Alvo de polêmicas e protestos por parte do funcionalismo público do município, a Prefeitura de Goiânia decidiu renovar o contrato com o Serviço Social da Indústria (Sesi) para cuidar das perícias médicas dos servidores. O valor a ser pago por exame é 5% menor do que o previsto no contrato assinado em abril do ano passado, caindo de R$ 9 milhões para R$ 8,56 milhões. A contratação do Sesi para as perícias médicas chegou a ser suspensa pela justiça por 27 dias no ano passado, mas, em fevereiro, a prefeitura comemorou uma economia estimada em R$ 35,5 milhões aos cofres públicos por causa da avaliação dos peritos aos pedidos feitos de licença. As perícias médicas simples, realizadas por um médico do trabalho e voltadas para a análise individual de qualquer atestado por motivo de incapacidade laboral, caíram de R$ 315 para R$ 299,25. Já as complexas, que envolvem um médico do trabalho e um psiquiatra e são destinadas a avaliar atestados por motivo de incapacidade laboral associada a transtornos mentais, passaram de R$ 556 para R$ 528,20. Ao todo, na prorrogação do contrato, estão previstos até 18 mil exames simples e 6 mil complexos, a mesma quantidade do acordo original. Em fevereiro, o prefeito Sandro Mabel anunciou que em 10 meses o Sesi tinha feito 12.934 atendimentos periciais.