A Prefeitura de Goiânia planeja lançar, ainda neste ano, os editais de licitação de quatro unidades de pronto atendimento (UPAs). Três delas correspondem à construção de novos prédios que irão substituir unidades de urgência já existentes, atualmente em más condições. A quarta prevê a retomada e a conclusão das obras da UPA Guanabara, que hoje se encontra abandonada. O jornal O Popular mostrou no sábado (18) que usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) em Goiânia que precisam de atendimento de urgência se deparam com unidades em condições precárias, superlotação — com pacientes aguardando atendimento em pé — e uma verdadeira via-crúcis por diferentes locais para realizar exames simples, como raio X e hemograma. Na ocasião, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) defendeu que a superlotação tem explicação multifatorial, que combina desde a sazonalidade de doenças, com o avanço da gripe, até um problema crônico relacionado à infraestrutura das unidades de saúde. “É uma rede de 1980, 1990. Unidades ultrapassadas, que não dão conta da capacidade atual”, esclareceu Frank Cardoso, assessor técnico da secretaria.