimento de Goiás (Ceasa-GO). A Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra) será a responsável pela supervisão das obras, que serão iniciadas pela ala pediátrica.

Na ocasião, também foi assinado um termo de colaboração entre a Secretaria de Estado de Saúde de Goiás (SES-GO) e a Fundação Pio XII, mantenedora do Hospital do Amor, em Barretos, para a implementação da unidade. A unidade que fica em São Paulo é referência no tratamento de câncer no Brasil.

Etapas

Na primeira etapa do funcionamento, o atendimento e tratamento oncológico especializado serão ofertados às crianças e adolescentes. A previsão de execução da ala pediátrica é de um ano e meio.

Já na segunda etapa, o serviço será ampliado para os adultos. A ala destinada para este grupo deverá ficar pronta em quatro meses. Ao todo o hospital irá ofertar 148 leitos.

O hospital contará com espaços para ambulatório, internação, quimioterapia, radioterapia, cirurgia, leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI), além de um alojamento para familiares.

A unidade também ofertará serviços e exames preventivos para identificar, monitorar e tratar precocemente a ocorrência da doença.

O Cora será erguido com recursos estaduais.

O Cora será erguido com recursos estaduais. (Diomício Gomes / O Popular)

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Governo vai agir no dia 1º contra atos antidemocráticos para impedir instabilidade, diz Dino

Futuro ministro da Justiça e Segurança Pública, o senador eleito Flávio Dino (PSB-MA) diz que governo deve antecipar ações no dia 1º de janeiro, data da posse

Modificado em 20/09/2024, 06:16

Dino afirmou que é urgente acabar com os acampamentos de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Dino afirmou que é urgente acabar com os acampamentos de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL). (Reprodução/Marcos Oliveira/Agência Senado)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Futuro ministro da Justiça e Segurança Pública, o senador eleito Flávio Dino (PSB-MA) disse nesta segunda-feira (26) que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve antecipar ações no dia 1º de janeiro, data da posse, contra manifestações golpistas e para evitar uma "situação de instabilidade" no país.

"Nós vamos, obviamente, antecipar certos atos, porque não pode haver vazio de poder. Então isso não ocorrerá, no sentido de que já nas primeiras horas do dia 1º, vamos tomar providências para que não ocorra essa situação de instabilidade", disse Dino em entrevista à GloboNews.

"Isso se refere ao conjunto das instituições que estão sob o comando do Ministério da Justiça e ao restante do governo", afirmou ainda o futuro ministro.

As declarações de Dino foram feitas dias após a prisão de George Washington de Oliveira Sousa, no sábado (24), sob a acusação de tentar explodir um caminhão de combustível em via próxima ao aeroporto de Brasília.

"Vamos tomar as providências para que nas primeiras horas do dia 1º já haja um comando efetivo. No momento em que se esvai um mandato presidencial, a posse em si é uma formalização de algo que a Constituição impõe, o mandato presidencial cessa à meia-noite do dia 31 de dezembro", disse Dino.

Em depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal, Sousa disse que planejou com manifestantes do QG (Quartel General) no Exército a instalação dos explosivos em pelo menos dois locais da capital federal para "dar início ao caos" que levaria à "decretação do estado de sítio no país", o que poderia "provocar a intervenção das Forças Armadas".

Dino afirmou que é urgente acabar com os acampamentos de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Na mesma entrevista, ele declarou que espera "providências" nesta semana das Forças Armadas e do atual governo para desmobilizar os manifestantes que defendem um golpe militar como caminho para evitar a posse de Lula.

"Em relação às Forças Armadas, esperamos providências nesta semana. Já houve diminuição deste acampamento [em Brasília]. É hora de pôr fim a isso, é urgente que isso ocorra uma vez que por todas essas razões. É algo incompatível com a Constituição, e isso se refere a todo o território nacional", disse ele.

"Imagino que as Forças Armadas vão debater isso, especialmente o Exército. Na próxima semana estaremos no governo e todas as providências serão tomadas, inclusive sobre crimes anteriores."

Dino também afirmou que há indicações de "omissões de autoridades e agentes públicos federais" em relação a esses acampamentos, assim como de agentes econômicos e que isso será apurado.

"Há fatos que autorizam essa minha afirmação. Ou omissão ou ação de agentes públicos federais em conexão com esses ditos acampamentos (...) Essas conexões com agentes privados e públicos serão apuradas, no sentido que todos esses acampamentos têm, sim, participações e omissões."

O futuro ministro afirmou ainda que George Sousa não é "um lobo solitário" e que é preciso se atentar às conexões entre "armamentismo, o liberou geral normativo e o terrorismo".

"Há gente poderosa financiando isso e a polícia irá apurar passo a passo quem forneceu essas armas, onde ele obteve isso, onde ele obteve esses explosivos, porque isso não é uma ação individual."

"Nós não vamos permitir isso no Brasil. Não vamos permitir que esse terrorismo político se instale no Brasil", seguiu ele.

O futuro ministro disse que irá apresentar nesta semana ao presidente diplomado uma primeira versão de decreto que irá tratar dos caçadores, atiradores e colecionadores -conhecidos pela sigla CAC- e que é preciso separar "o joio do trigo".

"Quem for um atirador esportivo verdadeiro, muito que bem, é atividade legítima. Mas quem não for deve ser isolado, separado, para que nós possamos fazer uma espécie de recadastramento, de recenseamento dessa gente."

Dino afirmou que a prisão de Sousa não é um obstáculo para a posse de Lula, mas que as investigações exigem reforço da segurança para a cerimônia.

"Reafirmamos que a posse deve ocorrer, vai ocorrer com ampla participação popular. Tanto na Esplanada, quanto na parte cultural. Porém, evidentemente estamos diante de terroristas, que devem receber tratamento que a lei manda", afirmou.

Dino disse ainda que a equipe de Lula tem limitações para agir antes da troca de presidente. "Não podemos e não vamos substituir autoridades que estão no poder, uma vez que as atribuições formais estão com elas."

A preocupação da equipe de Lula e de autoridades que preparam a segurança da posse aumentou após a prisão de Sousa. Ele disse à Polícia Civil que as "palavras" de Jair Bolsonaro (PL) o encorajaram a adquirir o arsenal de armas apreendido em seu poder.

No depoimento, Sousa fez referência ao discurso armamentista do presidente da República --marca de Bolsonaro durante seu mandato e da campanha que em 2018 o levou ao Palácio do Planalto.

Sousa afirmou que trabalha como gerente de um posto de gasolina no interior do Pará e que, desde outubro de 2021, quando obteve licença como CAC, já teria gastado cerca de R$ 160 mil na compra de pistolas, revólveres, fuzis, carabinas e munições.

"Nunca vimos isso antes. Pessoas querendo impedir posse presidencial de modo violento. Não é um fato engraçado, pitoresco, é um mal que não pode ser banalizado", disse Dino.

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Governo libera uso da nota de duas edições do Enem no Prouni

Decreto assinado por Bolsonaro permitirá que mais alunos participem da pré-seleção de bolsas em 2022

Modificado em 20/09/2024, 01:37

O governo federal liberou o uso da nota das duas edições anteriores do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) para o processo seletivo do Prouni (Programa Universidade para Todos). O decreto foi assinado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) e publicado neste sábado (19). O Prouni oferece bolsas integrais e parciais para que integrantes ingressem em faculdades particulares.

Segundo o governo, a medida se justifica pelas "consequências decorrentes da pandemia Covid-19, que acabaram por ocasionar atrasos nas últimas edições do ENEM". No 1º semestre de 2022, a pré-seleção do Prouni terá as inscrições de 22 a 25 de fevereiro. Com a alteração, os estudantes já poderão concorrer às bolsas apresentando as notas das duas edições anteriores do Enem.

ACESSO AO PROUNI

Os estudantes precisam atender alguns critérios para terem direito ao processo seletivo:

  • Apenas alunos que cursaram os 3 anos do ensino médio em escola pública ou por tempo igual em escola particular com bolsa integral (isenção da mensalidade)
  • Ter renda per capita de até 3 salários mínimos (R$ 3.636);
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