Um recurso contra a decisão judicial que liberou a prefeitura de Goiânia para enviar chorume – um líquido altamente poluente resultante da decomposição de resíduos orgânicos – produzido no aterro sanitário para a estação de tratamento de esgoto (ETE) da Saneamento de Goiás (Saneago), no Setor Goiânia 2, às margens do Rio Meia Ponte, foi interposto pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad). A pasta argumenta que a ETE não tem licença nem estrutura para dar a destinação adequada ao material tóxico, também chamado de lixiviado. O registro de interligação das lagoas de contenção de chorume ao sistema de esgoto foi fechado em 4 de dezembro, 30 dias após a Semad ter notificado a Saneago para que interrompesse o recebimento do efluente. Na última sexta-feira (2), o juiz plantonista Eduardo Walmory Sanches acatou um pedido feito pela prefeitura e autorizou a reabertura do registro por 120 dias para que se concluísse o processo de transição do tratamento do material. A administração municipal argumenta que o prazo dado pela Semad foi muito curto e representava risco ambiental e sanitário.