Os edifícios residenciais ao longo dos corredores estruturantes de desenvolvimento nas áreas adensáveis – como as avenidas 85, 90, T-63 e outras – sem garagens, ainda não se tornaram viáveis para o mercado imobiliário, mesmo permitidos há mais de dois anos pelo Plano Diretor de Goiânia. A ideia de vender unidades habitacionais em condomínios verticais sem o espaço para os carros, com o argumento de uma melhoria para a mobilidade urbana, não é um desejo de moradores, mas já começa a agradar investidores. Empreendimentos com menor quantidade de vagas já estão sendo lançados na capital, sendo endereçados a quem quer ter um imóvel para investir em aluguel de curta estadia. Segundo a Secretaria Municipal de Eficiência (Sefic), até o momento, nenhum projeto foi aprovado utilizando o benefício de construir edificação sem garagem na capital. A Prefeitura observa que as edificações sem garagens em eixos de transporte ainda não foram “efetivamente adotadas pelo mercado imobiliário em seus novos projetos na capital”. “O legislador veio com essa ideia para uma cidade mais verde, com menos carros, existe a regra, mas as pesquisas de mercado apontam que ainda tem essa resistência de quem vai comprar. Já estão fazendo com menos vagas, mas com zero vagas acho que vai demorar, se é que vai ter”, afirma o presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi-GO), Felipe Melazzo.