Pacientes que procuram centros de saúde em Goiânia encontram dificuldades para acessar insumos básicos, como produtos para um curativo. Foi o que ocorreu com o vigilante Paulo Henrique de Souza, de 37 anos, que levou quatro dias para conseguir uma troca de curativo no Distrito Sanitário Campinas-Centro, que abrange unidades de saúde na região. Mesmo com um braço quebrado e 15 pontos na barriga, ele teve o atendimento recusado em três centros de saúde do Distrito e só conseguiu auxílio na quarta unidade, após percorrer quase 14 quilômetros - mesmo debilitado. Paraense, Paulo Henrique se mudou para Goiânia em 2018 e desde então mora no Setor Leste Ferroviário. No dia 12 de agosto, sofreu um acidente de moto que resultou em seis dias internado no Hospital de Urgências de Goiás (Hugo), uma cirurgia e um atestado de 90 dias. Devido a uma crise financeira e ao alto custo dos remédios que precisa tomar, essa foi a primeira vez que Paulo ficou dependente da rede pública de saúde da capital. Sem dinheiro para comprar gaze e o soro fisiológico necessários para a troca diária dos curativos - recomendação médica -, ele recorreu aos postinhos.