Nas últimas semanas, o Hospital da Mulher e Maternidade Dona Iris registra ocupação acima de 90%, com o crescimento da demanda por atendimentos no pronto-socorro. O aumento tem sido impulsionado pela saída de médicos do Hospital Municipal da Mulher e Maternidade Célia Câmara, cuja recepção estava praticamente vazia ontem. Os profissionais estão desde janeiro sem receber salários. Na terça (3), os médicos decidiram em assembleia que vão paralisar o atendimento na Maternidade Célia Câmara por 48 horas, a partir das 7 horas de segunda-feira (9), até às 7 horas da manhã de quarta-feira (11). A informação foi divulgada pelo Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás (Simego). Segundo o sindicato, a decisão foi tomada porque a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Goiânia e a Organização Social (OS) Sociedade Beneficente São José, que cuidam da gestão do hospital, não atenderam às reivindicações dos médicos. A principal queixa dos profissionais é quanto ao pagamento dos salários de janeiro e fevereiro. Mas também reclamam da falta de recursos humanos e materiais para o atendimento da população.