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Junior explica foto em banheira de 'miojo': 'não sabia dizer não'

Imagem, que acabou virando meme, foi feita durante ensaio sobre os sete pecados

Modificado em 24/09/2024, 00:35

O cantor Junior Lima contou os bastidores de uma foto sua que se tornou um meme


O cantor Junior Lima contou os bastidores de uma foto sua que se tornou um meme

 (Divulgação)

O cantor Junior Lima explicou a história por trás de uma foto em que aparece dentro de uma banheira repleta de macarrão instantâneo, mais conhecido no Brasil como "miojo", que virou um meme na internet. O bastidor faz parte do conteúdo de um dos episódios da série documental Sandy e Junior: A História, que mostra a trajetória da dupla.

Junior conta que tirou a foto quando tinha 15 ou 16 anos, no fim da década de 1990, quando participou de um ensaio para uma revista voltada para o público adolescente, com o tema dos sete pecados capitais.

namore alguem como o junior olha pro miojo pic.twitter.com/Dl6arRoOMY --- łคcεяdค (@lacerda) September 29, 2016

A ideia de entrar em uma banheira de miojo surgiu como uma forma de representar a gula. Inicialmente ele entraria em uma piscina cheia de macarrão, mas o plano foi adaptado porque não havia uma piscina disponível.

"Eu estava naquela fase de querer agradar todo mundo, não sabia dizer não. Acabei topando e imaginava que logo depois esqueceriam disso. Mas não foi isso que aconteceu. É divertido que tenha virado meme", comentou Junior durante o 4º episódio da série, que foca em boatos e polêmicas que envolveram a dupla ao longo dos anos.

Anos depois a foto foi recuperada e começou a circular pela internet, se tornando um meme. O cantor também destacou que, por ser novo, acabava tendo "medo de desagradar", e por isso acabava se forçando a ser "simpático" constantemente.

IcMagazine

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Junior Lima cancela show em Goiânia

Nas redes sociais, o artista justificou o cancelamento “por questões que fogem do seu controle"

Modificado em 11/12/2024, 15:27

Cantor faria show nesta sexta-feira (13), em Goiânia

Cantor faria show nesta sexta-feira (13), em Goiânia (Divulgação)

O cantor e músico Junior Lima, que segue em carreira solo desde o fim da parceria com a irmã Sandy, cancelou a apresentação que faria em Goiânia nesta sexta-feira (13), no Arena Multiplace. Em nota publicada nas redes sociais, o artista justificou o cancelamento "por questões que fogem do seu controle".

Meu compromisso sempre foi entregar a melhor experiência possível em cada show, cuidando de cada detalhe para que ele reflita a verdade do meu trabalho. Neste momento, não seria possível entregar nem metade dessa experiência na data. Essa decisão foi tomada com muito respeito por vocês", escreveu Junior.

O artista avisou que os ingressos serão reembolsados e que todas as instruções serão enviadas por e-mail. Junior começou a Solo Tour em agosto, em Campinas (SP), sua cidade natal, e já passou por Belo Horizonte e São Paulo. A capital goiana seria a última da primeira etapa da turnê que o cantor se apresentaria em 2024.

IcMagazine

Famosos

Elenco de 'Sandy & Junior' e celebra 25 anos do seriado em resort

Modificado em 04/11/2024, 08:56

Elenco reunido na Costa do Sauípe, 25 anos depois

Elenco reunido na Costa do Sauípe, 25 anos depois (Divulgação/Aviva)

Que "acho que pirei" é esse? O almoço de domingo do final dos anos 1990 e começo dos anos 2000 ganhou, agora, um clima cheio de baianidade e nostalgia. O destino Costa do Sauípe, no litoral norte da Bahia, convidou o elenco do seriado "Sandy e Junior", que estreou em 1999, para celebrar seus 25 anos em seu hotel de mais alto padrão, o Brisa Grand Premium.

"Este elenco fez parte de um seriado que marcou toda uma geração e estamos muito felizes de proporcionar este reencontro entre amigos junto com suas famílias no Brisa Grand Premium, que é a melhor opção para casais com crianças pequenas e famílias na Costa do Sauípe", afirma Edson Cândido, diretor de Marketing e Vendas da Aviva, detentora do destino.

É a primeira vez que toda a "Galerinha +ou-", como também era conhecido o grupo, se reuniu desde o fim das gravações e que viajaram juntos. Participaram desta reunião: Fernanda Paes Leme (Patty), Paulinho Vilhena (Gustavo), Wagner Santisteban (Basílio), Karina Dohme (Bete), Bruna Thedy (Ritinha), Douglas Aguillar (Mau), José Trassi (Dodô), Camila dos Anjos (Bebel) e Igor Cotrim (Boca).

O elenco chegou à Costa do Sauípe na segunda-feira (28) e curtiu toda a experiência oferecida no resort all-inclusive 100% brasileiro do litoral norte baiano. Além de 2km de orla divididos em três praias, o destino conta com atividades para crianças, como a Toca da Zooeira, e adultos, como a Vila Assombrada e o Teatro da Vila.

O elenco ainda explorou as áreas temáticas Vila Nova da Praia, que remete a uma vila do interior baiano, e a Quermesse da Vila, com clima de São João o ano todo, incluindo carrossel e roda gigante. "O convite para um reencontro da turma já seria especial, com Costa do Sauípe como cenário foi irrecusável", afirma Fernanda Paes Leme.

"25 anos de seriado, muito tempo desde que nos conhecemos e convivemos, mas apesar disso, tenho certeza de que, em muitos momentos, vamos ter aquela sensação de que o tempo não passou, afinal são muitas histórias para serem contadas e relembradas, regadas com muita risada e nostalgia. E, para mim, poder viver esse momento com a Pilar é algo que levarei para sempre comigo", completa.

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Fotografia de grávida ferida na Ucrânia vence foto do ano do World Press Photo

Modificado em 19/09/2024, 00:21

Fotografia de grávida ferida na Ucrânia vence foto do ano do World Press Photo

(Evgeni Maloletk)

A foto de uma mulher grávida sendo resgatada após ser ferida em um ataque russo a uma maternidade da cidade de Mariupol, em meio à Guerra da Ucrânia, venceu nesta quinta-feira (20) o prêmio World Press Photo na categoria foto do ano.

O trabalho do ucraniano Evgeni Maloletk, da Associated Press, retrata Irina Kalinina, 32, prestes a dar à luz quando ocorreu o bombardeio do local. Ela morreu devido aos ferimentos, assim como o bebê.

Na justificativa do prêmio, o júri afirma que a imagem "captura o absurdo e o horror da guerra". "Trata-se de uma representação fiel do evento do ano e evidencia que crimes de guerra têm sido cometidos pelas forças russas contra civis ucranianos."

Os jurados afirmam ainda que a foto retrata algo "profundamente doloroso e mostra o assassinato de futuras gerações de ucranianos". "O júri espera que o mundo reconheça a intolerável realidade da guerra e pense sobre o futuro da Ucrânia."

Evgeni Maloletk, o fotógrafo premiado, registra os conflitos em seu país desde 2014. Ele acompanhou, por exemplo, a onda de protestos conhecida como Euromaidan, que levaram à queda de um líder alinhado a Moscou, os protestos contra a ditadura da Belarus em 2020 e a pandemia de Covid na região.

Os registros feitos pelo fotógrafo em Mariupol, uma das cidades que mais foram alvo de ataques nos meses iniciais da guerra, serviu de argumento para as primeiras acusações de que a Rússia estaria cometendo crimes de guerra ao atacar civis.

A premiação global do World Press Photo também laureou outros três trabalhos. Na categoria de projeto de longo prazo, venceu Anush Babajanyan, da Armênia, com um trabalho que registra a forma como a população da Ásia Central se adaptou às dificuldades de acesso a água deixadas por políticas da União Soviética e pela emergência climática.

Já na categoria de história do ano, o vencedor foi Mads Nissen, da Dinamarca, com um projeto que retrata o Afeganistão após o retorno do regime fundamentalista do Talibã ao poder. Por último, na categoria de formato aberto, Mohamed Mahdy foi premiado com um trabalho de preservação da memória de uma vila de pescadores no Egito.

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Biólogos flagram onça-preta em Goiás

Câmeras instaladas em área de preservação de Planaltina de Goiás, no Entorno do Distrito Federal registram a presença dos animais, um tipo de onça-pintada

Modificado em 20/09/2024, 00:25

Onça flagrada em monitoramento é sinal de equilíbrio na cadeia alimentar da região

Onça flagrada em monitoramento é sinal de equilíbrio na cadeia alimentar da região (Projeto Brasília é o Bicho)

Em média, de dois em dois meses, biólogos do projeto Brasília é o Bicho, flagram a movimentação de onças no município de Planaltina de Goiás, no Entorno do Distrito Federal. Cada vez que isso acontece os biólogos comemoram porque sabem que a espécie, com grande risco de extinção nas Américas, sobrevive numa região muito próxima de ambientes altamente adensados. Foi o que ocorreu no domingo (24) quando Planaltina, o nome dado a uma onça melânica, um felídeo preto, voltou a circular diante de uma câmera instalada pelos pesquisadores em 2015.

"Um ano depois que instalamos a câmera, registramos um macho, que batizamos de Barranqueiro. De lá para cá flagramos cinco indivíduos, mas alguns estão desaparecidos. Não sabemos se mudaram de território, se foram mortos por caçadores ou se foram atropelados", afirma o biólogo Rands Sanginez Zebalos. O projeto Brasília é o Bicho vem fazendo importantes registros de espécies do Cerrado, tanto na área da capital federal, quanto nos municípios adjacentes. Em Planaltina de Goiás, os biólogos monitoram uma região que integra a Área de Proteção Ambiental (APA) do Planalto Central, que não é de proteção integral.

"Estamos conseguindo acompanhar um pouco da vida desses animais. E isso significa que a região oferece condições mínimas para manter um animal de grande porte como a onça pintada ou, nesse caso a onça melânica, a conhecida onça preta." Na verdade, elas são da mesma espécie, com a diferença que a preta sofre uma mutação genética conhecida como melanismo, que torna sua pelagem escura. Barranqueiro e Planaltina, o casal que tem sido registrado pela câmera do projeto brasiliense, é formado por onças pretas. Segundo Rands, apenas 9% das onças são melânicas, daí a importância dos registros. "É um privilégio flagrar um indivíduo desses."

Rands Zebalos não detalha a região onde essa população de onças vem sendo monitorada para evitar a caça predatória. Ele explica que por não ser uma área totalmente protegida, há fazendas que mantêm criações de gado, de cabras e de porcos. "As pessoas acham que é a onça que está no lugar errado gerando o conflito, mas não é assim. Ela está no lugar correto." A atuação dos biólogos envolve também educação ambiental junto aos proprietários rurais. Eles mostram que o felídeo funciona como um "guarda-chuva", mantendo uma série de outros animais na natureza.

"A gente chama a onça de animal guarda-chuva. Para ela estar ali a cadeia alimentar está funcionando direitinho. O principal alimento dela é o porco do mato, o caititu ou a queixada. Se eles não existirem, ela vai atacar animais de criação, caso sinta fome." Não há registros de ataques a animais domésticos ou de criação na região onde o projeto Brasília é o Bicho vem monitorando a população de onças. Ao contrário, moradores relatam encontros com os animais e já sabem como se proteger.

Rands Zebalos atribui a presença das onças nesta área de Planaltina de Goiás ao tipo de relevo, que é irregular, com serras, o que dificulta o acesso. "Provavelmente foi isso que manteve esta região preservada." O trabalho desenvolvido pelos biólogos traz informações relevantes que são repassadas ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). "Nossa expectativa é que sejam criadas medidas para preservar a espécie, como corredores ecológicos e unidades de proteção."

A mesma câmera flagrou desde o início do monitoramento uma onça-pintada e quatro pretas. Em 2018, a fêmea batizada de Calyandra, desfilou por ali com seu filhote de quatro meses. Barranqueiro, assim nomeado pelos biólogos por se locomover usando trilhas em matas e barrancos para fugir do combate com outro macho de onça-pintada, foi flagrado em fevereiro deste ano. Planaltina já tinha sido flagrada em 2018.

Felino é o maior das Américas e o terceiro maior do mundo

A onça-pintada é o maior felino das Américas e o terceiro maior do mundo, depois do tigre e do leão, podendo medir até dois metros de comprimento e pesar até 150 quilos. É um animal em risco de extinção no continente. Nos Estados Unidos já desapareceu, no México raramente é encontrado. O maior problema é exatamente o conflito com o homem. No Brasil, onde sua presença é maior, sumiu da Mata Atlântica e da região Sul. O felídeo ainda resiste, em maior número, na Amazônia e no Pantanal e em algumas áreas do Cerrado, daí a importância dos flagrantes feitos tão perto de Brasília. Ela é classificada pela União Internacional para Conservação da Natureza e pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) como espécie vulnerável. No Livro Vermelho da Fauna Brasileira ela também aparece como "vulnerável" e "quase ameaçada".