Um pesquisa desenvolvida pelo geógrafo Yan Silva Vargas, para dissertação de mestrado, dentro do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal de Goiás (UFG), mostra que as áreas verdes em Goiânia são mais importantes para amenizar os efeitos do calor do que parece. Na capital, quando um parque se avizinha, a sensação é de que a temperatura muda para algo mais ameno, o que sugere o nome de “ilha de frescor”. Para coletar dados, Yan selecionou 12 áreas verdes que, só de superfície com calor amenizado por elas além de seus limites, formariam uma ilha de frescor que equivaleria a um bairro inteiro como o Jardim América – 6.230 milhões de metros quadrados (m²) –, na aferição realizada em setembro, mês mais quente do ano na cidade. O estudo, sob orientação do professor Manuel Eduardo Ferreira, do Instituto de Estudos Socioambientais (Iesa) da UFG, teve como questão principal tentar responder à pergunta: qual é a intensidade e a extensão espacial do resfriamento promovido pelos parques urbanos de Goiânia e quais características dos parques e da paisagem urbana influenciam esse efeito? Em outras palavras, até onde vai a “área de influência” da infraestrutura verde na redução da temperatura de seus arredores e como isso ocorre?