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Cancelamento que vivi no Rock in Rio era racismo, diz Carlinhos Brown

A 20 anos vestindo um cocar, o músico reagia a vaias e garrafadas da plateia

Folhapress

Modificado em 21/09/2024, 00:25

Cancelamento que vivi no Rock in Rio era racismo, diz Carlinhos Brown

(Reprodução/ Twitter)

"Nada me atinge!", frase dita aos berros por Carlinhos Brown, marcou o Rock in Rio de 2001. Vestindo um cocar, o músico reagia a vaias e garrafadas da plateia. Brown abria o dia de apresentações dedicadas ao metal, que tinha como destaque da programação a banda Guns N' Roses. Após duas décadas do episódio, o músico de 58 anos enxerga hoje, naquelas vaias, um "dos primeiros cancelamentos".

"Precisamos de tempo para observar o que são as coisas. E o cancelamento talvez seja a síntese [daquele episódio]. E dentro do cancelamento tem tudo. Tem racismo, preconceito contra o gênero, contra a música", afirma o cantor.

"Eu era um artista muito mais frágil naquele momento, com expectativas gigantes jogadas naquele momento, eu já estava com música estourada ---já tinha criado, com meus amigos, o axé music. Mas eu era frágil com inocências antropofagistas. Me vestia como índio, eu não queria me vestir como o cara do rock'n'roll."

A terceira edição do festival, há 20 anos, foi marcada pela crítica de músicos brasileiros, que buscavam cachês maiores e horários mais nobres, reservados às atrações estrangeiras. Naquele ano, por exemplo, seis bandas brasileiras ---Skank, O Rappa, Raimundos, Cidade Negra, Jota Quest e Charlie Brown Jr--- boicotaram o evento.

"Que bom que houve aquele choque porque a gente sabia que, no Rock in Rio, a palavra rock, suas quatro letras, era maior que Rio. Mas a gente também estava dizendo que o Rio é enorme. A música brasileira precisava ser mostrada."

Brown crê que essa provocação foi feita, na época, pelo empresário e dono do festival, Roberto Medina, que o escalou para se apresentar no mesmo dia de bandas de rock mais pesado. Hoje, é o músico quem faz a provocação ---quer voltar aos palcos do festival. "Queria fazer um convite, quero fazer aquele show de novo."

Brown afirma que a música periférica, como o funk, carrega aquele mesmo preconceito vivido por ele, porque também tem raízes africanas. "O nosso funk precisou de um neologismo para ser aceito. Porque, na verdade, é a macumba que se eletronizou. Quando olho o funk, eu vejo o candomblé eletrônico."

Quando se trata de dar aula sobre música, Brown se empolga. O músico e apresentador participa da série "Criatividade Tropical: Abre as Portas para o Gueto", feita pela marca de cerveja Devassa e distribuída gratuitamente pela Globoplay. Com episódios apresentados pela cantora Iza, a produção aborda o processo criativo da música produzida nas periferias do país.

"Minha responsabilidade é replicar o passado a partir da música. Isso é criatividade tropical, nossa criatividade tem muito mais beleza, e é mais comunicativa para as favelas do que a dor", afirma o cantor.

Este ano também marca os 30 anos da criação do Timbalada, banda de samba-reggae criada por Brown em 1991 que revolucionou a música brasileira ---e influencia hoje artistas nacionais e internacionais, de Anitta a Beyoncé. O grupo que reunia mais de 400 instrumentistas nas ruas do bairro soteropolitano do Candeal, onde ele vive até hoje, foi um projeto sonhado.

"Eu sonhei e disse 'preciso fazer isso'. Vendi um carro, meu primeiro carro, para carregar os instrumentos de percussão. Fui chamando meninos iniciantes para passar uma prática que não havia. Juntar dois timbais já era muito difícil, imagina cem."

Brown, naquele contexto, também foi o criador da bacurinha ---repinique de oito polegadas tocado com duas baquetas de nylon---, um dos instrumentos básicos do pagode baiano, ritmo que hoje ocupa o espaço do mainstream que já foi do axé. "A bacurinha começou a se misturar e trazer essa sonoridade brasileira que você tem nos agudos das escolas de samba, mas sintetizada em instrumentos como o timbal", afirma.

Segundo Brown, essa nova musicalidade renovou a música brasileira. "Essa experiência terminou trazendo um adendo maravilhoso ---que eu chamo de inovação do samba, travestido com o nome de pagode", diz o músico. "Parece que o samba não se renova, mas ele se renova todo dia nesse país."

Três décadas depois, Brown se diz surpreso com o alcance do movimento que, naquele momento, buscava criar novas bases para a música com o protagonismo do timbal, instrumento que inspira o nome do grupo.

"O que eu menos esperava era que a Timbalada viesse a ser uma influência de sonoridade. Quem terminou tendo toda a responsabilidade por esse crescimento foram meus alunos", diz ele, lembrando o percussionista Márcio Victor, do Psirico.

Entre os projetos que Brown assina, neste ano, está a trilha do espetáculo "Cura", produzido pela coreógrafa Deborah Colker. Fazer trilhas sonoras para filmes e musicais é um dos trabalhos que o fazem ser reconhecido mundo afora.

Além da indicação ao Oscar de melhor canção em 2012 pelo filme "Rio", o cantor costuma marcar presença no time de jurados brasileiros da Academia que concede o prêmio hollywoodiano. Questionado sobre a falta de indicações para títulos brasileiros, Brown diz que os produtores nacionais não precisam se sentir rebaixados pela ausência na premiação.

"Com todo o respeito à Academia, quem disse que o Brasil precisa de uma chancela internacional para se sentir bom? Somos bons. E, se vier isso, teremos um olhar de congratulação do outro, mas não precisamos de uma chancela dos Estados Unidos. O Brasil é bom e pronto. Ganhar um Oscar é bom porque respeitamos o prêmio, mas não é a finalização total. Nosso ponto final é criar e ser criativos."

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Esporte

Luighi diz que racismo em jogo do Palmeiras deixa cicatrizes

Jogador levou uma cusparada, denunciou xingamento de "macaco" ao árbitro da partida e chorou no banco de reservas

Modificado em 07/03/2025, 08:31

undefined / Reprodução

O atacante Luighi, do Palmeiras, se manifestou nas redes sociais após ser alvo de racismo na partida da equipe sub-20 contra o Cerro Porteño, nesta quinta-feira, pela Libertadores da categoria (assista acima a entrevista dada pelo jogador após o jogo) .

"Dói na alma. E é a mesma dor que todos os pretos sentiram ao longo da história, porque as coisas evoluem, mas nunca são 100% resolvidas. O episódio de hoje deixa cicatrizes e precisa ser encarado como é de fato: crime. Até quando? É a pergunta que espero não ser necessária ser feita em algum momento. Por enquanto, seguimos lutando", disse Luighi, no Instagram.

Figueiredo e Luighi foram alvos de ataques. O primeiro deles viu um torcedor - que estava com uma criança no colo - imitar um macaco em sua direção enquanto passava pela lateral do campo.

Luighi levou uma cusparada, denunciou xingamento de "macaco" ao árbitro da partida e chorou no banco de reservas. Ele desabafou na entrevista após o jogo e se revoltou com a falta de uma pergunta sobre o episódio. A entrevista foi feita por um prestador de serviço da transmissão oficial da Conmebol, que é instruído protocolarmente a perguntar sobre o jogo, segundo apurou o UOL. O atleta voltou a ir aos prantos.

"É sério isso? Vocês não vão perguntar sobre o ato de racismo que fizeram comigo? É sério? Até quando a gente vai passar isso? Me fala... até quando a gente vai passar isso? O que fizeram comigo foi um crime, pô. Vocês vão perguntar sobre o jogo mesmo? A Conmebol vai fazer o que sobre isso? CBF, sei lá. Você não vai perguntar sobre isso? Não ia, né? Você não ia perguntar sobre isso. O que fizeram foi um crime comigo, pô. A gente é formação. Aqui é formação, pô. A gente está aprendendo aqui", disse Luighi, na saída de campo.

O Palmeiras divulgou nota condenando os atos racistas e disse que "irá até as últimas instâncias para que todos os envolvidos em mais esse episódio repugnante de discriminação sejam devidamente punidos".

Já a Conmebol afirmou, também em nota, que "medidas disciplinares apropriadas serão implementadas, e outras ações estão sendo avaliadas em consulta com especialistas da área".

O Palmeiras venceu o jogo por 3 a 0. Riquelme Fillipi marcou dois gols, e Erick Belé anotou o outro. O time paulista chegou aos seis pontos e se isolou na liderança do grupo após a segunda rodada.

Trechos da entrevista que o atacante Luighi deu após o jogo onde sofreu racismo. (Reprodução/Globo Esporte)

Trechos da entrevista que o atacante Luighi deu após o jogo onde sofreu racismo. (Reprodução/Globo Esporte)

Nota do Palmeiras

É inadmissível que, mais uma vez, um clube brasileiro tenha de lamentar um ato criminoso de racismo ocorrido em jogos válidos por competições da CONMEBOL. A Sociedade Esportiva Palmeiras presta toda solidariedade aos atletas do clube que estão disputando a Libertadores Sub-20 no Paraguai e comunica que irá até as últimas instâncias para que todos os envolvidos em mais esse episódio repugnante de discriminação sejam devidamente punidos.

Racismo é crime! E a impunidade é cúmplice dos covardes!

As suas lágrimas, Luighi, são nossas! A Família Palmeiras tem orgulho de você!

Nota da Conmebol

A CONMEBOL rejeita categoricamente todo ato de racismo ou discriminação de qualquer tipo. Medidas disciplinares apropriadas serão implementadas, e outras ações estão sendo avaliadas em consulta com especialistas da área.

Geral

'Sua preta, imunda, nordestina, pobre': operadora de telemarketing sofre injúria racial de cliente durante atendimento

Estudante de administração, a vítima trabalha oferecendo empréstimos para aposentados pelo telefone. O caso ocorreu em Trindade

Modificado em 11/01/2025, 14:46

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"Sua preta, imunda, nordestina, pobre, telefonista." Essas são algumas das ofensas racistas e xenofóbicas que uma assistente de telemarketing de 29 anos sofreu ao atender um cliente na terça-feira (7) (ouça os áudios acima) .

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Há alguns meses, a estudante de administração Vitória*, mãe de duas meninas, trabalha em uma empresa como correspondente bancária, oferecendo empréstimos para aposentados, na cidade de Trindade, a cerca de 25 km de Goiânia.

Ao g1, Vitória explicou que as ligações aos clientes cadastrados no sistema da empresa são efetuadas de forma automática --- "uma atrás da outra".

Ao final de cada chamada, ela precisa preencher os dados da ligação em uma tabela, informando, por exemplo, se o cliente se recusou a atendê-la. Caso ela não realize o procedimento, o sistema volta a ligar para a mesma pessoa.

O número do protocolo de atendimento também é enviado para o WhatsApp de cada cliente pelo celular corporativo de Vitória.

Na terça à tarde, a jovem estava no meio do expediente, fazendo mais uma ligação, quando um homem a atendeu. Contudo, no cadastro, a linha estava em nome de uma mulher. O homem ficou bravo com o engano e passou a xingá-la.

"Eu queria falar com a Delfina, que é o nome da cliente que estava cadastrado. Ele falou assim: 'Que desgraça, vagabunda, sua piranha. Vai dar seu c* e começou a me xingar'. [No início da ligação,] eu já envio o protocolo no WhatsApp, é automático. Como trabalho como correspondente bancária, a foto do perfil é a minha. Eu fiquei muito desesperada, porque ele estava me xingando muito, e eu fui apagar o protocolo [enviado] para ele", contou.

Após xingá-la, o agressor desligou o telefone. Como Vitória estava preocupada em apagar o número de protocolo enviado pelo WhatsApp, ela não tabulou os dados, e o sistema voltou a ligar para o homem.

"Ele atendeu de novo. Já tinha aberto a mensagem e visto a minha foto [no WhatsApp]. E começou a me chamar de preta. Na hora que ele falou que eu era preta, eu respondi: 'Você sabe que isso que você está falando cabe um processo. Você não pode ficar chamando as pessoas de preto assim desse jeito'. E aí eu já desliguei", contou Vitória.

A discussão e as ofensas continuaram pelo WhatsApp por áudio. A jovem, então, escreveu para o agressor que iria atrás de seus direitos e que "ele mexeu com a pessoa errada", além de reafirmar que "é preta, sim" e que "se acha linda".

Segundo a assistente de telemarketing, o homem enviou vários áudios com falas de teor racista, xenofóbica e gordofóbica, além de afirmar durante a conversa que era de Santa Catarina e "loiro de olho verde".

"Você está falando com uma pessoa inteligente, que sabe exatamente como você é. Mais uma preta, pobre, imunda, podre, que fica ligando 50 vezes por dia. Há dois anos vocês ficam me ligando. Sua imunda [...] Você é horrível. Além de horrível por dentro, horrível por fora. Você é um lixo de gente. Sua pobre teleatendente, vergonhoso o tipo de trabalho que você faz", gritou o agressor em um dos áudios.

"Eu moro no meu apartamento lindo, aqui numa cidade linda do Sul. Tenho olho claro. Sou gato. A tua fala, sinto dó de você. Não passa de uma psicologia básica e imunda de gente pobre. Vai estudar e quem sabe assim você consegue discutir com alguém que tenha um pouco mais de conhecimento, tá, sua preta imunda", ainda disse o homem.

Ao final das ofensas, o agressor apagou os áudios e bloqueou o número da vítima. Vitória contou que desabou e chorou muito, sendo acolhida pelos colegas de trabalho.

"Eu fiquei chorando bastante, nunca tinha escutado isso antes. É muito ruim a gente escutar isso, ser chamada de preta e pobre. As pessoas acham que só porque a gente é preta a gente não tem capacidade, a gente nunca vai conseguir nada, a gente não é ninguém [...] Ele realmente acha que acabou comigo com as palavras, e realmente acabou, né? Afeta o meu psicológico", desabafou Vitória.

A jovem procurou a polícia e registrou um boletim de ocorrência por injúria racial na Delegacia de Trindade. Ela procura por Justiça para que, no futuro, o mesmo não aconteça com suas filhas.

Delegacia Regional da Polícia Civil de Trindade (Reprodução/Secom Goiás)

Delegacia Regional da Polícia Civil de Trindade (Reprodução/Secom Goiás)

Ao g1, advogado de defesa, José Luiz Oliveira Júnior, afirmou que o caso de Vitória não é isolado e é um reflexo da sociedade e do tempo que vivemos.

Geral

Novo feriado nacional é importante para reflexão sobre o racismo

Especialista analisa o Dia da Consciência Negra na primeira vez que é celebrado em todo o país

Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra é em 20 de novembro e será feriado no país todo pela primeira vez

Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra é em 20 de novembro e será feriado no país todo pela primeira vez

Neste ano, pela primeira vez, 20 de novembro, o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, que destaca a importância da cultura afro-brasileira e da luta antirracista, será feriado nacional. A Lei 14.759/23, que declara a data feriado em todo o Brasil, foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em dezembro de 2023.

Até então, a data era feriado apenas nos estados de Alagoas, Amazonas, Amapá, Mato Grosso, Rio de Janeiro e São Paulo, e em cerca de 1.200 cidades através leis municipais, o que representava 29% do território brasileiro.

Os registros de casos de racismo cresceram 127% no país em 2023, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado em julho. Foram feitos 11.610 boletins de ocorrência de racismo no último ano. Em 2022, foram 5.100.

Em menor proporção, as ocorrências por injúria racial também cresceram. Foram 13.897 em 2023, 13,5% a mais que as 12.237 de 2022. O presidente Lula sancionou em janeiro do ano passado uma lei que equipara injúria racial ao crime de racismo, após decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o tema.

O advogado criminalista Gabriel Fonseca, que integra o escritório Celso Cândido de Souza Advogados, explica a diferença entre os dois crimes.

"O racismo se trata de ofensa à uma coletividade, enquanto a injúria racial é direcionada à uma pessoa específica. Por exemplo: o fato de alguém proibir um grupo de acessar algum local por conta de sua raça, etnia ou religião é ato de racismo. Enquanto emitir ofensa contra alguém, referindo-se a etnia, é tratado como injúria racial. A Lei 14.532/2023 equipara injúria racial ao racismo, tornando a pena dos dois delitos de 2 a 5 anos, não cabendo fiança em qualquer um deles".

Mesmo com essas mudanças, o especialista pontua que a legislação poderia melhorar. "Entendo que a pena deveria se agravar mais, uma vez que, mesmo com a sociedade evoluída tecnologicamente, ainda verificamos situações em que pessoas de cor parda ou preta são manifestamente discriminadas e têm várias oportunidades negadas. A pena deve ser agravada, principalmente para que esse tipo de conduta seja cada vez mais reprimida".

O Brasil
Gabriel Fonseca analisa também o país quanto ao preconceito racial. "O racismo consiste em uma maneira de discriminação, que é disseminado por meio de inssultos, agressões e desigualdade em oferecimento de oportunidades e exclusões sociais. No Brasil, temos uma miscigenação muito grande e, mesmo com a presença de pessoas de várias etnias, ainda presenciamos situações em que umas se sentem superiores às outras, principalmente por sua etnia".

Muitas pessoas reclamam sobre a maioria dos inquéritos, inicialmente, serem enquadradas como injúria ao invés de racismo. O advogado explica a razão disso acontecer.

"Porque no cotidiano, situações de injúria racial são muito mais comuns do que o racismo. Na prática vemos muitas vezes alguém ser xingado ou ofendido em razão da cor de sua pele, por exemplo. É mais difícil presenciarmos ofensas contra uma coletividade, mesmo assim, realizar essa diferenciação é fundamental para o devido processo legal", pontua ele.

Para o especialista, a ampliação do feriado é um fator relevante. "É importante que o feriado do Dia da Consciência Negra seja em âmbito nacional. Em que pese muitas pessoas negarem a existência do racismo na sociedade, existe um contexto muito abrupto contra pessoas negras, principalmente pela escravidão. À medida que o tempo passa, essa mancha causada vai sendo curada. Porém, ainda não evoluímos o suficiente para equiparar as situações de todas as pessoas. É inegável que ainda existem oportunidades sendo distribuídas de maneiras desiguais, daí vem o sentido da aplicação de cotas em faculdades e em alguns trabalhos. Essa luta ainda persistirá por muito tempo, até que a sociedade possa conviver proporcionando as mesmas condições a todos".

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Gata do Daqui

Colombiana Karol G se declara para os fãs brasileiros

Modificado em 04/11/2024, 08:51

Colombiana Karol G se declara para os fãs brasileiros

(Reprodução Instagram)

A cantora colombiana Karol G, de 33 anos, já está em solo brasileiro. Ela irá se apresentar no Palco Mundo, no Rock in Rio, nesta sexta-feira (20). Em uma postagem no Instagram, a gata, que está aprendendo português, escreveu, com alguns errinhos aqui e ali, mas fez questão de expressar seu carinho pelos fãs brasileiros: "Eu 'ti' amo, Brazil. Estou muito nervosa y animada para vê-los. Saúde", disse ao postar uma foto tomando um drink em Copacabana, no Rio de Janeiro.

A noite promete muita animação. Pabllo Vittar e a cantora iraniana Sevdaliza revelaram que farão uma participação especial no show de Karol G. Juntas, elas devem fazer uma versão ao vivo do hit "Alibi".

Nascida em Medellín, Karol lançou seu álbum de estreia, "Unstoppable", em 2017. Dois anos depois, viralizou com "Tusa", parceria com Nicki Minaj. Atualmente, ela é uma das maiores cantoras latina e dona do Grammy Latino 2023 de "Álbum do Ano" com "Mañana Será Bonito".

(Reprodução Instagram)

(Divulgação Bilboard)

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