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J.K. Rowling incomoda parte dos fãs ao falar sobre relacionamento entre Dumbledore e Grindelwald

Alguns leitores acusaram a escritora de querer chamar atenção com personagens LGBT

Modificado em 25/09/2024, 00:26

J.K. Rowling

J.K. Rowling (Divulgação)

Autora da saga Harry Potter e Animais Fantásticos, a escritora J.K. Rowling revelou detalhes íntimos do relacionamento entre os personagens Albus Dumbledore e Gellert Grindelwald. Nas tramas, Dumbledore é diretor de Hogwarts e Grindelwald é o bruxo antagonista que segue pelo caminho das trevas.

"O relacionamento deles era incrivelmente intenso. Era apaixonado, e era um relacionamento amoroso, mas assim como acontece em qualquer relacionamento, gay ou hétero ou qualquer outro rótulo que queremos colocar, um nunca sabe a fundo o que a outra pessoa está sentindo. Então estou menos interessada na parte sexual - embora acredite que tenha uma dimensão sexual nesse relacionamento - do que nos sentimentos que eles tinham um pelo outro, que é a coisa mais fascinante entre todo o relacionamento humano", disse em uma entrevista contida nos DVDs de Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald, segundo informações do Just Jared.

Enquanto alguns fãs aplaudiram a atitude de Rowling de incluir personagens homossexuais na história, outros questionaram o porquê de não ter inserido tais detalhes nos livros e filmes.

"As pessoas estão criticando com razão a J.K. Rowling por causa de sua postagem ridícula divulgando anúncios sobre a sexualidade de Dumbledore e sua vida sexual imaginária. A menos que tenha uma nota do editor ou alguma cena de sexo gay que ela tenha sido obrigada a cortar, ela está apenas procurando chamar atenção", escreveu um dos críticos ao comportamento da escritora.

"Ela ativamente deixa de fora qualquer representante LGBT em seus livros e filmes para seu lucro não ser afetado", disse outro.

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Famosos

Morre Maggie Smith, que marcou gerações no cinema, no teatro e na televisão

Modificado em 04/11/2024, 08:53

A atriz Maggie Smith, dona de uma carreira prolífica no cinema, na televisão e no teatro, morreu aos 89 anos, nesta sexta-feira.
Entre seus trabalhos mais marcantes, estão "A Primavera de uma Solteirona", lançado na década de 1960 nos cinemas, "Harry Potter", que fez sucesso nos anos 2000, também nas telonas, e "Downton Abbey", feita para televisão na década de 2010.

A informação foi confirmada por seus filhos, Chris Larkin e Toby Stephens, em uma declaração enviada à imprensa britânica. "Ela morreu em paz, no hospital, na manhã desta sexta-feira. Era uma pessoa muito privada e esteve com a família e os amigos em seus últimos dias", escreveram os herdeiros, que ainda agradeceram à equipe dos hospitais de Chelsea e Westminster pelo "cuidado e gentileza incansáveis".

PRÊMIOS

Durante sua trajetória, que começou nos anos 1950, Smith ganhou duas estatuetas do Oscar —um por melhor atriz em "A Primavera de uma Solteirona", e outro por melhor atriz coadjuvante em "California Suite - Um Apartamento na Califórnia".

No Tony, a principal láurea do teatro, Smith venceu uma estatueta de melhor atriz em 1990, por "Lettice and Lovage", uma comédia satírica que foi uma das peças que ficou por mais tempo em cartaz em Londres.

Smith também brilhou no Emmy, a premiação mais importante da televisão. Ganhou sua primeira estatueta em 2003, como melhor atriz em "Minha Casa na Úmbria", e outras três vezes, nos anos de 2011, 2012 e 2016, como atriz coadjuvante em "Downtown Abbey".

TRAJETÓRIA

Smith nasceu em Ilford, uma pequena cidade próxima a Londres, em 1934, filha de uma escocesa e de um inglês. A carreira daquela que seria uma das maiores atrizes britânicas de todos os tempos começou aos 16 anos, quando ela decidiu estudar atuação em Oxford, onde estreou nos palcos, na década de 1950.

A vontade de ser atriz existia desde a infância. "Não é nem que você particularmente queira ser ator", ela disse uma vez. "Você tem que ser. Não há nada que você possa fazer para impedir isso."
Pouco depois de se formar, Smith se juntaria à Old Vic Company, companhia de teatro centenária que fez sucesso no começo do século 20 por suas adaptações das peças de William Shakespeare. Em 1963, ela entrou para o National Theatre e fez peças como "Otelo", "Muito Barulho por Nada", "Black Comedy" e "The Country Wife".
Em 1969, a atriz saltaria do estrelato nos palcos britânicos para a fama mundial, por seu papel em "Primavera de Uma Solteirona", que lhe rendeu um Oscar. No filme, ela interpreta Jean, uma professora progressista em uma escola para meninas na década de 1930.

Em "California Suite", de 1978, ela chamou a atenção ao interpretar uma atriz britânica que vai à cerimônia do Oscar com o marido bissexual e tem uma noite decepcionante. Na vida real, no entanto, a noite de Smith na cerimônia daquela premiação foi longe de ser negativa. Ela foi aclamada por Hollywood mais uma vez, ganhando sua segunda estatueta.

Smith ainda foi celebrada por "Viagens Com Minha Tia", de George Cukor, e "Morte no Nilo", de John Guillermin, baseado no romance homônimo de Agatha Christie, além de "O Jogo da Verdade", "Vidas Privadas", "Noite e Dia", "O Clube das Desquitadas" e "Chá com Mussolini".
Mesmo com o sucesso nos cinemas, a atriz nunca deixou de se apresentar no teatro, onde continuou sendo aclamada em peças como "Hedda Gabler", dirigida por Ingmar Bergman, e "Virginia", de Edna O'Biren, em que viveu a escritora Virginia Woolf.

Em 1990, Smith recebeu o título de Dama pelo Império Britânico, e na virada do milênio já acumulava prêmios no Oscar, no Tonys, no Globo de Ouro e no Bafta, com outras dezenas de indicações. No entanto, ela diz que ainda podia ir a qualquer lugar sem ser reconhecida.

Em 2001, Smith virou um símbolo da cultura pop e conquistou o imaginário de uma nova geração ao viver a professora Minerva McGonagall, da franquia de "Harry Potter". Em 2009, ela gravou "Harry Potter e o Enigma do Príncipe", o sexto filme da saga, em tratamento contra um câncer de mama.

McGonagall usava vestidos de gola alta, um broche distintivo e o cabelo preso sob um chapéu preto de cone. Era uma presença marcante na tela.

"Muitas crianças costumavam me cumprimentar, e isso era agradável", disse Smith em 2015, quando contou que um menino perguntou se ela era realmente um gato, lembrando que sua personagem na série se transformava em um felino.

A televisão foi, para Smith, mais um palco a ser conquistado. Estreou a série "Downton Abbey", que se tornou a produção de época britânica de maior sucesso, com seis temporadas, na qual viveu Violet Crawley, a viúva do lorde Grantham, que teimava em seguir os costumes vitorianos —detestava a luz elétrica e ridicularizava todos ao redor.

Se já era um ícone para o cinema e o teatro, depois de "Harry Potter" e "Downton Abbey", Smith se tornou uma superestrela aos 70 anos —motivo de incomodo para uma atriz que sempre preferiu a atenção voltada ao seu trabalho, e não à sua vida pessoal.

"É ridículo. Eu levava uma vida perfeitamente normal até 'Downton Abbey'", ela disse à radio Times em 2017. "Ninguém sabia quem eu era." Mais tarde, Smith expôs seu descontentamento também com assédios que sofria na rua. "Opto por não ir a lado nenhum e, nas ocasiões em que saio, tenho sempre um amigo comigo. É muito difícil quando estou sozinha, porque não há por onde escapar."

"Sou profundamente grata pelo trabalho em 'Harry Potter' e 'Downton Abbey', mas não é o que chamaria de satisfatório. Eu realmente não sentia que estava atuando nessas coisas", afirmou ela à ES Magazine, em 2019.

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Famosos

Michael Gambon, o Dumbledore de 'Harry Potter', morre aos 82 anos

Comunicado foi feito pela família do ator

Modificado em 19/09/2024, 01:19

Michael Gambon, o Dumbledore de 'Harry Potter', morre aos 82 anos

(Divulgação)

Michael Gambon, que interpretou Dumbledore em seis filmes da saga Harry Potter, morreu aos 82 anos. Em comunicado enviado ao jornal The Guardian, a família explicou: "Estamos desolados por anunciar a perda do Sir Michael Gambon. Pai e marido amado, Michael morreu pacificamente no hospital ao lado de sua esposa Anne e de seu filho Fergus, após uma pneumonia".

Michael Gambon abandonou a escola aos 15 anos e nunca teve treinamento profissional de atuação. Ele começou a trabalhar no teatro construindo cenários, e logo passou a se interessar pela atuação.

Em 2004, entrou para o universo Harry Potter com a estreia de "O Prisioneiro de Azkaban". Gambon assumiu o papel do diretor Dumbledore após a morte de Richard Harris, em 2002.

Em 2015, Gambon se aposentou do teatro por problemas de memória. "É horrível admitir, mas eu não consigo. Parte o meu coração. Quando o roteiro está na minha frente, demora muito para aprender as falas. É assustador", revelou à revista Sunday Times na época.

Infância e Carreira
Nascido em 19 de outubro de 1940, Sir Michael John Gambon se mudou para Londres com a família aos 6 anos, quando seu pai resolveu se juntar a forças para reconstruir a capital após a devastação da Segunda Guerra Mundial.

Após abandonar a escola, aos 15 anos, tornou-se um aprendiz de ferramenteiro, e começou a seguir os passos do pai como construtor e engenheiro. No entanto, já com um gosto pelo teatro, resolveu enviar uma carta com um currículo ao empresário Micheál Mac Liammóir, que mudou para sempre sua vida.

Na carta, ele descrevia o que seria sua carreira dos sonhos, o que de fato fez com que começasse a atuar. Em 60 anos de carreira, recebeu três Olivier Awards, dois SAG Awards e quatro prêmios BAFTA.

Gambon estreou no teatro em 1962, em uma produção de Othello. Um ano depois, capturou a atenção de Laurence Olivier, um dos principais nomes do teatro britânico no século 20. A partir daí, começou a participar de dezenas de peças na Companhia Nacional do Teatro. Ao todo, foi indicado 13 vezes ao Olivier Awards, principal prêmio do teatro britânico.

Foi na década de 1980, no entanto, que começou a realmente se destacar. Peças em que atuou foram imensamente elogiadas pela crítica e por jornais britânicos, e ele foi apelidado pelo ator Ralph Richardson de "The Great Gambon", ou "O Grande Gambon".

No cinema, ele dava seus primeiros passos desde 1965, mas começou a ser escalado para papéis maiores a partir das décadas seguintes, após rejeitar, no início dos anos 70, um convite do produtor Albert Broccoli para fazer um teste de elenco para ser o próximo James Bond.

Em 1989, estrelou "O Cozinheiro, o Ladrão, Sua Mulher e o Amante", com Helen Mirren, interpretando um líder psicótico da máfia. Depois disso, ementou outros papéis menores em filmes como "Assassinato Sob Custódia", "Império do Crime" e "Um Homem Sem Importância".

Em 1995, fez sua estreia nos palcos da Broadway, com a peça "Skylight", pela qual recebeu sua primeira e única indicação ao Tony Awards de melhor ator.

Apesar da carreira extensa em mais de 70 peças de teatro, entre montagens originais e reprises, Gambon ganhou destaque internacional a partir de 2004, quando atuou em "A Vida Marinha com Steve Zissou". Em 2010, participou do filme vencedor do Oscar "O Discurso do Rei", de Tom Hooper, em que fez o idoso rei George V.

Gambon foi o segundo ator a interpretar Alvo Dumbledore nos filmes da saga Harry Potter, assumindo o personagem após a morte de Richard Harris. Ele passou a integrar a saga a partir do terceiro filme "Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban", de 2004.

Em 2015, Gambon se aposentou dos palcos devido à perda de memória, mas continuou trabalhando no cinema e na televisão. Foi condecorado cavaleiro pela rainha Elizabeth 2ª em 1998.

Vida Pessoal
Em 1962, casou-se com a matemática Anne Miller, aos 22 anos. Discreto, ele sempre evitou falar da vida pessoal e da família. O casal teve um único filho, Fergus, que se tornou um especialista em cerâmica.

Em 2001, apresentou Philippa Hart, uma mulher 25 anos mais nova que ele, como sua namorada, embora nunca tenha se divorciado oficialmente. Quando o affair foi revelado em 2002, mudou-se da casa que dividia com a esposa. Em 2007, foi revelado que Hart estava grávida. Os dois diveram dois filhos, um nascido em 2007 e outro em 2009.

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'Harry Potter' pode ganhar novos filmes, apesar de polêmicas com JK Rowling

De acordo com a revista americana The Hollywood Reporter, a única coisa que faltaria para novos capítulos da franquia começarem a ser desenvolvidos é a autorização de JK Rowling

Modificado em 20/09/2024, 06:17

'Harry Potter' pode ganhar novos filmes, apesar de polêmicas com JK Rowling

(Divulgação)

"Harry Potter" está na mira de Hollywood para voltar às telas com novos filmes -com o bruxinho original, não dentro da saga "Animais Fantásticos". É o que disse o novo CEO da Warner Bros. Discovery, David Zaslav, numa reunião com acionistas nesta quinta (3).

De acordo com a revista americana The Hollywood Reporter, a única coisa que faltaria para novos capítulos da franquia começarem a ser desenvolvidos é a autorização de JK Rowling, autora dos livros e detentora dos direitos autorais sobre os personagens.

"Nós vamos nos dedicar a franquias. Nós não fazemos um filme do Super-Homem há 13 anos. Nós não fazemos um 'Harry Potter' há 15. Os filmes da DC e de 'Harry Potter' foram responsáveis por muitos dos lucros da Warner Bros. nos últimos 25 anos", afirmou Zaslav, citando ainda "O Senhor dos Anéis", cujos direitos de adaptação para os cinemas seguem com o estúdio, apesar da nova série do Amazon Prime Video.

A lógica de buscar franquias com potencial para um grande retorno financeiro segue a cartilha que Zaslav apresentou ao assumir o cargo, após a recente fusão entre a WarnerMedia e a Discovery, Inc.

Sua permanência como CEO é vista de forma crítica por muitos fãs e especialistas, principalmente depois que ele anunciou que o longa "Batgirl", apesar de finalizado, não seria mais lançado para driblar impostos que recairiam sobre ele.

O plano de Zaslav é cortar cerca de US$ 3,5 bilhões, ou R$ 17,6 bilhões, em despesas, principalmente por meio de impostos cobrados sempre que um novo conteúdo é lançado. No horizonte também está uma fusão entre as plataformas de streaming das duas empresas que deram origem à Warner Bros. Discovery, HBO Max e Discovery+, que foi antecipada para o início de 2023 na mesma reunião desta quinta.

Parece arriscado, no entanto, investir tempo e dinheiro em novos filmes da mente de JK Rowling. A autora está há anos no centro de uma polêmica que a acusa de transfobia, e muitos dos fãs de "Harry Potter" e ativistas vêm pregando boicotes a suas obras.

Outro entrave seriam os números da franquia "Animais Fantásticos", bem abaixo daqueles feitos pela saga original do bruxinho, em especial por causa das críticas mornas ou ruins que vem recebendo há três filmes.

De qualquer forma, a declaração de Zaslav, por ter sido feita num encontro para acionistas, parece mais fundamentada em planos reais do que em promessas vazias.

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Morre Robbie Coltrane, o bonachão Hagrid dos filmes 'Harry Potter', aos 72 anos

Modificado em 20/09/2024, 05:16

Morre Robbie Coltrane, o bonachão Hagrid dos filmes 'Harry Potter', aos 72 anos

(Reprodução)

O ator Robbie Coltrane, conhecido por interpretar o meio-gigante Rúbeo Hagrid nos filmes de "Harry Potter", morreu nesta sexta-feira (14). A notícia foi confirmada por seu agente.

Ele morreu num hospital perto de sua casa em Larbert, uma cidadezinha na Escócia, segundo o portal Deadline. Coltrane enfrentava problemas de saúde nos últimos dois anos. A causa da morte não foi revelada.

Coltrane ganhou fama com seu papel em "Harry Potter e a Pedra Filosofal", longa em que interpreta o guardião das chaves do castelo de magia chamado Hogwarts. Na história, é ele quem conta a Potter que ele é um bruxo. É nessa cena também que ele presenteia o garoto com um bolo cor-de-rosa amassado, que virou item cobiçado pelos fãs na vida real e hoje é vendido em docerias e lanchonetes.

Por ser uma mistura de mentor e amigo de Potter e seus amigos, Hagrid acabou se tornando um dos personagens mais queridos dos fãs. Não à toa, ele é um dos poucos atores que aparecem em todos os oito filmes da saga.

Antes de fazer parte da franquia do bruxo de J.K. Rowling, Coltrane também fez uma ponta em dois filmes de James Bond nos anos 1990, quando o espião era interpretado por Pierce Brosnan.

O ator viveu o mafioso russo Valentin Zukovsky, um ex-agente da KGB que se tornava barão do caviar em "007 Contra GoldenEye", de 1995. Mais tarde, em 1999, ele reprisaria o papel e teria uma participação maior em "007 - O Mundo Não É o Bastante", sempre como um rival forçado a cooperar com Bond.

Coltrane nasceu em Rutherglen, cidade do condado de Lanarkshire, na Escócia. Ele estudou numa escola de arte, mas duvidou de duas habilidades como pintor e começou a trabalhar com teatro. Adotou o pseudônimo Coltrane em homenagem ao músico de jazz John Coltrane.

No início da carreira, fez pequenas aparições em filmes e séries para a televisão. Foi graças às suas habilidades com comédia que ganhou destaque nos filmes "Freiras em Fuga" e "Querem Matar o Papa". Antes de aparecer nos longas da franquia "007", o ator protagonizou o seriado "Cracker", em que interpretava um psicólogo criminal.

No documentário de comemoração dos 20 anos do primeiro "Harry Potter", lançado pela HBO Max no ano passado, Coltrane se emociona ao falar sobre seu personagem na saga. "A geração dos meus filhos vai mostrar os filmes para os filhos deles. Então podem estar assistindo daqui a 50 anos, facilmente. Infelizmente, não estarei mais aqui. Mas o Hagrid estará."