Devem ser alteradas pela Prefeitura de Goiânia as regras para o uso do piso tátil e outros critérios das calçadas da cidade. Está em análise a possibilidade de utilizar elementos já existentes, como canteiros e áreas verdes, para orientar pessoas com deficiência visual em alguns trechos, no lugar do piso tátil. A revisão também prevê estudar soluções sustentáveis para ampliar a drenagem urbana nos passeios públicos. As mudanças estão em discussão em grupos de estudo para a revisão da Lei das Calçadas (Lei Complementar nº 324/2019). Entre as propostas estudadas está a criação do conceito de linha-guia, que permitiria usar elementos naturais ou construídos como referência para orientar a circulação, principalmente de pessoas com deficiência visual. Em nota, a Secretaria Municipal de Eficiência (Sefic), que coordena os estudos, afirma que a revisão da legislação busca ampliar as possibilidades de soluções urbanísticas e técnicas para diferentes características da cidade, incluindo locais com maior declividade. A pasta ressalta que a acessibilidade é um “princípio inegociável” e que eventuais mudanças deverão preservar os requisitos técnicos e de acessibilidade.