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Cinco pessoas são presas suspeitas de vender remédios falsos para hospitais; paciente foi para UTI

Criminosos tinham sedes de fachada em Abadia de Goiás e na Bahia. Foi constatado atuação da quadrilha em outros 11 estados

Modificado em 19/09/2024, 00:27

Cinco pessoas são presas suspeitas de vender medicamento falso

Cinco pessoas são presas suspeitas de vender medicamento falso (Divulgação / Polícia Civil de Goiás)

Colaborou: Samantha Souza

Cinco pessoas foram presas suspeitas de vender medicamentos de alto custo em Goiás e outros 13 estados brasileiros. Um paciente de Goiânia foi parar na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), após tomar o remédio, que foi vendido para um hospital renomado da capital.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Murillo Leal Freire, da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), a empresa de fachada, Bahia Med, tinha sede em Lauro de Freitas, na Bahia e uma filial, também de fachada, em Abadia de Goiás, na região metropolitana de Goiânia. Ao todo, a empresa movimentou mais de R$ 6 milhões, em seis meses.

O delegado relata que durante as investigações, que começaram em abril de 2022, foi constatado que ambos os lugares não tinham estrutura adequada para manter a imunoglobulina e outros medicamentos de alto custo usados para tratamento de pacientes com deficiências imunológicas graves e que necessitam de respostas rápidas ao tratamento.

Além disso, através de notificações divulgadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), foi verificado que o remédio comercializado era falso e que havia registros de outros casos idênticos ao ocorrido no hospital de Goiânia, em diversas regiões do país. A empresa também não tinha funcionários.

Nesta quinta-feira (1°), equipes da Deic, através do Grupo de Repressão a Roubos (Garra), cumpriram mandados de busca e apreensão nas residências dos suspeitos e nas empresas de fachada. Entre os itens apreendidos, segundo o delegado, estão celulares, computadores e outros objetos relevantes para a investigação.

De acordo com a Polícia Civil (PC), o grupo agia seguindo uma hierarquia. Nela, Sidney Donizetti Pereira Júnior exercia a posição de líder, o pai dele Sidnei Donizetti Pereira atuava como um gerente, Jilmar Rodrigues Trindade e Rosimar Rodrigues dos Santos, no apoio logístico, enquanto Agmar Bruno da Silva era o "laranja".

Eles foram presos em março desde ano, porém, a informação só foi divulgada nesta quinta-feira (1º). Agora, segundo o delegado, eles serão indiciados por associação criminosa, tentativa de homicídio qualificado, falsidade de medicamentos e falsidade ideológica.

A divulgação da imagem e identificação dos investigados foi procedida nos termos da Lei nº 13.869/2019, Portaria nº 547/2021-- PC e Despacho do Delegado de Polícia responsável pela investigação, especialmente porque a organização criminosa atua com venda de medicamentos em diversos Estados brasileiros, logo, a divulgação do nome da empresa e imagem dos investigados podem auxiliar no surgimento de novas vítimas.

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Juarez Barbosa está sem estoque de 5 medicamentos em Goiânia

Secretaria justifica que remédios têm a compra centralizada pelo Ministério da Saúde e que fármacos em falta são substituídos por outros

Modificado em 17/09/2024, 15:53

Desde outubro, Ednalva não consegue um dos medicamentos usados no tratamento de epilepsia da filha

Desde outubro, Ednalva não consegue um dos medicamentos usados no tratamento de epilepsia da filha
 (Wildes Barbosa)

Cinco medicamentos oferecidos pelo Centro Estadual de Medicação de Alto Custo Juarez Barbosa (Cemac JB) estavam com os estoques zerados no meio da manhã desta terça-feira (23). Eles são usados para tratar diversas doenças, como câncer, epilepsia e mal de Parkinson. A Secretaria de Estado de Saúde de Goiás (SES-GO) justifica que os medicamentos têm a compra centralizada pelo Ministério da Saúde. Segundo a pasta, apesar de alguns estarem em falta, os pacientes são atendidos com outros.

O levetiracetam 750 mg é um medicamento usado no tratamento de epilepsia. A filha da costureira Ednalva da Silva Alves, de 52 anos, faz uso dele duas vezes ao dia. Entretanto, a última vez que ela foi até o Cemac JB e conseguiu pegar a medicação nessa apresentação foi em outubro de 2023. "Me disseram para ficar de olho porque deve chegar mais em 28 (de janeiro)", relata.

Ednalva busca medicamentos no Cemac JB desde 2022. "Levei seis meses tentando até que consegui", conta. Além de duas doses de levetiracetam 750 mg por dia, a filha dela também toma outras duas doses de 250 mg do mesmo medicamento. A segunda apresentação está disponível no Cemac JB. "Esse não faltou até agora", diz a costureira. Ela afirma que já tentou pegar três caixas de levetiracetam 250 mg para substituir a apresentação de 750 mg, mas não conseguiu. "Falaram que só podiam me passar o que constava na minha receita."

A costureira compra cada caixa de levetiracetam 750 mg, com 30 comprimidos, por R$ 375. Como a filha dela, Estefany, de 25 anos, toma dois comprimidos por dia, o medicamento sai por R$ 750 por mês. "Quando está de promoção, cada caixa sai por R$ 345 mais ou menos. Meus outros três filhos me ajudam. Passam no cartão de crédito, dão um jeito para ela não ficar sem", desabafa. A jovem ainda faz o uso de um outro antiepiléptico, a fenitoína. "Esse é mais barato. Pegamos na farmácia mesmo", pontua.

Desde que passou por uma sucessão de acometimentos na saúde relacionados à epilepsia, Estefany ficou com comprometimentos na fala e na capacidade motora. Ednalva parou de trabalhar fora para cuidar da filha, já que ela não recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC). "O dinheiro que entra vem dos crochês que eu faço", diz. Além dos medicamentos, a jovem precisa tomar um leite especial. "Custa R$ 97 cada lata. Ela usa seis por mês", relata. Este é o segundo mês que ela consegue pegar as latas no Cemac JB. "Tive que acionar um advogado para conseguir, mas deu certo. Às vezes penso em fazer o mesmo com a medicação", pondera.

Além do levetiracetam 750 mg, um dos medicamentos com o estoque zerado no Cemac JB é o ciclofosfamida 50mg, usado por pacientes oncológicos. Outro é o deferasirox 125 mg, utilizado para tratar a sobrecarga de ferro causada por transfusões de sangue repetidas vezes. O fludrocortisona 0,1 mg, indicado para o tratamento de acometimentos relacionados às glândulas adrenais, também está em falta.

A unidade também não conta com rasagilina 1 mg, usada para tratar o mal de Parkinson. Sobre o medicamento, a SES-GO explicou que o Ministério da Saúde informou que está finalizando o contrato de aquisição, mas que existem outros quatro medicamentos que tratam o mal de Parkinson disponíveis na rede de atenção especializada e outros três disponíveis na rede de atenção básica.

Quantidade reduzida

Além daqueles com estoques zerados, na manhã desta terça o Cemac JB tinha outros nove medicamentos com dez unidades ou menos disponíveis. Segundo a SES-GO, um deles, o brometo de tiotrópio foi despadronizado. Antes, ele era fornecido de forma isolada. Agora, é fornecido associado com outro medicamento broncodilatador. A pasta também informou que na grande maioria das vezes os pacientes utilizam a dupla terapia ou tripla terapia, com dois ou três fármacos no mesmo dispositivo.

Em relação aos demais medicamentos, a SES-GO comunicou que as quantidades são restritas por serem doenças específicas, seguindo o programa que trata doença crônica e rara. Em relação ao vedolizumabe, que contava com apenas uma unidade em estoque nesta terça, a pasta esclareceu que a entrega pelo Ministério da Saúde está agendada para esta sexta-feira (26). O medicamento é indicado para tratamento da retocolite ulcerativa, uma doença inflamatória intestinal. A pasta ainda frisou que o Cemac JB possui oito tipos de medicamentos para tratar a doença.

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Pacientes podem consultar estoque de remédios em centrais de medicamentos de Goiás

Serviço on-line permite que o usuário verifique os medicamentos disponíveis sem precisar sair de casa

Modificado em 19/09/2024, 01:13

De acordo com a SES-GO, o acesso é intuitivo, ou seja, leva o usuário a encontrar facilmente as informações que procura.

De acordo com a SES-GO, o acesso é intuitivo, ou seja, leva o usuário a encontrar facilmente as informações que procura. (Wesley Costa)

Os pacientes que pegam medicamentos na Central Estadual de Medicamentos de Alto Custo Juarez Barbosa (Cemac JB) podem consultar o estoque de remédios no Portal Expresso em Goiás. O serviço on-line permite que o usuário verifique os medicamentos disponíveis de forma totalizada ou por unidade, pelo nome, volume e gramatura sem precisar sair de casa.

"É para dar autonomia ao paciente e ele não ter que se deslocar. Ele só vai até a unidade para retirar ou fazer a aplicação do medicamento", explicou diretor geral do Cemac JB, Roney Pereira Pinto, em entrevista à TV Anhanguera.

As informações disponíveis no Portal Expresso incluem os estoques das farmácias da Cemac JB nos seguintes locais:

Goiânia;
Regional Pireneus, em Anápolis;
Policlínicas Estaduais de Posse, Formosa, Quirinópolis, Goianésia, São Luís de Montes Belos e cidade de Goiás.

Como acessar
De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), o acesso é intuitivo, ou seja, leva o usuário a encontrar facilmente as informações que procura. Confira o passo a passo abaixo:

Ao entrar no Portal Expresso, o primeiro passo é procurar o serviço 'Estoque de medicamentos';
Em seguida, selecionar 'Consultar estoque de medicamentos de alto custo';
Por fim, clicar no botão 'Acessar'.

Usuário não cadastrado
Caso o usuário não esteja cadastrado na Cemac JB ou em uma das unidades do interior que também fazem a distribuição do medicamento de alto custo, o Portal Expresso oferece o link 'Solicitar abertura de processo ou alteração e/ou inclusão de medicamentos de alto custo'. E, ainda, 'Solicitar renovação de processo para Medicamentos de Alto Custo'.

As informações também estão disponíveis na seção da Cemac JB no portal da SES-GO .

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Pedido de medicamentos de alto custo passa a ser totalmente digital

Ferramenta vai beneficiar usuários que antes tinham que ir até o Juarez Barbosa para realizar o cadastro

Modificado em 20/09/2024, 06:30

Atualmente, o Juarez Barbosa disponibiliza 147 medicamentos utilizados no tratamento de 102 doenças

Atualmente, o Juarez Barbosa disponibiliza 147 medicamentos utilizados no tratamento de 102 doenças (Iron Braz/Divulgação/Governo de Goiás)

A partir desta segunda-feira (5), os pacientes que precisam de remédios de alto custo poderão solicitá-los por meio do Portal Expresso . Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES), a novidade vai beneficiar "milhares" de usuários, que antes tinham que ir à Central Estadual de Medicamentos de Alto Custo Juarez Barbosa (Cemac), em Goiânia.

Inicialmente, a ferramenta ficou disponível apenas para moradores do interior e, a partir de agora, está disponível para todos os goianos. Para solicitar o medicamento, o usuário deve acessar o Portal Expresso e procurar pelo serviço Solicitar Medicamentos de Alto Custo -- CEMAC JB. "A identificação deve ser feita por meio do login e senha utilizados na plataforma gov.br", explica a pasta.

A autorização para retirada do medicamento pode levar até cinco dias. Atualmente, o Juarez Barbosa disponibiliza 147 medicamentos utilizados no tratamento de 102 doenças, entre elas síndromes graves e problemas de saúde crônicos. Conforme levantamento da SES, a unidade presta atendimento a mais de 1,3 mil pessoas por dia e possui 60 mil pacientes ativos cadastrados.

O diretor-geral da Cemac, Roney Pereira Pinto, destacou a importância da ferramenta digital. "Antes, a pessoa entregava os documentos na central, esperava a resposta e depois tinha que levar a documentação novamente, caso faltasse algum documento. Após isso, tinha que voltar para buscar o medicamento. O novo sistema diminui o vai e vem do usuário", explicou.

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Saúde de Goiânia enfrenta falta de itens, de analgésicos a antibióticos

Trabalhadores denunciam desabastecimento geral, como falta de testes de Covid, insumos para exames de sangue, paracetamol, remédios psiquiátricos e aferidor de glicemia. Prefeitura diz que empresa vencedora da licitação pediu cancelamento

Modificado em 20/09/2024, 05:18

Vista externa do Cais Finsocial: local tem mato alto, mofo nas paredes, telha quebrada e janela fechada com lona

Vista externa do Cais Finsocial: local tem mato alto, mofo nas paredes, telha quebrada e janela fechada com lona (Fábio Lima)

Os profissionais das unidades de saúde de Goiânia relatam um cenário de falta de insumos, insegurança e problemas de infraestrutura nestes locais, conforme descrevem à reportagem. Os transtornos se repetem em várias regiões da capital, narram os trabalhadores. As queixas graves têm chegado ao sindicato da categoria e, inclusive, com registro de morte por falta de medicamento.

Trabalhadora da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Itaipu, na região sudoeste de Goiânia, uma mulher que pediu para não ser identificada, afirma que faltam insumos básicos e os profissionais estão expostos a um ambiente inadequado vistas as más condições de infraestrutura do local. "Nós não estamos fazendo exame de Covid-19, não realizamos a maioria dos exames de sangue, principalmente o hemograma completo, que define para o médico se a pessoa está com pneumonia, tuberculose, dengue - a pessoa pode até estar com dengue hemorrágica, apendicite", completa. Ela resume a situação como "um caos".

A reportagem teve acesso a uma lista de medicamentos do Ambulatório Municipal de Psiquiatria. Lá falta até paracetamol. De uma lista de 28 remédios, seis não estão disponíveis. Três deles são de controle especial. A servidora que encaminhou o relato também apresentou fotos que mostram uma lâmpada improvisada. "Uma colega trouxe de casa para a gente não ficar no escuro", diz ela. No mesmo local, uma foto mostra uma cadeira sem nenhum dos apoios de braço.

A trabalhadora do Ambulatório Municipal de Psiquiatria relata também a falta de profissionais e que mesmo equipamentos simples, como um aferidor de glicemia, não está disponível na unidade.

"Aqui não está tendo papel toalha para secar a mão. As condições são super precárias. E detalhe, não tem servidor administrativo aqui, a gente tem de realizar duas funções", relata outra servidora do Cais Jardim Novo Mundo, na região leste da capital. Sobre o Cais do Bairro Goiá, um servidor informou haver problemas na estrutura da unidade, na qual tem muito mofo e o reboco das paredes caindo.

Relatos como os citados acima têm chegado com recorrência ao Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Único de Saúde no Estado de Goiás (SindSaúde). É o que afirma a presidente da instituição, Neia Vieira. "No Cais de Campinas faltam insumos, medicamentos e há relatos de agressões contra médicos. Só na semana passada houve três. Elas fazem a prescrição, não tem a medicação na unidade ou fazem solicitação de exame e não é possível realizar, aí acabam sendo vítimas de violência", afirma.

Segundo Neia, das três agressões, uma escalou para violência física. Um dos relatos de violência no Cais de Campinas foi repassado ao sindicato. O texto diz respeito a uma médica que foi vítima durante um plantão noturno. "Cada dia mais a unidade de pronto atendimento Campinas se torna mais insalubre para o desempenho da atividade médica. Os pacientes são agressivos, são os moradores de rua alcoolizados que não têm nenhum respeito ao profissional médico e são pessoas de diversas periculosidades que colocam nossa saúde física e mental em perigo diariamente", escreveu um colega da profissional onde falta antibióticos.

Morte

Neia conta que na unidade houve um relato de uma médica que afirma ter perdido um paciente porque faltou um medicamento para socorrê-lo. "Não tinha furosemida. É um medicamento usado em pacientes que estão com hipertensão pulmonar e precisam de diurese para perda de líquido. Um faleceu na unidade segundo a médica."

A insegurança é explicada pela presidente do SindSaúde por causa da falta de agentes da Guarda Civil Municipal (GCM). Segundo ela, durante uma visita do sindicato e da Comissão de Saúde da Câmara ao Centro de Referência em Diagnóstico Terapêutico (CRDT), eles tiveram acesso às áreas internas sem se apresentarem e sem nenhum impedimento. "Passamos pelo refeitório e pela farmácia, onde há medicamentos, inclusive de controle especial", afirma Neia.

No CRDT, inclusive, Neia afirma existir 11 oftalmologistas que estão sendo pagos, mas sem condição de exercer os cerca de 200 atendimentos por dia.

Os casos que expõem os profissionais a condições inadequadas são encaminhados ao Ministério Público do Trabalho em Goiás (MPT-GO). Nove unidades de saúde já foram alvo de ação civil pública (ACP). Para quatro delas já há sentença obrigando a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Goiânia providenciar correções em pontos que atentam contra o direito e a segurança dos trabalhadores.

As sentenças motivadas pelas ACPS são para as unidades: Cais Bairro Goiá, Centro de Saúde da Família Recanto do Bosque, Cais Vila Nova e Cais Jardim Guanabara. A unidade do Guanabara, inclusive, consta no plano de investimentos chamado de Goiânia Adiante, como prevista para passar por ser reformada e convertida em Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

As unidades que ainda aguardam sentença são Caps Noroeste, Cais Amendoeiras e Caps Noroeste. Os problemas do Cais Finsocial também figuram em uma ACP, mas o caso ainda está na fase de instrução.

Entre os problemas apontados pelo MPT-GO nos casos estão: ausência de um plano de gerenciamento de resíduos sólidos, Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA), Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), Procedimento Operacional Padrão (POP) relativo a todos os setores técnicos, Manual de Condutas em Casos de Acidentes de Trabalho com Material Biológico, Comprovantes de medidas de combate a pragas, insetos e roedores, Comprovantes de limpeza da caixa d'água e Certificado de conformidade expedido pelo Corpo de Bombeiros. Este último documento, inclusive, não está disponível para nenhuma das unidades, conforme a procuradora do Trabalho, Milena Cristina Costa.

"A maioria dos imóveis tem uma má conservação, aí a gente pede a regularidade quanto à limpeza que costuma ser precária. Há falta de equipamento de proteção individual (EPI) em quantidade suficiente para os servidores, regularização da rede elétrica, pois vemos muitas delas com fiação solta, é uma coisa horrorosa!", relata a promotora.

As queixas dos profissionais da saúde também motivaram uma representação judicial. Conforme a promotora, a SMS de Goiânia foi condenada a cuidar da segurança dos trabalhadores. No entanto, isto não ocorre e a administração municipal tem efetuado o pagamento de multas.

Secretaria nega maioria dos problemas apontados

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Goiânia respondeu ao POPULAR a respeito dos problemas de infraestrutura que uma empresa foi contratada, via licitação, para realizar "manutenção e reparos nas unidades de saúde do município".

Sobre os equipamentos de proteção individual, cujos os trabalhadores alegam desabastecimento, a secretaria afirma haver estoques e distribuição suficientes. O mesmo a pasta afirma a respeito dos insumos.

A SMS explicou os problemas com a carência de desabastecimento. "Alguns medicamentos estão em falta porque a empresa que ganhou o processo licitatório, pediu cancelamento. Diante disso, e com o intuito de adquirir os medicamentos o mais rápido possível, foi aberto um processo de compra emergencial."

Sobre os oftalmologistas que estariam sem condição de atuar, a administração municipal afirmou que eles são concursados da Prefeitura de Goiânia e "com o fim do convênio, estão sendo lotados nos Distritos Sanitários de Saúde e nas maternidades do município".
A respeito do relato de um paciente morto por falta de medicamento, a SMS afirmou que não houve relação entre a não utilização do medicamento "e o falecimento"

Segurança
A segurança das unidades, afirmou a SMS, é realizada por meio de monitoramento de câmeras e rondas constantes da Guarda Civil Metropolitana.