Os 53 venezuelanos da comunidade indígena Warao foram para um lar provisório até que consigam uma nova casa para morar. Eles haviam perdido a casa onde moravam no setor Norte Ferroviário, em Goiânia, e ficaram sem ter para onde ir e foram alocados pela Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres, Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh). A comunidade Warao morava há oito anos na região da 44, quando o inquilino do terreno pediu que deixassem a casa para realizar algumas obras. O pedido foi feito três meses antes da saída definitiva. Sem conseguir uma nova moradia em tempo hábil, eles deixaram a casa na última sexta-feira (28) e se reuniram, com todos os seus pertences, na Praça do Trabalhador. Atendendo decisão do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), o município providenciou acolhimento emergencial e habitação provisória para o povo Warao, que tem em sua composição homens e mulheres adultos, idosos e crianças. A Justiça atendeu ao requerimento feito pela Defensoria Pública do Estado de Goiás, que afirma que o grupo vive em uma situação de extrema vulnerabilidade na capital.