O primeiro dia da greve dos servidores da rede municipal de educação de Goiânia impactou cerca de 100 unidades educacionais, entre escolas e creches. Dentre essas, metade está funcionando de forma parcial, seja com horário reduzido ou com rodízios de turma. Já as demais seguem sem atendimento às crianças. A estimativa é que 25 mil estudantes foram afetados. Conforme o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), ao menos 4 mil profissionais aderiram à paralisação. A rede conta, ao todo, com 373 instituições e 18 mil servidores – considerando efetivos e contratos. A greve foi deflagrada pela categoria na última quinta-feira (7), durante assembleia promovida pelo sindicato, e começou ontem (12). Na data, a presidente em exercício do Sintego, Ludmylla Morais, explicou que a decisão tinha ocorrido após mais de 1 ano e meio tentando negociar com a Prefeitura. Por outro lado, o secretário executivo da Secretaria Municipal de Educação (SME), Jaime Ricardo Ferreira, defendeu que a greve seria “imprópria” no momento, pois os pontos citados pela entidade já estavam em negociação. Entre eles, a atualização do piso salarial do magistério, além da data-base e também o plano de carreira dos servidores administrativos.