O empresário goiano Adair Antônio de Freitas Meira, de 63 anos, presidente da Fundação Pró-Cerrado e fundador do Sistema Sagres de Comunicação, é suspeito de lavar milhões de reais por meio de entidades e empresas em seu nome ou ligadas a ele e uma fintech da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele foi preso na segunda-feira durante uma operação da Polícia Civil de São Paulo que investiga a lavagem de dinheiro do tráfico de drogas por meio de contratos públicos para o PCC. Relatório policial que embasou a decisão judicial cita seis entidades e/ou empresas que seriam controladas por Adair, entre elas a Fundação Pró-Cerrado, que aparece como presidente, e a Fundação Sagres, que não está em nome dele no registro do Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ). Na decisão que embasou a operação, são citadas movimentações financeiras supostamente em nome de Adair ou de alguma entidade ligada a ele que somam R$ 34 milhões.