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Havaianas lança primeira linha para celebrar comunidade LGBT

Com as cores do arco-íris, modelos prestam homenagem na semana do Orgulho

Modificado em 24/09/2024, 00:46

Havaianas lança primeira linha para celebrar comunidade LGBT

(Divulgação)

A Havaianas decidiu lançar uma linha 'global pride' no mês do Orgulho LGBTQIA+. São chinelos, sandálias, bolsa, body que são estampados com as cores do arco-íris.

Além disso, dois modelos de broches coloridos fazem parte da composição dos produtos.

De acordo com a marca, 7% do valor das vendas serão destinados para projetos de combate à homofobia, como a All Out.

A intenção é fazer uma doação constante, uma vez que os materiais serão vendidos de forma permanente.

Orgulho LGBT: O que não dizer para pessoas trans?

Além dos modelos pride, a empresa também afirma que está ampliando a numeração dos calçados, do 46 ao 49, para promover maior inclusão.

"Nos últimos anos, avançamos muito no quesito diversidade em nossas comunicações, mas sabemos que essa é uma jornada longa. Entendemos que essa mudança funciona como uma cascata e é mais forte se for um compromisso de longo prazo", avalia a CMO da Alpargatas, Fernanda Romano.

(Divulgação)

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Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+: Entenda o que significa cada letra da sigla

A evolução da sigla para designar diversas minorias sexuais e de gênero é uma resposta ao tamanho do espectro e das demandas da comunidade composta por lésbicas, gays, bissexuais, travestis, trans, queers, pansexuais, agêneros, pessoas não binárias e intersexo por mais visibilidade

Modificado em 21/09/2024, 00:41

Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+: Entenda o que significa cada letra da sigla

(missbutterflies)

No Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+, celebrado anualmente em 28 de junho, a dúvida de muita gente se concentra na "sopa de letrinhas" que não para de crescer.

A evolução da sigla para designar diversas minorias sexuais e de gênero é uma resposta ao tamanho do espectro e das demandas da comunidade composta por lésbicas, gays, bissexuais, travestis, trans, queers, pansexuais, agêneros, pessoas não binárias e intersexo por mais visibilidade.

O movimento se constituiu na Revolta de Stonewall, em Nova York, em 1969. Gays, lésbicas e travestis colocaram fim às agressões que sofriam em batidas policiais ocorridas naquele ano em um bar da cidade, o Stonewall Inn. O grupo resistiu por três dias, e o ato virou um marco por mais igualdade de direitos.

Na primeira sigla, GLS, o "S" representava os simpatizantes, pessoas aliadas à causa LGBTQIA+. Mas logo o acrônimo se mostrou ultrapassado e excludente porque deixava de fora as demais identidades.

A grande mudança na sigla ocorreu, depois, com o "L" passando a encabeçar a sequência de letras para dar mais visibilidade às demandas de mulheres lésbicas. A abreviação também ganhou o "B", para bissexuais.

O "Q" ("questionando", para uns; "queer", termo genérico antes pejorativo, para outros) também surgiu, e o amontoado de letras continua a crescer.

Atitudes continuam a mudar, e a linguagem para orientação sexual e identidade de gênero também.

Eis, abaixo, um glossário incompleto.

Gay e lésbica

Quando "homossexual" passou a soar clínico e pejorativo, no fim dos anos 1960, "gay" virou o termo para pessoas atraídas por parceiros do mesmo sexo. Com o tempo, "gays e lésbicas" se popularizou para frisar questões distintas das mulheres, e "gay" hoje é mais usado para homens

Bissexual

Alguém atraído por pessoas de seu gênero e de outros. Estereótipos de que seria uma transição ou camuflagem para promiscuidade são alvo de debate nos círculos LGBTQIA+. Defensores criticam o questionamento da identidade bissexual, mas há pessoas que veem no prefixo "bi" o reforço do binômio masculino/feminino

Pansexual

Quem sente atração por gente de todas as identidades de gênero ou pelas qualidades de alguém independentemente da identidade de gênero. Antes termo acadêmico, ganhou aderência com visibilidade de celebridades como Miley Cyrus

Assexual

Alguém que sente pouca ou nenhuma atração sexual. Não equivale à falta de atração romântica (os "arromânticos")

Cisgênero

Alguém cuja identidade de gênero se equipara ao sexo que lhe foi designado ao nascer

Transgênero

Termo amplo para pessoas cuja identidade ou expressão de gênero difere do sexo biológico designado ao nascer

Não conformidade de gênero

Quem expressa o gênero fora das normas convencionais de masculinidade ou feminilidade. Nem todos são transgênero, e alguns transgêneros se expressam da forma convencional masculina/feminina

Não binário

Pessoa que não se identifica como homem nem mulher e se vê fora do binômio de gênero, como o personagem Taylor Mason, da série "Billions"

Genderqueer

Outro termo para quem não se vê no binômio feminino/masculino e exibe características de um, de ambos ou nenhum

Fluidez de gênero

Termo usado por pessoas cuja identidade muda ou flutua. Às vezes podem se expressar como mais masculinas em um dia e mais femininas em outro

Neutralidade de gênero

Alguém que não se descreve por um gênero específico e opta pelo uso de pronomes neutros [em português, prevalece o uso de "x" ou "e" no lugar de "a" e "o", como "elx"]

Intersexual

Pessoa com características sexuais biológicas não associadas tradicionalmente a corpos femininos ou masculinos

+

O sinal denota tudo no espectro do gênero e sexualidade que as letras não descrevem.

IcMagazine

Famosos

Peter Quill, o Senhor das Estrelas, é bissexual em nova edição de 'Os Guardiões da Galáxia'

Nos cinemas, o personagem é interpretado por Chris Pratt, 41, que na vida real é ligado à Hillsong Church, considerada por muitos anti-LGBTQ+, algo que o ator nega

Modificado em 24/09/2024, 00:15

Peter Quill

Peter Quill (Reprodução)

A Marvel Comics confirmou que Peter Quill, também conhecido como o Senhor das Estrelas em "Os Guardiões da Galáxia", é bissexual. Nos cinemas, o personagem é interpretado por Chris Pratt, 41, que na vida real é ligado à Hillsong Church, considerada por muitos anti-LGBTQ+, algo que o ator nega.

Quill vai aparecer como um homem que se relaciona com homens e mulheres na edição de número 9 dos quadrinhos da série, que ser lançada neste mês, segundo o site Screen Rant. Na trama, ele vai ter um relacionamento com Aradia e Mors, dois humanóides de pele azul que não acreditam em monogamia.

Inicialmente, ele vai recusar as investidas do casal e explicar que ainda tem esperanças de voltar para casa e retomar o namoro com Gamora (vivida por Zoe Saldana nos cinemas). Após 12 anos sem retornar para casa, ele afirma: "Vocês são minha casa". Os três, então, se abraçam.

Ainda de acordo com a publicação, o relacionamento entre o trio dura mais de 100 anos. Porém, por outras circunstâncias, ele acaba tendo que voltar para sua realidade. "Só não se esqueça de nós, estranho", pede Aradia". "Só não esqueça."

Ainda não há indicação de que a história vá ser explorada no cinema. O personagem foi criado em 1976 por Steve Englehart e Steve Gan, e apareceu pela primeira vez na quarta edição da "Marvel Preview". Híbrido entre humano e extraterrestre, ele foi abandonado na Terra pelo pai e tem participação em boa parte dos eventos cósmicos do universo da Marvel.

Esta não é a primeira história LGBTQ+ introduzida no universo dos quadrinhos pelo autor Al Ewing. Também foi ele quem criou a história que tinha os personagens Hércules e Marvel Boy se beijando durante uma batalha.

IcMagazine

Famosos

Bruna Linzmeyer diz que não é mais tão xingada quanto antes por ser lésbica

"Acho que eu já conquistei um lugar de respeito que as pessoas não me xingam tanto quanto me xingavam há alguns anos", disse ela

Modificado em 24/09/2024, 00:20

Bruna Linzmeyer

Bruna Linzmeyer (Reprodução/Instagram)

A atriz Bruna Linzmeyer, 27, revelou durante uma live que imagina ter adquirido um respeito maior das pessoas. Segundo ela, hoje em dia é menos difícil se mostrar e se assumir gay nas redes sociais.

"Acho que eu já conquistei um lugar de respeito que as pessoas não me xingam tanto quanto me xingavam há alguns anos", disse ela. Atualmente, a atriz namora a DJ Marta Supernova. As duas estão namorando desde abril de 2020 e passam a quarentena juntas.

Bruna Linzmeyer terminou o relacionamento de três anos com Priscila Fiszman, em outubro de 2019. Mesmo assim, ela conta que ainda é possível ver pessoas sendo agressivas com relação à sua sexualidade.

"Ainda existe uma tentativa de me agredir dizendo que o que eu vivo não é normal. E será que eu quero ser normal? O que é ser normal? Você achar anormal duas mulheres juntas, se amando? Então não sei se quero ser normal. Esses deslocamentos de linguagem, de como a gente vê as coisas me interessa muito", comentou.

Segundo ela, seu atual relacionamento está indo muito bem. "Estamos juntas há alguns meses. Foi acontecendo e foi muito confortável para a gente. A gente se cuida. A gente trabalha muito bem juntas, conversa sobre os nossos trabalhos", disse.

Atualmente, Bruna pode ser vista na reprise da novela da Globo "A Força do Querer" na pele de Cibele. No papo, também relembrou que nunca havia tido uma trama reprisada.

"Fiquei muito feliz. Cibele é um caos, mas eu estou adorando rever. Gosto da novela como um todo, gosto do meu trabalho e acho que a novela trouxe temas muitos legais", comentou.

IcMagazine

Famosos

Autora de Harry Potter, J.K. Rowling é acusada novamente de transfobia por citação em livro

Em seu novo livro intitulado "Troubled Blood", escrito sob o pseudônimo Robert Galbraith, traz a história de um assassino em série que se veste de mulher para matar suas vítimas, mulheres cis

Modificado em 24/09/2024, 00:27

J.K. Rowling

J.K. Rowling (Divulgação)

A autora da série de livros "Harry Potter", J.K. Rowling, 55, está envolvida em mais uma polêmica relacionada à comunidade trans. Em seu novo livro intitulado "Troubled Blood", escrito sob o pseudônimo Robert Galbraith, traz a história de um assassino em série que se veste de mulher para matar suas vítimas, mulheres cis.

A quinta obra do best-seller que envolve o detetive Cormoran Strike está sendo lançada oficialmente nesta terça-feira (15), mas teve uma crítica negativa publicada pelo jornal britânico The Telegraph, que repercutiu na noite desta segunda e chamou atenção dos internautas. Jake Kerridge, autor do texto afirmou que a moral da história parece se resumir em "nunca confie num homem de vestido de mulher."

No Twitter, internautas, ex-fãs e ativistas da comunidade LGBTQI+ usaram a hastag "#RIPJKRowling" em protesto contra a autora, que tem um histórico conturbado sobre o assunto.

Em junho deste ano a escritora britânica foi criticada por causa de uma série de tuítes feitos por ela em resposta a um artigo de opinião do site de desenvolvimento global Devex, que deixou Rowling ressentida com a manchete "criando um mundo mais igualitário pós-Covid-19 para pessoas que menstruam".

Críticos apontaram que as visões de Rowling igualavam feminilidade à menstruação, enquanto muitos homens transsexuais menstruam, e muitas mulheres, não. Ela então, rebateu dizendo que apagar o conceito de sexo "remove a capacidade de muitos de discutir significativamente suas vidas".

As declarações da autora acabaram sendo criticadas também por atores de sua famosa franquia "Harry Potter". Daniel Radcliffe, conhecida pelo papel nos cinemas, compartilhou sua opinião nas redes sociais. "Como ser humano eu senti necessidade de dizer algo. Mulheres trans são mulheres. Está claro que precisamos apoiar as pessoas transgêneros e não-binários", postou.

No ano passado, J.K. Rowling chamou atenção no assunto após apoiar uma mulher que foi demitida por tuitar que as pessoas não podem alterar seu sexo biológico. Ela foi criticada por acrescentar uma relação homossexual à série "Harry Potter" depois que os livros foram publicados.