Geral

Pais se desafiam na internet a jogarem queijo em seus filhos; entenda

Há quem ache engraçado, há quem ache desrespeitoso. Veja alguns dos vídeos

Modificado em 25/09/2024, 00:24

(Reprodução)

Que na internet a gente pode encontrar uma quantidade infindável de informações úteis e muito conhecimento, nós já sabemos - mas, na mesma quantidade, encontramos modas e "desafios" feitos só para diversão dos que participam. Esse é o caso do "cheese challenge", que, traduzido, significa desafio do queijo, e consiste em pais postarem vídeos atirando fatias de queijo em seus filhos.

Não, você não leu errado: segundo o jornal Mirror, a febre começou quando um homem publicou um vídeo de uma pessoa jogando uma fatia de queijo no rosto do filho (não se sabe se o dele próprio). A partir daí, a onda pegou. O Twitter foi inundado de vídeos de pessoas atirando queijo em crianças - em sua maioria, bebês.

Há quem ache engraçado, há quem ache desrespeitoso. Veja alguns dos vídeos:

The new Cheese slice challenge, works well with kids and OAP's pic.twitter.com/psIvMwz6Wt --- Spex (@spexyone) 3 de março de 2019

Here is one of my baby really not enjoying this new cheese challenge thing. I regret ever deciding to be a part of it. pic.twitter.com/ZDGSOAIv0Q --- Austin R Wallace (@OneRowdyGent) 3 de março de 2019

So the cheese challenge was definitely a fail for Maxon. He is 100% all his dad #cheesechallenge pic.twitter.com/8L7TMWT5BZ --- Kat Chapa (@KatChapa) 3 de março de 2019

#cheesechallenge pic.twitter.com/AqLtwKy0GH --- Patiño (@dfelipept) 3 de março de 2019

IcMagazine

Famosos

Quem é o pedreiro que aparece em vídeo com Leonardo?

Cantor Fredd Costa divide seu tempo entre apresentações em bares de Goiânia e o trabalho na construção civil

Modificado em 17/09/2024, 16:12

Quem é o pedreiro que aparece em vídeo com Leonardo?

(Divulgação)

Nos últimos dias a internet ganhou de presente mais um meme com um vídeo do cantor Leonardo fazendo segunda voz ao lado de um pedreiro. As brincadeiras foram do tipo: "Polliana foi ver porque a obra tá demorando...". A situação era o que parecia, ou quase. O novato cantor, Fredd Costa, de 38 anos, é realmente pedreiro, mas a obra não é da esposa do Leonardo. Ela é uma casa do condomínio Talismã, negócio imobiliário que leva assinatura dele, onde ele esteve na última semana.

Mais que vistoriar o negócio, Leonardo também checou o talento de Genilson Higino, mineiro de Divino, Minas Gerais, que, acreditando no sonho de se tornar um cantor reconhecido, veio para Goiânia no final do ano de 2023 com o objetivo de conhecer o veterano e mostrar suas composições. "Eu sabia que se tivesse a oportunidade, minha música seria um estouro", declara Fredd Costa, nome artístico adotado pelo pedreiro.

O plano foi traçado há algum tempo. Já dominando o ofício na construção civil na cidade natal, ele pediu trabalho para o mestre de obras que atua no condomínio em Guapó, e veio com cara e coragem, acreditando que um dia, Leonardo iria aparecer. "E não é que aconteceu rápido!. Lá na obra sempre tem uma resenha e meu violão estava sempre preparado. Quando o patrão falou: o Leonardo tá aí, você ta pronto? eu disse: nasci pronto rapaz".

O vídeo com a canção Fratura Exposta já rendeu mais de 1 milhão de visualizações em um perfil do Tik Tok. Surfando na onda dos memes, Fredd espera que a internet seja uma propulsora do seu trabalho. "O Leonardo sempre foi minha grande fonte de inspiração e vou aproveitar esse momento para mostrar minha voz".

IcMagazine

Famosos

Menino viraliza ao dançar música 'Pula Pipoquinha' após pedir para Alexa tocar a canção; veja vídeo

Mãe relata que filho frequentemente costuma conversar com a inteligência artificial

Modificado em 20/09/2024, 03:50

Nunca é cedo demais para demonstrar a paixão pela música, certo? Enrico Moura, de 3 anos, viralizou na web ao dançar a canção "Pula Pipoquinha" após pedir para a Alexa tocá-la, em Goiânia. O vídeo gravado pela mãe conta com mais de 18 milhões de visualizações no aplicativo TikTok.

"Alexa, põe a música da picoquinha ", pede Enrico bem rápido, duas vezes. A assistente virtual quase imediatamente responde ao comando de voz: "Tocando a música Pula Pipoquinha, de Bob Zoom, no Spotify". Em seguida, a criança começa a dançar.

A mãe de Enrico, a corretora Sami Moura, conta que costuma gravar vídeos do filho com frequência, mas se surpreendeu com o alcance da publicação e a quantidade de comentários. Ela postou o vídeo no dia 24 de julho. No início de agosto, já tinha se tornado viral.

"Com certeza não tinha a intenção de viralizar. Eu como qualquer outra mãe tenho muito hábito de filmar tudo que ele faz, a gente vai gravando cada passo. Acabou que eu postei essa parte e do nada, literalmente do nada, o vídeo viralizou. Eu fiquei em êxtase, em choque, surpresa positivamente", relata.

Famosos

Famosos como Jojo Todynho, Lucas Lucco e outras conhecidas personalidades interagiram com o post, que acabou indo parar em várias páginas de entretenimento. Sami Moura detalha que comprou a Alexa recentemente. A inteligência artificial serviu de companhia para os dois durante um período de isolamento em decorrência da Covid-19.

"A partir do momento em que o Enrico descobriu como a Alexa funciona, ele não parou mais. Ele pede música da pipoquinha, pede para contar historinha. eles estão conversando sempre. Não pararam mais. São super amigos agora", afirma."O mais legal é que juntamente com a visibilidade a gente está recebendo muito carinho todos os dias também", completa.

Diversos famosos interagiram com o vídeo viral de Enrico

Diversos famosos interagiram com o vídeo viral de Enrico (Arquivo pessoal)

Diversos famosos interagiram com o vídeo viral de Enrico

Diversos famosos interagiram com o vídeo viral de Enrico (Arquivo pessoal)

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Famosos

Educador físico viraliza na web ao se passar por cantores sertanejos durante corridas por aplicativo

O humor e as histórias inventadas de improviso, assim como as reações dos motoristas de aplicativo que fazem parte da “Saga do Uber”, como as postagens são chamadas, fazem sucesso na internet

Modificado em 20/09/2024, 04:03

Depois que começou a gravar vídeos se passando por artistas e famosos da internet para postar em suas redes sociais, o educador físico Júlio Divacci, de 28 anos, não para de ganhar seguidores. O humor e as histórias inventadas de improviso, assim como as reações dos motoristas de aplicativo que fazem parte da "Saga do Uber", como as postagens são chamadas, estão fazendo sucesso e já alcançaram os próprios artistas que são imitados durante viagens em Goiânia. Os cantores Murilo Huff e Thierry, por exemplo, sempre comentam as postagens.

O vídeo mais famoso é o que Júlio se passa pelo cantor Gusttavo Lima. O personal pede que o motorista feche os vidros do carro para que ele grave uma live. O motorista fica em dúvida sobre a identidade, olha pelo retrovisor enquanto Júlio grava e tenta disfarçar para confirmar a identidade de quem está no banco traseiro do carro. Júlio criou uma conta no Tik Tok há dois meses por incentivo da esposa, Caroline Divacci, e já tinha mais de 80 mil seguidores na tarde deste domingo (7). No Instagram, 50,5 mil. E os números não param de crescer.

Há dez anos, quando o então estudante de 18 anos chegou a Goiânia com R$ 200 reais no bolso, um ventilador incompatível com a rede de energia da cidade e muitos sonhos na mala, ele não imaginava se tornar um famoso da internet. Vindo do Pará em busca de estudos e de trabalho, ele afirma que passou muitas dificuldades e quer aproveitar o momento. "Eu não comecei a gravar esses vídeos com propósito específico, foi pelo humor, pela brincadeira." Mas com o crescimento dos seguidores, ele já pensa em conciliar os benefícios da fama repentina com seu trabalho de personal. Ele prefere dizer que não quer pensar em como será o futuro, mas que vai aproveitar o momento, sem deixar sua profissão de lado.

Aproveitando o momento

No último sábado ele participou de um trabalho de divulgação em um camelódromo da capital. Com muito humor, ele contou a saga de fazer "publis" na internet. "Eu estou aproveitando. A gente faz um plano, mas a vida vem e te mostra outro caminho, outras possibilidades." E ele destaca outro incentivo para continuar com suas gravações de humor. Ele chegou a se emocionar em postagens nos stories do Instagram quando falou da repercussão e retorno que tem percebido. "Tem gente que vem agradecer, falar que consegui levar um sorriso em um momento difícil. Isso é muito gratificante."

Júlio Divacci conta que já está preparando a segunda parte da "Saga do Uber" com Gusttavo Lima novamente. "As pessoas me mandam mensagens pedindo outra, querendo mais postagens. Tem gente que agradece pela risada, pela alegria. Isso não tem preço. Penso em continuar fazendo para continuar alegrando." Ele diz que tudo começou quando entrou em um carro no mês de maio quando fez muito frio. Com a câmera ligada, conversou com a motorista falando que só não era mais frio do que na Europa, onde já havia morado, e passou a inventar histórias engraçadas.

Além dessa, ele passou a gravar várias histórias. A esposa achou engraçado e postou no perfil do Tik Tok dela. Com a repercussão, ela sugeriu que ele fizesse uma conta e passasse a gravar os vídeos. Isso não foi difícil pra ele. Ele é personal trainner e é o cliente quem chama o Uber para que ele vá dar aula. "No caminho de ida e de volta ele aproveita para se passar pelos famosos. No dia em que se passou pelo cantor Thierry, o motorista chegou a pedir foto com Júlio. "É divertido, tem gente que entra na onda, outros ficam mais quietos, mas tem sido divertido."

Gravação de música

Ele lembra que em uma viagem que fez para Três Ranchos chamou um carro e o motorista era muito animado. "Eu disse que era famoso da internet, que uma música minha tinha mais de 28 milhões de visualizações. Pedi que ele me desse uma força e gravasse comigo o refrão. Eu inventei na hora e ele aprendeu. O cara gravou comigo e foi muito divertido." Ele adianta que está marcado para esta semana a gravação da música de verdade. E ele nunca foi cantor. "Eu só canto no chuveiro, mas a música será gravada."

Ele também já se passou por lutados de MMA e simulou que lutaria com Thiago Marreta, lutador do meio-pesado do UFC. "No final eu desminto, falo da brincadeira." Ele conta que a repercussão está tão grande que já recebeu mensagens de pessoas de outros estados. Na manhã deste domingo (7), enquanto treinava na academia, um amigo recebeu o link de um dos vídeos de Júlio. "Estou muito feliz com tudo isso e espero corresponder ao que as pessoas esperam."

Dono de um humor constante, ele agradece, especialmente, à esposa. Eles estão juntos desde que Júlio chegou a Goiânia. "Eu cheguei a dormir na rua, entregava panfleto para comprar comida. Consegui um emprego de faxineiro em uma academia e mentia pra ela que era o gerente." Quando contou a verdade, pensou que ela fosse ficar com raiva, mas ela disse que o amava de todo jeito. Eles nunca se separaram. O casal tem um filho de seis anos.

Famosos

Júlio escolheu Goiânia para morar porque sempre gostou de sertanejo. "As pessoas diziam que era bom lugar para morar, trabalhar. E eu gostava de sertanejo, então era a cidade certa." Quando foi chamado para ser faxineiro na academia do Marcos Leandro da Silva, mais conhecido como Marcão, ele ficou animado. E no seu primeiro dia de trabalho, o cantor Gusttavo Lima foi treinar no local de noite. "Quando ele chegou, fiquei de longe. Eu queria ir lá, mas era meu primeiro dia. Mas no final do treino, ele veio e me cumprimentou. Foi emocionante."

De lá pra cá, ele encontrou o cantor, de quem é fã, outras vezes na academia. Marcão treinava vários famosos e Júlio conheceu e treinou outros cantores como Naiara Azevedo, Felipe Araújo, Jefferson Morais, George Henrique e Rodrigo, entre outros. Marcão morreu aos 46 anos, em 2021, após uma parada cardiorrespiratória. Júlio diz que o ex-patrão foi como um pai. "Ele me acolheu, me ajudou quando me formei, me deu oportunidade. Sem ele, não teria chegado onde cheguei."

Júlio Divatti já encontrou o cantor Gusttavo Lima

Júlio Divatti já encontrou o cantor Gusttavo Lima (Arquivo pessoal)

Júlio Divatti já encontrou o cantor Gusttavo Lima

Júlio Divatti já encontrou o cantor Gusttavo Lima (Arquivo pessoal)

Geral

Convencer mais americanos a se vacinarem será principal desafio de Biden, diz acadêmico

No dia 30 de maio 143 milhões de americanos haviam tomado ao menos a primeira dose, sendo somente 100 milhões (30% da população) estavam completamente vacinados

Modificado em 21/09/2024, 01:08

Joe Biden

Joe Biden (Reprodução/Instagram)

A aceleração da vacinação contra a Covid nos EUA foi um grande trunfo de Joe Biden no início de sua Presidência, mas agora o desafio será convencer mais pessoas a se vacinarem, avalia Jonathan Hanson, professor de ciência política na Universidade de Michigan.

"Estamos chegando ao ponto no qual a questão não será a falta de vacinas, mas a de convencer as pessoas a se vacinarem. Um grande segmento da população ainda está cético sobre isso", diz ele.

Desde meados de abril, os Estados Unidos disponibilizam o imunizantes a todos com mais de 16 anos. Nesta sexta-feira (30), 143 milhões de americanos haviam tomado ao menos a primeira dose, sendo que 100 milhões (30% da população) estavam completamente vacinados.

Hanson, 50, é doutor em ciência política pela Universidade de Michigan, onde pesquisa, a partir de estatísticas, como as decisões políticas geram efeitos na sociedade. Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, ele fez uma análise do início do governo Biden, em áreas como política interna, diplomacia e imigração.

PERGUNTA - Quais foram as principais conquistas de Biden até agora?

JONATHAN HANSON - Seu governo tem sido muito eficaz ao acelerar a distribuição das vacinas da Covid. Ele elevou a meta e propôs atingir 200 milhões de doses aplicadas antes de cem dias de governo, e ela foi alcançada uma semana antes do previsto. Ao agir muito mais rápido do que o esperado, ele colocou o país no caminho para um verão [que começa em junho nos EUA] e um outono muito mais próximos do normal.

A aprovação do plano de resgate de US$ 1,9 trilhão foi uma grande vitória legislativa. É esperado que esse pacote tenha sucesso em ajudar na recuperação econômica. Prioridades políticas dos democratas foram incluídas nele, como um aumento nos créditos de impostos para famílias com crianças, ajuda para a educação pública e subsídios ampliados para seguro-saúde, entregues por meio do chamado Obamacare.

E em que áreas ele não foi bem?

JH - O governo tem cometido alguns erros atípicos. Primeiro, anunciou que o número de refugiados a serem admitidos pelos Estados Unidos permaneceria no mesmo nível, muito baixo, estabelecido no governo Trump. Isso gerou críticas imediatas dos aliados do presidente no Congresso, e o governo aparentemente recuou.

Imigração permanece sendo um gatilho para mobilizar a base republicana, então é esperado que os oponentes de Biden vão aproveitar todas as oportunidades para chamar a atenção para o grande número de pessoas na fronteira. Essa é uma situação que o governo precisará gerenciar de forma competente ou terá um problema político.

Segundo, a administração foi lenta ao responder quando se tornou claro de que a Índia estava precisando desesperadamente de ajuda com uma explosão de casos de Covid, ao mesmo tempo em que os EUA estão "sentados" em milhões de doses de vacinas da AstraZeneca que não foram aprovadas para uso doméstico.

Qual será o principal desafio do governo nos próximos meses?

JH - Para deixar a pandemia para trás, temos de vacinar uma fatia maior da população. Estamos chegando ao ponto no qual a principal questão não será a falta de vacinas, mas a de convencer as pessoas a se vacinarem. As campanhas estão sendo feitas, mas um grande segmento da população ainda está cético sobre usar máscaras e se vacinar. O risco é que o vírus vai perdurar se não atingirmos o estágio de imunidade de rebanho.

Biden tem conseguido pacificar o país e reduzir o radicalismo interno?

JH - Biden mudou dramaticamente o tom vindo da Casa Branca. Esse é um contraste marcante com [o ex-presidente Donald] Trump, que fazia tudo girar ao redor de si mesmo e atiçava controvérsias continuamente, com tuítes incendiários e xingamentos. Biden é, de modo revigorante, insípido e entediante, e isso cria uma sensação de calma.

É muito cedo para dizer se essa mudança está curando as divisões na sociedade americana. Provavelmente, essas divisões não vão desaparecer por muitos anos. Elas são profundamente culturais e enraizadas no medo de mudanças demográficas na América, que tornarão os EUA um país formado majoritariamente por minorias em algumas décadas.

Os republicanos também descobriram ser muito difícil retratar Biden como um radical. As táticas que funcionaram tão bem para instigar sua base contra Barack Obama parecem fracassar contra Biden. O presidente tem avançado em medidas legislativas altamente populares, como o de resgate econômico e o plano de infraestrutura, e os republicanos decidiram lutar contra esses pacotes. Eles não superaram Trump, e isso pode afetá-los nos próximos anos.

O presidente tem buscado liderar as ações globais contra as mudanças climáticas. Como isso tem sido recebido na política americana?

JH - Essas ações eram muito esperadas e não parecem gerar uma reação significativa. A maioria dos americanos reconhece a realidade das mudanças climáticas e apoia que o país volte a se unir aos esforços globais para combatê-la. Aqueles que pediam por isso estão satisfeitos em ver progresso.

Biden tem procurado dar mais proeminência à vice, Kamala Harris. Na sua avaliação, ele tem conseguido?

JH - Biden tem dado oportunidades para a vice-presidente tomar a liderança em questões importantes. É difícil avaliar se isso tem tornado Harris mais proeminente, mas ao longo do tempo isso pode ajudar mais americanos a vê-la como pronta para assumir a Presidência.

O presidente tem subido o tom contra a Rússia e adotado um menos agressivo do que Trump com a China. Como avalia esses movimentos?

JH - A linha mais dura contra a Rússia era esperada, já que Trump deixava [o presidente russo Vladimir] Putin muito confortável. A situação na Ucrânia é um estopim em potencial, e é algo para acompanhar com cuidado. Putin está enfrentando uma oposição política doméstica significativa, o que aumenta o peso da situação.

Com a China, os EUA continuam a navegar por uma relação difícil. Os dois países têm laços econômicos fortes, e o poder crescente da China tem se tornado mais assertivo nos últimos anos. É também algo a se acompanhar de perto.

Como avalia a relação atual entre Brasil e EUA? Biden de fato deixou para trás a questão de que Bolsonaro era um fã de Trump?

JH - Ao contrário de Trump, conhecido por guardar rancor, Biden é pragmático. Ele é experiente em política externa e entende que você não precisa ter sempre uma relação olho no olho ao negociar com outros líderes.

RAIO-X

Jonathan Hanson, 50

Professor na escola de políticas públicas Gerald Ford, na Universidade de Michigan, onde fez doutorado em ciência política. É graduado em administração pública em Harvard e foi assistente legislativo e gerente de campanha do ex-senador democrata Tim Johnson, nos anos 1990.