O Ministério Público de Santa Catarina instaurou um inquérito para apurar a conduta do delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel, em relação ao caso da morte do cão Orelha. O pedido foi feito pela 40ª Promotoria de Justiça da Comarca de Florianópolis, responsável pelo controle externo da atividade policial, na última sexta-feira (13). O órgão vai investigar se Ulisses cometeu abuso de autoridade, vazamento de informações sigilosas do inquérito e improbidade administrativa. Ulisses tem prazo de 15 dias, a partir da instauração do inquérito, para se manifestar sobre o procedimento e as considerações jurídicas apresentadas. A reportagem entrou em contato com a defesa de Ulisses por telefone, mas não recebeu resposta até a publicação da matéria. Em nota, a Polícia Civil de Santa Catarina disse que as investigações transcorreram "com respeito institucional irrestrito à autonomia desses profissionais e sem indicativo de ingerência técnico-administrativa de qualquer outra autoridade policial dos quadros da instituição".