Basta olhar para o horizonte por um minuto para avistar uma ave sobrevoando ou empoleirada em algum ponto de Goiânia. Presença constante na paisagem urbana, esses animais enfrentam uma rotina silenciosa de ameaças: retirada de árvores; redução de áreas verdes; acidentes com lixo descartado irregularmente; poluição sonora e luminosa; ataques de animais domésticos. Esses são alguns dos principais riscos – cada vez mais frequentes – pelos quais passam os pássaros. Na capital, não há um inventário atualizado de todas as espécies por parte da Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma), o que impede a definição do número total registrado. O último levantamento ornitológico no município foi realizado entre 1955 e 1986 pelo especialista José Hidasi, que identificou 245 espécies, distribuídas em 18 ordens e 52 famílias – categorias biológicas que agrupam as aves por parentesco e características. Em escala global, o IOC World Bird List registra ao menos 44 ordens e 256 famílias.