A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) apontam suspeitas de desvios de R$ 38,2 milhões de recursos públicos em esquemas de organizações sociais (OSs) da saúde em Goiás em meio à pandemia da Covid-19, em 2020 a 2021. Duas operações foram deflagradas ontem e tiveram como alvos a Associação de Gestão, Inovação e Resultados em Saúde (Agir), pela gestão do Hospital de Campanha de Goiânia (HCamp), do Estado, e Instituto Brasileiro de Gestão Hospitalar (IBGH), pelo período que administrou o Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia (HMAP). Agentes da PF e da CGU cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços de 46 pessoas ou empresas, incluindo as duas OSs, e prendeu preventivamente três empresários: Hilton Rinaldo Salles Piccelli, Rudson Teodoro da Silva, ambos da Mediall Brasil, e Otávio Guimarães Favoreto, da Lifecare, que também teria ligações com o grupo. O presidente da Mediall, Roberto Leandro de Carvalho Garcia, foi preso no fim da tarde em Macapá, capital do Amapá, segundo a TV Anhanguera.