O metano produzido pelo Aterro Sanitário de Goiânia pode ser transformado em energia elétrica. A produção vai ser usada como pagamento para a empresa sul-coreana Sejin G&E, que será responsável pela infraestrutura, equipamentos, operação e instalação industrial. A contrapartida da empresa é a exploração da energia elétrica gerada e a comercialização dos créditos de carbono – como a Coreia do Sul tem compromissos internacionais de redução de emissões, empresas coreanas compram créditos de carbono para compensação. Na última semana, os engenheiros concluíram a montagem de uma estrutura de monitoramento em escala real, com 12 poços de coleta de gás interligados por tubulações subterrâneas. A rede está conectada a uma estação equipada com soprador e analisadores, que medem o fluxo e a composição do biogás principalmente metano (CH4), dióxido de carbono (CO2) e oxigênio (O2). O sistema permanece em operação por dez dias para levantar dados que vão embasar o relatório técnico previsto para janeiro. Até agora, todo o estudo de viabilidade foi custeado integralmente pela empresa coreana, sem qualquer gasto para a Prefeitura de Goiânia.