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Duda Beat testa ritmos diferentes em novo álbum

Com 11 faixas, todas assinadas pela pernambucana, o disco ainda traz algumas letras do pop-sofrência característico da cantora, mas experimenta novos sentimentos

Modificado em 21/09/2024, 01:02

Duda Beat testa ritmos diferentes em novo álbum

(Divulgação / Revista Glamour)

Madura, sóbria e por vezes debochada. É assim que Duda Beat, de 33 anos, se descreve em seu segundo álbum de estúdio, Te Amo Lá Fora. "A narrativa ainda é a mesma do primeiro álbum. Mas antes eu era mais romântica e iludida. Agora estou mais pé no chão", conta.

Com 11 faixas, todas assinadas pela pernambucana, o disco ainda traz algumas letras do pop-sofrência característico da cantora, mas experimenta novos sentimentos e ritmos. O primeiro single, Meu Pisêro, por exemplo, teve seus arranjos criados antes da letra, para honrar o ritmo dançante e nordestino chamado piseiro, com o qual ela cresceu.

A loira explica, que o novo trabalhou surgiu na pandemia da Covid-19: "Confesso que tive momentos de muita tristeza, porque o mundo passa por uma situação muito difícil e o Brasil ainda mais, com a pandemia da Covid-19. Com o passar do tempo, me perguntava se o álbum seria suficiente, tamanha a dor no mundo. O que me motivou a seguir compondo foi a tentativa de alegrar as pessoas com a música".

(Divulgação / Revista Glamour)

(Ivan Erick Menezes)

(Gabriela Schmdt)

(Caique Silva)

(Ana Alexandrino)

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Nicki Minaj anuncia que novo álbum está chegando

Modificado em 21/09/2024, 00:57

Nicki Minaj anuncia que novo álbum está chegando

(Divulgação / Vogue)

Aos 38 anos, Nicki Minaj usou as suas redes sociais para agradecer aos fãs pelo sucesso orgânico da mixtape Beam Me Up Scotty, projeto originalmente lançado em 2009, mas que foi relançado pela rapper nas plataformas no dia 14 de maio. Em sua postagem, a artista que nasceu em Trinidad e Tobago e se naturalizou norte-americana, aproveitou para dizer que o seu próximo álbum inédito será lançado em breve.

"Eu amo muito vocês. Obrigada. Mal posso esperar para compartilhar meu álbum com vocês em breve", escreveu a rapper.

Ela reiterou que a mixtape não tinha os atributos de divulgação necessários para alcançar os números que alcançou. A canção estreou em segundo lugar na parada de álbuns da Billboard, a melhor posição de uma mixtape de uma rapper feminina.

"BeamMeUpScotty não tem clipe (que é sempre o maior incentivo para mulheres, inclusive eu), nenhuma rádio, poucas playlists por ser um lançamento surpresa, nenhum desafio de TikTok (que se tornou extremamente útil para todos os artistas, adoro o aplicativo), nenhum produto para vinculas às vendas... Tenho os melhores fãs do mundo, que continuam comigo 12 anos depois", agradeceu Minaj.

(Divulgação / Vogue)

(Divulgação / Vogue)

(Divulgação / Vogue)

(Sanchez Zalba)

(Divulgação / Vogue)

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Majur celebra origens e motiva pessoas a serem elas mesmas em 1º álbum

Depois de singles esporádicos, Majur lançou em 2018 o EP Colorir e, em 2019, fez uma participação em Amarelo de Emicida, junto a Pabllo Vittar

Modificado em 21/09/2024, 01:07

Majur celebra origens e motiva pessoas a serem elas mesmas em 1º álbum

(Reprodução / Instagram)

Aos 25 anos, Majur, diz que o seu primeiro álbum Ojunifé, nasceu após uma transformação espiritual. "Passei por um renascimento, e Ojunifé sou eu agora", conta a cantora soteropolitana. "Na tradução do ioruba ele significa 'olhos do amor', e é o que faço nesse disco: contar sobre o cotidiano, força, motivação e amor", explica.

Foram precisos dois anos para amadurecer a ideia do álbum. Depois de singles esporádicos, Majur lançou em 2018 o EP Colorir e, em 2019, fez uma participação em Amarelo de Emicida, junto a Pabllo Vittar.

Foi só então que ela entrou em um processo de produção no Rio de Janeiro, com auxílio de seus padrinhos Caetano Veloso e Paula Lavigne. Neste sentido, o cenário pandêmico a ajudou por causa do isolamento e introspecção.

"Foi o tempo exato para a descoberta de quem eu era. Vim me questionando, tentando encontrar nomenclaturas, um gênero em que eu conseguisse me encontrar", conta a artista trans. "Sou uma mulher trans, negra e periférica ocupando esse lugar. Isso não aconteceria anos atrás; é uma revolução. Há muitas pessoas que precisam de uma motivação para serem elas mesmas e, se posso ser essa motivação, que eu seja", reforça.

(Reprodução / Instagram)

(The Body Shop Brasil)

(Vinícius Moreira)

(Guilherme Nabhan)

(Divulgação / Schon Magazine)

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Sem rótulos, Bebe Rexha lança novo álbum

A loira abriu o coração à revista Gay Times e falou sobre sua sexualidade

Modificado em 21/09/2024, 01:02

Sem rótulos, Bebe Rexha lança novo álbum

(Divulgação / Revista Bazaar Harper)

Prestes a lançar o novo álbum Better Mistakes, nesta sexta-feira (07), Bebe Rexha quer que o público LGBTQI+ se sinta representado pelas músicas. A loira abriu o coração à revista Gay Times e falou sobre sua sexualidade. "Eu tento manter essa coisa pessoal para mim. Mas me considero fluida. Até encontrar a pessoa certa, não posso simplesmente dizer o que sou. Eu só quero encontrar alguém que eu ame e que me ame, e eu não importa se for um menino ou uma menina", explicou.

A cantora garante que já passou por várias fases e sempre foi uma boa experiência. "O que eu acredito sobre a sexualidade é isso: é uma escala", diz. Ela conta que entende por que algumas pessoas preferem se rotular como "gays", "bi" ou "heterossexuais"; mas para ela, há uma jornada de entender o motivo pelo qual se apaixona e isso não tem a ver com o gênero.

"É tão difícil porque todo mundo quer colocar as pessoas em rótulos e eu não gosto de rótulos, como você pode ver pela minha música", diz ela. "Tipo, eu não gosto de rótulos de jeito nenhum."

(Divulgação / Revista Bazaar Harper)

(Divulgação / Revista Bazaar Harper)

(Divulgação / Revista Gay Times)

(Divulgação / Revista Bazaar Harper)

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Famosos

Recuperado da Covid-19, Orlando Morais prepara novos álbuns com presença da filha

Por causa de complicações decorrentes da doença, o músico ficou dez dias internado, entre 23 de março e 1º de abril

Modificado em 21/09/2024, 01:06

No período em esteve hospitalizado, em tratamento contra Covid-19, o cantor Orlando Morais, 59, afirma que o seu temor era pegar no sono, perder a consciência e não conseguir mais voltar. "Eu tinha muito medo de dormir, perder o ar e morrer."

Por causa de complicações decorrentes da doença, o músico ficou dez dias internado, entre 23 de março e 1º de abril, no Hospital DF Star, em Brasília, sendo oito deles na UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Ele não chegou a ser intubado, mas teve auxílio de oxigênio para conseguir respirar.

Desde que recebeu alta, o artista segue com as sessões de fisioterapia em casa para recuperar a plena capacidade pulmonar. Embora diga não seguir nenhuma religião, Morais afirma ser um homem de fé. Para ele, essa fé aliada à vontade de viver e ao apoio da mulher, a atriz Gloria Pires, 57, e dos filhos --Antonia, 28, Ana, 20, Bento, 16, e da enteada Cleo, 38- foram fundamentais para a sua cura.

"Pela primeira vez, eu me vi numa situação tão desesperadora que eu me agarrei a tudo que eu poderia. No último cisco do universo eu me pegaria para me salvar, porque eu queria estar salvo", destaca.

Morais reforça o trabalho dos profissionais de saúde, principalmente, os enfermeiros que o atenderam e o ajudaram nos momentos mais difíceis do tratamento. Claustrofóbico, o cantor relata que entrou em aflição ao ser colocado na máscara de oxigênio e ao ser monitorado por vários aparelhos.

Eram esses trabalhadores que o acalmavam e colaboravam com o que fosse possível, como adaptar uma cadeira para que ele ficasse mais confortável -ele afirma que não queria ficar deitado na cama com medo de perder o fôlego- e a trocar o seu pijama quantas vezes fosse necessário, já que ele suava muito.

"Às vezes, eu estava desesperado, eles [enfermeiros] olhavam dentro do meu olho e começavam a falar no meu ouvido: 'Respira, pensa nos seus filhos, a gente está aqui com você'. Era muito tocante, muito emocionante para mim."

É em homenagem a esses profissionais que Morais programa fazer uma live no próximo dia 12 de maio. A cantora Sandra de Sá já é uma das convidadas confirmadas. "Ela representa muito uma alegria, que eu gosto muito", afirma.

Foi também como uma promessa para os profissionais de saúde que o músico resolveu cantar ao receber alta do hospital. Publicado em suas redes sociais, o vídeo emocionou internautas. "Eu quero devolver para eles [os enfermeiros] um pouquinho do que eles foram para mim, eles foram muito, muito importantes."

Foi no 11º dia da Covid que Orlando Morais piorou. Dias antes, ele diz que teve febre alta, mas não achava que precisaria ser internado. Afirma que decidiu ir para o hospital porque realmente não aguentava mais a falta de ar.

"É uma coisa estranha, porque se fosse dor, eu sou resistente a dor. Agora, o ar é oxigênio, é vida", diz. Em pouco tempo, o seu quadro se agravou e foi necessário ir para UTI. "O desespero desse negócio é que dura 24 horas, o ar parece que fica cada vez menor." Morais relata que começou a se sentir muito fraco.

Sem que ele soubesse, Gloria Pires foi para a casa do casal em Brasília para ficar perto do marido. Segundo Morais, a atriz não foi infectada pela Covid dessa vez, mas já tinha sido diagnosticada em 2020, e não apresentou sintomas.

Ele afirma não fazer ideia de onde foi contaminado e ressalta que tomava todos os cuidados. "Finquei os olhos nos olhos de Gloria e não tirei mais. Era um medo de perder [a consciência]. Eu sabia que se eu perdesse a consciência era complicado voltar", relembra.

"Teve momentos que eu acreditava que não teria forças para continuar, e eu pensava nos meus filhos, na Gloria, na minha mãe de 87 anos. Pensava: 'não quero morrer, mas está muito complicado..está desesperador'."

Quando Gloria o conectava por ligação de vídeo com os filhos, já no hospital, Morais relata que fazia "uma força muito grande" para passar que já estava mais forte. Nem sempre isso era possível, diz. "Eu não perdi a esperança em hora nenhuma, mas teve momentos que eu vi que o negócio poderia pegar."

As muitas mensagens de orações e de vibrações positivas que recebeu de fãs, ele afirma ter sido muito importantes para o seu reestabelecimento. "Essa corrente, esse pensamento positivo, tudo chegou até mim, é impressionante."

Para ele, a situação atual da pandemia do novo coronavírus, com alto número de mortes e novas infecções no Brasil, é desesperadora. Perguntado, Morais preferiu não falar sobre como avalia as ações do governo federal no combate à Covid-19, "porque a gente só dá publicidade a essa coisa cada vez mais".

Ele se define como um "otimista por natureza" e diz ter esperanças de que a situação vai melhorar. Na avaliação dele, todo mundo tem responsabilidade nisso, começando pelos comportamentos individuais. "Não tem de vir só do governo. Começa dentro de casa."

PROJETOS E NOVOS CAMINHOS

Orlando Morais diz ver com muita preocupação a polarização e o extremismo em que o país se encontra. "Eu sou a favor de ter convivência, onde as coisas não convivem é complicado. Está faltando o diálogo, porque não existe Deus e o capeta, entendeu? Existe um meio-termo, existem coisas erradas e coisas certas, e temos que ir conversando, achando um jeito."

Para ele, a música e a arte sempre salvam. E não será diferente agora, quando músicos, cantores e artistas vão ter de se reinventar para driblar as dificuldades impostas pela pandemia. "Tudo vai mudar, vai ser diferente e vamos repensar a vida. Mas isso faz parte da existência. Eu perdi o meu pai aos 15 anos, não tem nada que eu julgue que não vou conseguir. As coisas chegam, temos que repensar, refletir, conscientizar e continuar vivendo."

Ao lado do sócio Dio Trotta, ele criou a ShowIn, uma plataforma de lives com o objetivo de ser mais um campo de trabalho para os profissionais da área. E tem vários projetos e lançamentos já realizados ou planejados. Ainda neste primeiro semestre, devem sair os álbuns "Le Pop" e "Le Jazz" --o primeiro single do projeto, "Le Silence Tue", parceria do cantor com Branford Marsalis, Peter Gabriel e Sting, foi lançado no fim de 2020.

Também no primeiro semestre será disponibilizado em uma plataforma de streaming o documentário "Orlamundo", em que relembra a sua trajetória e recebe artistas nacionais e internacionais. Já no segundo semestre de 2021, Morais vai lançar o álbum "RN2", do grupo Rivière Noire do qual faz parte na França. E para 2022, deve apresentar um álbum gravado com a Velha Guarda da Portela.

Além disso, toda a discografia (dez discos) acabou de ser disponibilizada em streaming. Com a carreira consolidada fora do país, Morais quer ainda gravar um novo álbum no Brasil. A ideia, que está em fase embrionária, é que a sua filha Antonia produza uma das faixas.

"O que nos leva de um lugar para o outro, o que nos faz voar é a arte. Quem nos conscientiza, nos avisa sobre tudo são os poetas, os cineastas e os cantores. Não existe vida sem arte, isso é impensável. Até a pessoa que mais detesta, ela senta na televisão e vê um filme."