A Polícia Civil iniciou a Operação Fluxo Oculto para investigar um suposto esquema que teria desviado aproximadamente R$ 2,5 milhões por meio de fraudes em contratos envolvendo a venda de soja e outras transações. A investigação ocorre no Tocantins e no Maranhão e apura crimes de falsificação de documento particular, estelionato e lavagem de capitais. A apuração começou após denúncia formal feita por uma indústria do agronegócio que atua no setor de commodities agrícolas. A empresa relatou negociações e instrumentos contratuais supostamente firmados em seu nome, sem legitimidade, o que teria resultado em pagamentos indevidos e prejuízo financeiro relevante. Segundo indícios reunidos pela polícia, o suposto esquema teria sido estruturado por um ex-representante comercial de 35 anos ligado às tratativas com produtores rurais e por uma advogada de 30 anos. A investigação aponta o uso de documentos com assinaturas contestadas, comunicações eletrônicas simuladas e estratégias de dissimulação patrimonial para viabilizar o desvio de recursos.