Os locais em Goiânia que foram atingidos pela contaminação radiológica devido ao acidente com o Césio-137 passaram por transformações ao longo dos quase 40 anos desde o ocorrido. Porém, ainda preservam vestígios físicos e simbólicos da tragédia que marcou a história do País. O tema voltou a ganhar repercussão após o lançamento da minissérie Emergência Radioativa, da Netflix, sobre o caso e também com conteúdos publicados nas redes sociais, como o da comunicadora Isa Bosco, que percorreu pontos importantes do acidente e mostrou como esses espaços estão atualmente. O acidente teve início em 13 de setembro de 1987, quando dois catadores retiraram um aparelho de radioterapia de uma clínica abandonada, o antigo Instituto Goiano de Radioterapia (IGR). Hoje, o local abriga o Centro de Convenções de Goiânia. Apesar da mudança na estrutura, o espaço é reconhecido como o ponto inicial da tragédia. Após a retirada do equipamento, o material foi levado a um ferro-velho no Setor Aeroporto, onde a cápsula foi aberta e o conteúdo radioativo começou a se espalhar.