Há pelo menos três meses, o Pronto-Socorro Psiquiátrico Wassily Chuc, da rede municipal de saúde em Goiânia, passa por problemas crônicos, que vão da insuficiência de leitos e de profissionais de enfermagem à dificuldade em encaminhar pacientes internados para tratamento, sendo que três deles já são considerados “moradores” no hospital, conforme atestam vistorias feitas pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) desde julho. Paralelo a isso, existe a promessa de construção de uma nova unidade para o pronto socorro, que foi dita ao jornal em maio e confirmada à Justiça em julho, porém sem que houvesse algum avanço publicizado desde então. Uma audiência foi marcada pelo Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) para 4 de novembro após a elaboração de três relatórios pela SMS confirmando a dificuldade da pasta em resolver estes pontos. Ofício encaminhado em 23 de setembro à direção do pronto-socorro e à secretaria pelo promotor Marcus Antônio Ferreira Alves, da 87ª Promotoria de Justiça da comarca de Goiânia, agendando a reunião, indica que a situação crítica da unidade vem se arrastando desde pelo menos 2023, quando foi protocolada uma ação civil pública pelo MP-GO cobrando melhorias na estrutura do imóvel, e 2024, quando começaram os relatórios apontando as demais irregularidades.